Os micro-blogs e a Amazon

22 Julho, 2008

Para quem ainda duvida do poder (rápido e viral) dos micro-blogs, aqui vai um exemplo de bom uso da ferramenta.

A Amazon, uma das maiores lojas virtuais existentes, tem usado o Twitter para promover itens de seu catálogo ou mesmo para enviar vouchers e códigos que permitem aos seus seguidores (follower é o nome dado à pessoa que “assina” o conteúdo produzido por determinado usuário) na ferramenta.

Com intervalos regulares, a Amazon, cujo apelido no Twitter é Ama-zondealsto, promove com melhores condições determinados produtos, encontrando aí um uso inteligente para produtos que não são bem vendidos ou para fidelizar os seus usuários em outra plataforma.

Antes de julgar os novos instrumentos, é preciso entendê-los. A dinâmica de cada nova ferramenta exige um olhar dirigido e específico para ela. Basta querermos.

Para ver outros posts aqui sobre os micro-blogs, acesse:

Microblogs como painel de vagas

Você está usando os microblogs?

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A importância das buscas na era da cauda longa

1 Julho, 2008

Já falamos aqui sobre o popularizado termo cauda longa. Para relembrar, o fenômeno remontamos ao seu criador - o editor da revista Wired, Chris Anderson – que diz que, graças à internet, a soma dos milhares de produtos de nicho que hoje não chegam às prateleiras do varejo, às estações de rádio ou às telas de cinema por causa de suas baixas vendas, vão ter um mercado tão grande quanto o dos produtos hots (ou hits), ou ainda maior.

Passamos da comunicação de massa para a comunicação dirigida e com isso, para a fragmentação de mercado, produtos de nicho, disponibilidade de oferta e variedade extrema.

Para lidar com esse cenário, a solução são os mecanismos de busca e sua evolução: categorias, rankings, classificações, opiniões confiáveis, filtros, etc.

A mídia gerada pelo consumidor está extremamente relacionada ao conceito. Ferramentas eficazes de busca também. Para achar algo (seja de nicho ou não) ou ser encontrado (seja você um vendedor de mp3 ou de relógios antigos): busca neles!

Vale alertar que busca não é privilégio dos sites de busca apenas. Esses servem principalmente para a busca horizontal. O usuário mais experiente conhece sites que têm suas próprias ferramentas de busca vertical. Nesses também vale a cauda longa.

Veja mais na web

A Cauda Longa da Economia Digital (Fonte Administradores.com.br)

A cauda longa ou a possibilidade de vender para nichos (Fonte MLOG)

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Banda larga cresce no país

2 Junho, 2008

O Ibope/NetRatings divulgou recentemente que o acesso à web pela banda larga cresceu 53% em um ano e no mês de abril, 82% (18,3 milhões) dos usuários ativos navegaram via internet rápida, ante aos 11,9 milhões registrados em abril de 2007.

Além do acesso à rede com banda larga, o crescimento também atingiu a quantidade de internautas: os residenciais passam a ser 22,4 milhões (frente 15,9 milhões em abril de 2007). O tempo de navegação também contabilizou leve crescimento: 22 horas e 47 minutos, 4,9% melhor que abril de 2007.

O Ibope/NetRatings, no entanto, considera 40 milhões de internautas brasileiros pois a conta também inclui residências, escolas, trabalhos, lan-houses, bibliotecas, entre outros.

E se a banda larga cresce, mais serviços surgem e se consolidam na web, mais se sofistica o comportamento do internauta, pois quando tinha o acesso discado, não baixava filmes e músicas, nem realizava transações mais complexas.

Viva a banda larga e o crescimento tende a continuar, com certeza.

Veja mais na web
Ibope: Banda larga cresce 53% no Brasil (Fonte AdNews)

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Compras de empresas pela internet

23 Maio, 2008

O comércio eletrônico C2C (usuário-usuário) e B2C (empresas-usuário) é algo relativamente estável e crescente no cotidiano das pessoas.

O que vem despontando e se tornando uma alternativa para as companhias é o B2B, ou seja, empresa-empresa.

Uma pesquisa feita pelo Núcleo de Informação e Coordenação Ponto BR (NIC.br) com 2,3 mil empresas com 10 ou mais funcionários levantou que já chega a 64% o percentual de empresas que realizam pelo menos parte de suas compras pela web. O número saltou de 52% em 2006 para 64%, em 2007.

