Um balanço sobre a estratégia de Obama na campanha presidencial

8 Junho, 2009

Ben Self, co-fundador da Blue State Digital, agência que se ocupou da campanha presidencial de Barack Obama esteve em São Paulo falando sobre a estratégia de sucesso que os levaram à Casa Branca.

Self, após um balanço sobre a campanha, concluiu que a ferramenta mais importante na estratégia traçada foi o e-mail. A campanha contou com a rede social My.Barack.Obama, com vídeos no YouTube, doações pela internet e a compra de termos considerados prejudiciais a Obama em links patrocinados.

Uma das vezes em que se viu a eficácia do e-mail foi um episódio em que a candidata Sarah Palin criticou as comunidades online. No mesmo dia, a agência disparou para mais de 68 milhões de eleitores um e-mail explorando as críticas de Palin. Indignados com a candidata, a campanha de Obama arrecadou muito na ocasião.

O motivo do sucesso, obviamente, contou com um mix entre ações online e presenciais, sempre em tom pessoal.

Uma pena que aqui no Brasil, o nosso Superior Tribunal proíba manifestações dos candidatos web afora: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2008/08/27/sera-possivel-que-vao-controlar-todas-as-manifestacoes-espontaneas-das-pessoas-na-internet/.

 

Veja mais na web

Web 2.0? Ferramenta mais importante na campanha online de Obama foi e-mail (Fonte Idéia 2.0)

Será possível que vão controlar todas as manifestações espontâneas das pessoas na internet? (Fonte MLOG)


Marcas já se valem da opinião dos internautas

8 Maio, 2009

A montadora Ford escolheu 100 usuários com diferentes perfis para apresentarem suas experiências com o novo Fiesta. Os internautas terão, durante um período, o novo carro para dirigir, testar e documentar suas impressões em blogs, vídeos no YouTube e em outras mídias sociais.

Quanto aos perfis dos escolhidos, vai desde o jovem recém-habilitado, a cineastas, amantes de games e mães solteiras.

A escolha da marca por este público se justifica, pois, muitas vezes esse patamar mais jovem não é atingido pela mídia tradicional e tem mais conexão com tecnologia e com internet.

Os 100 escolhidos participaram de um processo de seleção que consistia em enviar vídeos para a agência responsável pelo projeto e os mais engajados com as mídias sociais foram os selecionados.

O site da Info acredita que a iniciativa pode ser um tiro no pé e a marca pode acabar prejudicada, caso as opiniões sejam negativas ou caso a campanha seja alvo de protestos.

Apesar do risco que a nota menciona, creio que haverá boa fé dos internautas, e se houver alguma predisposição, ela será favorável à empresa – o que não deixa de ser uma estratégia inteligente em si.

Além disso, vale ressaltar que independente da Ford lançar mão deste tipo de idéia ou não, os usuários comentariam seus feitos na web da mesma forma. Então que seja estimulada pela marca.

Veja mais na web

Internautas testarão novo carro da Ford (Fonte Info Online)


Estratégias offline aproveitam conteúdos gerados pelo consumidor

14 Maio, 2008

O grande varejista Casas Bahia resolveu apostar no conteúdo gravado por suas próprias consumidoras para a campanha publicitária para o Dia das Mães. Forneceu filmadoras para algumas clientes que são mães e convidou muitas outras, via site, a fazerem o mesmo: gravar cenas suas com seus filhos mostrando “dedicação total”.

A Mastercard lançou um site www.naotempreco.com.br para reunir experiências vividas por usuários e transformá-las em comercial as que mais se identificarem com a marca.

Luiz Alberto Marinho, profissional de marketing e colunista do site BlueBus, acredita que o consumidor passa a valorizar não só o desejo de possuir objetos, mas também experiências ligadas a qualidade de vida e situações que realmente importam. Daí, o slogan desenvolvido pela agência McCann para a Mastercard ‘Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe MasterCard’. A partir daí, a campanha ganhou paródias rede afora e a frase se tornou um mantra entre as pessoas. A segunda fase da campanha contempla agora a web e conclama consumidores a compartilharem sua histórias do que “não tem preço”. Duas histórias relatadas pela internet virarão filmes para a TV e outras ganharão prêmios também.

A Fiat segue o mesmo caminho e veiculou a campanha “Esse Fiat é meu”, com 25 consumidores reais, selecionados por meio de uma listagem da própria montadora.

Nós, do MercadoLivre, que somos um negócio baseado na web, transportamos para a rede a nossa campanha, convidando usuários a contarem suas histórias de “amor ideal” pelo site (www.amorideal.com) aproveitando o mote da campanha offline “Moto” (O amor ideal existe. Encontre no MercadoLivre.com).

O que podemos extrair destas e outras campanhas por aí, é que a idéia de colaboração tão trabalhada na web vem se transportando para as outras mídias, a ponto da TV considerar a força da mídia produzida pelo consumidor.

É a internet emprestando conceitos para as mídias tradicionais, assim como estas um dia fizeram com a web.

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