Não se criminaliza o uso, mas sim a distribuição!

30 Setembro, 2009

A Assembleia Nacional da França aprovou uma lei que criminaliza o compartilhamento de arquivos e corta o acesso à internet para quem for pego baixando conteúdo protegido por direitos autorais.

Ainda há chance de veto, uma vez que o projeto de lei agora vai para a assinatura do presidente Nicolas Sarkozy.

A lei se chama Hadopi e ganhou este nome por ser a abreviação do nome do novo órgão (High Authority for the Distribution of Works and the Protection of Rights on the Internet), criado para fiscalizar a aplicação da lei.

Funcionará da seguinte forma: ao detectar a violação da lei, o órgão manda o primeiro aviso por e-mail. Em caso de reincidência, o segundo comunicado é enviado por correio. Caso haja reincidência de conteúdos ilegalmente pela terceira vez, a lei prevê a aplicação de penas, como multa, prisão e o corte do acesso online.

O que me preocupa neste texto é que não adianta criminalizar o uso, mas sim, a distribuição. A disseminação do conteúdo é que é preocupante.

Vamos acompanhando.

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França aprova lei que prevê corte da conexão de quem baixa conteúdo online (Fonte IDGNOw)


A mídia é gratuita, mas a atenção, não!

27 Maio, 2009

Seth Godin em seu blog denuncia: finalmente, os publicitários estão descobrindo que o Youtube + a imaginação resultam em algo denominado mídia grátis ou mídia espontânea (viral).

É numa frase sábia e que resume toda a lógica dos tempos modernos, ele afirma: a mídia é gratuita, mas a atenção não. Os comunicadores tem que pensar que são modelos/formatos diferentes para cada tipo de audiência.

Ser criativo e investir em pequenas ações de mídia online, como compra de termos, vídeos dos mais diversos formatos, relevância são palavras de ordem para se tornar viral.

O mundo de internet é o inverso do mundo da TV. Na TV, a mídia é cara, mas a atenção é “quase” de graça (talvez o melhor exemplo disso seja o BBB da Globo). Na internet, a mídia é “quase” de graça, mas a atenção está a um clique de distância. Além disso, as regras da TV são subvertidas de outras formas, como no exemplo do comercial de internet que deixa de estar debaixo do controle de quem o produziu. Só uma regra é que não deixa de valer, seja qual for a mídia: o que for bem feito, terá repercussão.

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Making commercials for the web (Fonte Blog Seth Godin)


Perda de memória

25 Maio, 2009

Lendo o blog A Quinta Onda, do Mauro Segura, ele comenta sobre a vulnerabilidade das organizações em termos de memória institucional em cenários de crise e recessão. E ele apóia a argumentação no estudo “The New Economic Environment”, publicado em dezembro de 2008.

Por memória institucional, Segura entende que seja “todo conhecimento gerado pela empresa, ou seja, inclui o que está registrado na documentação formal existente dentro da companhia, mas também considera aquele conhecimento que aparece nas inúmeras interações diárias que os funcionários têm em seu dia a dia, quase sempre de maneira informal e repletas de cultura corporativa”.

Em períodos de recessão, as organizações enfrentam períodos de turbulência uma vez que nos programas de demissão voluntária, quem vai embora são, via de regra, os mais velhos (leia-se aí a memória de boa parte da empresa); nos programas de corte, as redes sociais informais são interrompidas e mais uma vez, lá se vai a memória; em momentos ruins, as relações internas se fragilizam e há impacto negativo entre funcionários, o que também prejudica a questão do compartilhamento de conhecimento.

E como forma de minimizar tais impactos negativos na memória institucional, Segura sugere a gravação de podcasts, de vídeos pela internet, desenvolvimento de blogs, wikis e redes sociais; a criação de comunidades em torno de temas importantes; job rotations, mentorings, entre outros.

Nos novos tempos com tanto acesso a meios de colaboração e com espaço para armazenamento cada vez mais barato, as organizações deveriam estar mais bem equipadas para não perder memória institucional.