Quando questionadas que canais usam para efetuar vendas, 42% das que já transacionam pela web (45% do total) o fazem por e-mail e 21%, por formulários na web.

Apesar de ainda termos um contingente de empresas que não compram/vendem pela internet, posso afirmar com categoria que boa parte pesquisa os preços pela rede e depois, efetiva a negociação presencialmente.

Isso porque este estudo apontou que 95% das organizações pesquisadas usam computadores, sendo que 97% têm acesso à rede e quase metade (46%) têm seu próprio site na web.

Ainda há um vasto campo a ser explorado pelas empresas na rede. A internet se firma a cada dia como a mídia de referência para notícias, informações e negócios. Logo todos se sentirão confortáveis em negociar pela rede, pela praticidade, comodidade, economia de tempo e até de dinheiro!

Veja mais na web
Cresce uso da web em compra empresarial (Fonte Valor Econômico – somente para cadastrados)

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Crescimento nas negociações online

16 Maio, 2008

É a tendência apontada pela 10ª edição da pesquisa sobre comércio eletrônico no mercado brasileiro, realizada pela FGV, e que estudou 419 empresas de diversos setores.

Dados interessantes levantados pela pesquisa: cerca de 55% de todo o mercado nas transações B2B e pouco mais de 19% das B2C pertencem ao comércio eletrônico.

Tais números, a meu ver, ainda têm espaço imenso para se expandir, uma vez que temos cerca de 8 milhões de e-consumidores em um universo de 40 milhões de internautas no país.

O estudo também destacou uma inter-relação entre a web e o PDV físico, ou seja, a famosa estratégia multicanal que já mencionei aqui antes.

Quanto mais pessoas se tornam internautas, mais gente com poder de compra entra na rede, mais se sofistica o seu comportamento e, assim, cresce o comércio eletrônico.

Veja mais na web
Pesquisa aponta crescimento do e-commerce nacional (Fonte Meio e Mensagem)

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Pesquisa de preços agora é tarefa online

15 Maio, 2008

Um estudo realizado pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) revelou que entre os internautas, 45% já utilizaram a rede mundial para pesquisa de preços e de produtos e serviços.

Porém, entre os nossos 40 milhões de internautas, apenas 16% efetivou a compra via web, o que aponta o potencial do comércio eletrônico aqui no Brasil. É preciso educar os usuários a usarem a rede como ponto comercial também.

Neste sentido, ferramentas que comparam preços entre vendedores dentro de um mesmo site são de fundamental importância para atrair visitantes e gerar tráfego na rede.

Outro ponto que destaco é que, em geral, os preços da web são ligeiramente inferiores aos do varejo tradicional. Isso porque muitos custos que se têm em uma loja física podem ser minimizados em uma loja online.

Veja mais na web
Internet: 45% dos brasileiros usam rede para pesquisa de preços (Fonte Administradores.com.br)

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A indústria fonográfica começa a se mexer

8 Maio, 2008

Com 10% do mercado (legal) de música, o ambiente digital responde hoje por esta pequena parcela, segundo a InStat, empresa americana especializada em pesquisas e análises do mercado de alta tecnologia. No entanto, as previsões, segundo a mesma empresa, saltarão para 40% em apenas 4 anos. A empresa ainda afirma que as vendas online de música chegaram a US$ 3,05 bi em 2007, o que representou um crescimento de 48% sobre o ano de 2006.

A expansão da banda larga, a sofisticação do comportamento do usuário, a demanda por faixas digitais devido aos aparelhos portáteis de mp3 e celulares e a maior disponibilidade de músicas pelas gravadoras.

A inStat também prevê que as receitas geradas pelo download de músicas pelo celular cresçam muito até 2012, atingindo US$ 4,2 bilhões.

A partir de agora, imagino que nenhum artista, banda ou gravadora negligencie em seus contratos a questão da multiplicação de seus hits pelas rádios online, sites de compartilhamento e download de músicas e celulares.

Em outras palavras, pode ser que o que é hoje considerado um sub-mundo para a música, seja o ambiente principal de divulgação e venda.

