Mediador 2.0

2 Maio, 2008

As redes sociais online se tornaram opções para anunciantes se relacionarem com o seu público. Aqui no Brasil, os sites de relacionamento, de compartilhamento e de download têm grande audiência. Segundo dados do Ibope/NetRatings, os internautas residenciais brasileiros abrem cerca de 1.300 páginas do orkut por mês.

Para entender todo este fenômeno e tentar sentir o que se fala na esfera web sobre a sua empresa e os seus produtos, surge, segundo reportagem de Lygia de Luca do site IDGNow, a necessidade de um novo profissional: o mediador de web 2.0.

Seria um profissional que se encarregaria de monitorar as chamadas mídias sociais (comunidades, blogs, fóruns, listas de discussão, entre outros) e procuraria tecer planos de ação para combater posturas negativas e maximizar as positivas.

Na matéria de Lygia, um dado importante é ressaltado: enquanto um consumidor insatisfeito pode atingir mais ou menos 11 pessoas no mundo offline, na web este número salta para 220. Daí, a importância de uma estratégia de atenção às mídias sociais.

Por outro lado, a meu ver, não são todas as iniciativas que devem ser combatidas ou evidenciadas. Há locais que são de exclusivo tráfego do usuário comum e as empresas não são bem-vindas. Não é genuíno e nem autêntico que a empresa se instale em todos os ambientes. Não significa, no entanto, que não deva acompanhar e tomar providências para melhorar a sua imagem e os seus serviços.

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Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais (Fonte IDGNow)


O poder das redes sociais chega à Bolsa de Valores

25 Abril, 2008

Será pura especulação ou uma ferramenta que ajuda os investidores pessoa física a escolher as melhores opções?

A proposta do site VoteBolsa (www.votebolsa.com.br) é construir rankings, baseados em votos dos usuários, com as melhores opções de ações. Além disso, os investidores que mais acertarem terão mais prestígio nos fóruns de discussões do site e certo status junto aos demais participantes.

O site é válido apenas para a bolsa brasileira e funciona como um banco de dados e informações sobre o mercado brasileiro. E o que é melhor: ao alcance de todos.

O idealizador da iniciativa é o economista Otávio Sampaio, que se baseia na “teoria da sabedoria da multidão” (será algo próximo à inteligência coletiva de Pierre Levy?) que diz que a opinião média deve estar direcionada para o acerto. Além disso, o indivíduo comum também tem chances de se destacar se acertar nas apostas ao longo do tempo.

Aliás, os melhores membros da comunidade têm a chance de se tornarem especialistas dentro do site, o que lhes confere status, destaque e credibilidade naquele espaço. Além de ter acesso à comunidade e às informações compartilhadas, o usuário pode também ter destaque enquanto membro que se expressa, que se faz ouvir e ainda preserva a sua opinião pessoal.

O projeto do economista foi submetido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o orientou a colocar um alerta sobre a necessidade de quem dá recomendações de compra de maneira profissional ter registro de analista no órgão regulador.

Um problema que o site poderia gerar é especulação em torno de alguns papéis ou ainda, encobrir o interesse de alguém que possua aquela ação em supervalorizá-la. Para minimizar isso, o site pede que o usuário que vai opinar evidencie se tem ou não aquele papel.

Uma orientação para qualquer investidor inexperiente é que esteja sempre alerta às opiniões dadas em blogs e sites e sempre consulte os órgãos oficiais, como a CVM (www.cvm.gov.br ) antes de negociar.

Por outro lado, a iniciativa destaca o poder das redes sociais nos negócios, a quantidade de informações disponíveis na rede e como os usuários vêm fazendo uso de tudo isso.

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Site permite votar em ação para comprar ou vender (Fonte Valor Econômico – só para cadastrados)


Redes sociais ainda carecem de métricas

16 Abril, 2008

Apesar das redes sociais despertarem o interesse das empresas em termos de marketing, exposição da marca e construção de imagem, ainda faltam métricas que dêem conta do efeito que estas causam nas audiências que as consomem.

De acordo com um estudo (“New Media, New Influencers, and Implications for the Public Relations Profession”) realizado com 297 profissionais de comunicação sobre as novas mídias, os novos influenciadores e as implicações disso tudo nas Relações Públicas, 57% dos pioneiros na adoção disseram que a mídia social vêm se tornando cada vez mais valiosa. Destes, 27% afirmaram que as mídias sociais são um elemento fundamental em suas estratégias de comunicação. Os blogs (78%) e os vídeos online (63%) são as mais ferramentas mais populares, seguidas pelas redes sociais (56%) e dos podcasts (49%).

O estudo ainda enumerou os mais efetivos resultados possíveis de serem obtidos quando se usam estratégias de mídia social: melhoria dos relacionamentos com audiências-chave, melhoria da reputação, melhor ranqueamento do site nos mecanismos de busca, lembrança de marca, cliques que levam ao website, comentários/posts relevantes para a companhia ou produtos, cobertura por parte da mídia social e visitantes únicos originados de sites influentes.

Embora se saiba que dá resultado optar pelas mídias sociais, ainda há certa discussão sobre as melhores formas de se mensurar tais iniciativas. Bons resultados nos mecanismos de busca e tráfego – quantitativos - se contrastam à lembrança de marca e ao engajamento gerado – mais qualitativos.

Vale ressaltar que o único consenso existente ao se utilizar tais ferramentas é: há que mensurar de alguma forma as iniciativas.

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Social Media Marketing Still Lacks Strong Metrics (Fonte MediaBuyerPlanner)

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Problemas estruturais explicam queda do Brasil no ranking global de internet

15 Abril, 2008

Reportagem da BBC Brasil divulgou um ranking global de condições e uso da internet preparado pelo Fórum Econômico Mundial.