 

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As empresas perdem memória institucional nas crises (Fonte A Quinta Onda)


De novo…classe C desponta no mundo da tecnologia

3 Abril, 2009

Pesquisa realizada pela CO.R Inovação detectou que a classe C lida melhor com tecnologia do que os demais grupos, principalmente em relação a celulares, iphones, Smartphones, câmeras digitais e PCs. Na pesquisa, indicou-se que que as classes A e B utilizam celulares apenas para fazer e receber ligações, enquanto a classe C baixa músicas, tira fotos e troca arquivos.

Em resumo, a classe C aproveita mais as funcionalidades dos aparelhos e os recursos disponíveis, o que a classifica, para Mari Zampol, coordenadora da pesquisa, como “farejadores”. Isso sem contar que o acesso à tecnologia também trouxe mudanças comportamentais e mexeu diretamente na auto-estima dessa classe.

A pesquisa analisou 500 pessoas das classes B e C, entre homens e mulheres de 18 a 45 anos, com profissões e escolaridades diversas, com renda familiar até R$ 1.800,00.

Já falamos no passado (aqui) sobre a informatização e o maior acesso à internet pelas classes C e D e também das portas de entrada para eles na rede. Vê-se agora, que o comportamento deles se sofistica evolutivamente.

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Classe C éa que melhor utiliza tecnologia (Fonte MaxPress)

Do que eles gostam (Fonte MLOG)


Publique sua rota e divida o táxi com alguém

8 Dezembro, 2008

Essa é a proposta do site CabEasy (Táxi Fácil, numa tradução literal) que permite ao internauta postar a rota que fará – de táxi naquele mesmo dia – a fim encontrar outras pessoas com caminhos semelhantes. Resultado: economia de dinheiro e menor impacto para o meio ambiente.

Vantagens: com certeza a economia. Desvantagens: programar-se com antecedência é complicado e baixa adesão.

A idéia, no entanto, é curiosa, mas faz sentido principalmente quando desenvolvido para um formato de acesso móvel. Creio que esse pode ser um impulso importante para uma idéia como essa.

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Internet tem serviço para rachar táxi (Fonte Info Online)


1,5 bi de pessoas

5 Dezembro, 2008

A União Internacional de Telecomunicações (ITU) divulgou na semana passada um relatório que afirmava que o número mundial de usuários de internet batia a marca de 1,5 bilhão pessoas, entre acessos pelas redes e por celulares.

Mais impressionante ainda é a quantidade de celulares: 4 bilhões em todo o mundo, o que abrangeria cerca de 61% da população mundial.

O acesso à internet móvel é mais tímido, porém, não menos importante: são 158 milhões de pessoas. E este também é um número crescente e que tem a ver com o advento da tecnologia 3G.

Outro ponto destacado pelo estudo da ITU é o crescimento da tecnologia de voz sobre IP (VOIP), estimando-se que até o final, de 2008 atinja 80 milhões de usuários.

Há, contudo, uma vala digital entre países pobres e ricos: a penetração de banda larga na Europa representa 16%, enquanto nas Américas representa 10% e na África, apenas 1%.

Embora ainda tenhamos uma penetração menor nas Américas e na África, os dados mostram que a velocidade de adoção dessas tecnologias é cada vez maior e que a curva de aceitação da web é crescente.

 

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Internet chega a 1,5 bilhão de usuários no mundo (Fonte Folha Online)


A lógica da comunicação permanece, mudam os canais

10 Novembro, 2008

Mais do que uma máxima futurista ou um “achismo”, estamos falando da comunicação na internet que alterou e inverteu os paradigmas da comunicação das organizações com os seus públicos.

 

Acostumadas ao modelo top down, ou seja, a empresa comunica, os clientes ouvem, as organizações ainda lutam na areia movediça que se tornou a internet para quem pensa de forma tradicional. Quanto mais se tenta resgatar a comunicação tradicional na web, mais se afundam na lama.