Além disso, a mudança de postura da indústria fonográfica, que já esboça iniciativas de downloads de músicas (gratuitas ou pagas) vale como uma reflexão para outros segmentos que podem ter seus conteúdos digitalizados, empacotados em formatos mais fáceis para o consumidor (como a questão da venda de faixas e não de álbuns inteiros) e entregues nas mais diversas plataformas. Software, games, livros e vídeos/filmes são apenas algumas para começar.

O futuro é digital, não acha?

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No mercado de música, 40% das vendas serão digitais (Fonte Meio e Mensagem)

O show tem que continuar (Fonte Portal Exame)

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Diga-me o que queres e eu transformo em livro…

23 Abril, 2008

Compilação de livros pela internet é o negócio da editora de Philip M. Parker, que já gerou mais de 200 mil exemplares.

Parker trabalha com um algoritmo de computador que vasculha a internet em busca de informações públicas disponíveis sobre quaisquer temas e as transforma em livros de 150 páginas (em média), imprimindo-os sob demanda.

A iniciativa é direcionada para aqueles com pouca ou nenhuma intimidade com os mecanismos de busca na rede, uma vez que reúne em um material único, textos e informações sobre determinado tema. Para quem domina a arte da busca, de nada adiantaria ter um livro que é originário dos resultados dos motores de busca.

O editor está a meu ver se valendo dos mercados de nicho, fazendo uso da cauda longa para ter a sua fonte de receita. Além disso, existem inúmeros títulos e assuntos que jamais emplacariam como livros, não fosse a idéia de Parker. Ganham as audiências interessadas no assunto e ganha o criador da idéia, que lucra com desejos tão peculiares e particulares.

Por outro lado, alguém uma vez disse que se colocássemos macacos digitando aleatoriamente por um tempo indeterminado, eles, vez ou outra, produziriam obras do quilate de Shakespeare. Ao ler esta notícia sobre Parker, imediatamente fui remetido a essa idéia.

Além disso, o projeto sob medida de livros também me fez lembrar a e a possibilidade de fazermos buscas “inteligentes” em bancos de dados cada web semânticavez maiores. Robôs, macacos ou computadores podem produzir livros? Provavelmente sim. Superarão a criatividade, a sutileza, a beleza, a riqueza de um texto de Shakespeare? Não apostaria nisso nem pelos próximos cem anos…

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Homem usa computador para gerar mais de 200 mil livros (Fonte IG/New York Times)

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Leilão online para licitações

22 Abril, 2008

A Caixa Econômica Federal encontrou uma maneira mais prática e rápida de abrir e concluir suas licitações.

A concorrência que escolheu uma parceira para projetos digitais (criação e manutenção nos ambientes internet, intranet, dispositivos móveis e TV digital) ocorreu pela internet.

A iniciativa é uma forma de dar chance de participação a agências de médio porte que não teriam oportunidades caso a licitação acontecesse de forma tradicional.

Para mim, o leilão virtual é mais um exemplo de como a internet facilita a disseminação da informação e também disponibiliza um meio eficiente para um processo competitivo.

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CEF escolhe agência interativa em pregão eletrônico (Fonte M&M Online)

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A dificuldade da web como ferramenta de negócios

17 Abril, 2008

Essa foi a proposta da pesquisadora do Pew Internet & American Life Project, Amy Tracy Wells.

A web é fonte de informação preferencial para 58% dos 2.796 adultos norte-americanos pesquisados pelo instituto Pew. Os outros meios juntos somam 42% das preferências.

Embora os números sejam reveladores sobre o potencial da rede, a resistência ou as dificuldades passam pelo quesito cultural.

Diferente dos demais meios, em que o internauta é bem mais passivo, na internet o comportamento é de interatividade e colaboração coletiva. No entanto, a internet, desde o seu surgimento, está em constante evolução, o que não ocorreu nos demais itens que provocaram revoluções na sociedade: o carro sempre serviu como meio de transporte, o telefone como meio de troca de mensagens, etc…Já na rede, os usos e aplicativos estão em constante alteração, o que a torna mais complexa e difícil em termos corporativos.

Será mesmo? Eu quero crer que tudo isso facilita os relacionamentos pela rede…

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O mistério que ainda cerca a web 2.0 (Fonte Revista Época)