 

Um texto da revista Bites “A fonte secou” trata desta questão e alerta para a necessidade das empresas e de suas assessorias de comunicação de se reinventarem. Estamos na era da participação, do consumidor consciente e ativo, do palanque virtual.

 

A discussão em torno de um novo olhar da comunicação das organizações fica então absolutamente pertinente.

 

O texto da Bites afirma: a lógica da comunicação fica, mudam os canais. Eu diria que nem a lógica da comunicação permanece. A lógica da comunicação está invertida, misturada, compartilhada. Os grupos de mídia e as organizações perderam a primazia e a centralidade do discurso. Compartilham isso com os seus consumidores.

 

O debate está apenas começando…e você, o que pensa?


Site Cidade Limpa

20 Agosto, 2008

Os moradores de São Paulo que se sentirem prejudicados com alguma propaganda e quiserem denunciá-la, podem usar a internet, o site da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As proibições de uso da web para fins eleitorais terão, portanto, estes canais.

As denúncias poderão ir acompanhadas de imagens, sejam de câmeras digitais, sejam de celulares.

Além das restrições na web, que particularmente não concordo, ficam proibidos showmícios, outdoors, pichações ou fixação de placas e faixas em bens ou prédios públicos, cinemas, igrejas, estádios, pontes, paradas de ônibus, árvores e postes. Lei Cidade Limpa aplicável à campanha eleitoral. Vejamos se vai ser cumprida.

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Propaganda irregular pode ser denunciada pela web (Fonte Portal Imprensa)

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TV versus Internet

14 Agosto, 2008

Apesar de ter certeza de que os meios de comunicação se complementam e que vão encontrar seus pontos de equilíbrio na preferência dos consumidores, o embate entre TV e Internet é ainda é motivo de reflexão ou pelo menos de geração de polêmica.

Dados do Instituto Datafolha revelaram que a TV é ainda o principal meio de informação do jovem brasileiro – com 33% das preferências. A web vem com 26% da preferência dos jovens como veículo de informação, sendo o tempo gasto de 2,5 horas por dia.

Entre os jovens das classes A e B, a internet é o meio de referência, ganhando de 46% a 23% nas preferências, enquanto na classe C, a TV tem 33% das preferências contra 21% da web. Na classe D, a diferença é ainda mais gritante: TV, 42% e 10% para a rede. Isso mostra também quem possui mais acesso a computadores e internet e quem tem mais disponível a TV como forma de entretenimento e informação. Também acredito no crescimento das classes C e D no quesito “principal meio de comunicação”.

O que podemos extrair de lição de dados como esse é: os meios não estão competindo entre si, mas sim, estabilizando-se em diferentes momentos da vida das pessoas.

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Internet é páreo duro para TV (Fonte site AdNews)

Preferência pela internet (Fonte MLOG)

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Os nossos políticos e a internet

28 Julho, 2008

Comentei aqui antes sobre o uso pesado das novas tecnologias e, principalmente, da estratégia em relação às mídias sociais que os políticos norte-americanos vêm fazendo para promover suas candidaturas.

Quem começa esboçar reação, aqui no Brasil, são os nossos políticos.

A candidata à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy lançou recentemente o seu site – www.marta13.can.br, como base para as suas propostas e plano de governo.

Fernando Gabeira é outro que faz uso da net, mas, mais do que isso, explora as redes sociais. Entendo que as redes sociais são cabos eleitorais gratuitos, interativos e que permitem a viralização da informação. O político também faz uso interessante do Twitter: http://twitter.com/gabeira43.

Que venham as eleições 2.0 e a abundância da informação. Em tempos de transparência e de internet, a voz do eleitor nunca foi tão bem ouvida!

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Sed Lex? Nem tanto (Fonte Revista Bites)

Tudo sobre as eleições e as novas tecnologias (Fonte MLOG)

As eleições norte-americanas e as novas tecnologias (Fonte MLOG)

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