No índice - Networked Readiness Index - que reflete sobre o estágio de desenvolvimento e uso de tecnologias da informação em cada país, o Brasil ficou na 59ª posição. No ano passado, o Brasil ocupava a 53ª posição neste mesmo índice.

O índice considera critérios ligados como condições do mercado, regulamentação, infra-estrutura, possibilidade de uso e utilização real da internet por parte de indivíduos, empresas e governos.

A queda no ranking é explicada não pelo desempenho ruim do país, mas sim, pelo fato de outros países terem progredido mais rapidamente.

O que é preocupante é o fato do Brasil aparecer em posição de pouco destaque nesse ranking. Isso é reflexo dos muitos problemas que ainda temos, conforme o relatório descreve: excesso de regulamentação, baixa qualidade no sistema de ensino e baixos níveis de investimento em pesquisa.

Infelizmente esses problemas são estruturais e precisam ser atacados com políticas públicas sérias e um planejamento de longo prazo.

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Brasil cai para 59º em ranking global de internet (Fonte BBC Brasil)

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Itens que influenciam

14 Abril, 2008

Meu artigo do mês de março – Opinião que conta - na coluna B2U, do site IDGNow, é exatamente sobre as opiniões que contam quando o usuário lê resenhas, classificações e guias online.

Um artigo do site eMarketer mostra que, de acordo com relatório do BazaarVoice e JupiterResearch, quando os consumidores do Reino Unido pretendem comprar, seja on ou offline, procuram rankings e resenhas, comparadores de preço e imagens do produto que estejam disponíveis nos sites dos varejistas.

A pesquisa ainda reforça que para utilizar uma resenha online, o conteúdo deve preferencialmente trazer os aspectos positivos e negativos do item a ser comprado.

Um aspecto importante que alerta a analista sênior do eMarketer é para o trabalho de Search Engine Optimization (SEO – algo como otimização da estratégia de aparição nos motores de busca). Uma vez que o varejista planeja este trabalho, o usuário chegará à sua página e por lá pode decidir uma compra.

A web passa de coadjuvante na estratégia de comunicação para ator principal. Prestar atenção e ter cuidado com o site, com a apresentação dos anúncios e produtos já não é acessório, é fundamental para quem quer continuar vendendo: seja na rua, no shopping ou na web!

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UK Online Shoppers Prize User Ratings (Fonte eMarketer)

Opinião que conta (Fonte IDGNow)

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O velho e o novo marketing

11 Abril, 2008

Em palestra proferida pelo professor da Northwestern University, Don Schuktz, um dos pioneiros no conceito de comunicação integrada, no evento Agenda do Futuro, na última segunda-feira, 07/04, um tópico me chamou a atenção: o velho e o novo marketing.

O velho marketing era aquele praticado em uma só direção: das agências e anunciantes para os consumidores. O novo marketing diz respeito a um cenário muito debatido nos últimos tempos: uma nova economia comandada por um consumidor ativo e interativo, comunidades conectadas em rede, poder do usuário comum em interferir em marcas/produtos, mídia de massa cedendo espaço à comunicação dirigida, mídia social e uma completa revolução na comunicação e no marketing, acarretando em novos formatos de negócios e de relacionamento.

O professor Schultz também destacou que antes o marketing parecia ser simples de ser pensado: “used to be easy”, bastava que se usasse a mágica fórmula dos 4Ps (produto, preço, praça, promoção) para que os consumidores aparecessem. Hoje, uma infinidade de dados e informações deram enorme poder aos usuários. Além disso, estes criaram diversos métodos de rejeição em relação à publicidade: viram a página, mudam de canal ao verem um comercial, apagam e-mails que recebem e não atendem a ligações.

As estratégias de marketing, portanto, sofreram mudanças consideráveis: de técnicas “empurradas” para o consumidor para contatos solicitados por ele. A demanda é do consumidor que também participa da criação dos produtos que consome.

Engajamento, co-criação, participação, interatividade são mais do que palavras da moda, são termos que devem guiar os executivos de marketing daqui para frente.

Sua empresa já faz parte deste novo cenário?

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Flexibilidade e adesão

10 Abril, 2008

Sabemos que apesar de termos boa parcela da população brasileira longe do acesso à internet, a nossa capacidade de adaptação e flexibilidade em relação à tecnologia é evidente.

Somos uma das maiores comunidades nas redes sociais, fazemos uso pesado de celulares e de soluções de comunicação instantânea pela rede, isso sem mencionar o comércio eletrônico que cresce dia a dia no país e conquista mais e mais gente.

A iniciativa dos criadores do Kazaa e do Skype, o Joost, um projeto de TV pela web já conta com a participação verde-amarela. A iniciativa recebeu a estréia do canal PlayTV e dos programas Fala + Joga e CinePlay, além do canal da gravadora Trama, desde o início de 2007, e canais ligados à musica brasileira, a filmes nacionais e ao Brazilian Music Channel.

Pode-se dizer que apesar do projeto ainda não ter deslanchado, o Brasil marca presença evidenciando o quão ligados às novas tecnologias nós, os brasileiros, somos.

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Brasil invade a nova TV por Internet (Fonte AdNews)

Joost: o projeto de TV na web dos criadores do Kazaa e do Skype (Fonte MLOG)

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Dinheiro polêmico

9 Abril, 2008

Conforme defendi em post anterior, acredito que o post pago seja uma espécie de jabá.

Embora outros blogueiros pensem diferente, ser pago para postar sem identificar aquele conteúdo como publicitário/pago é, a meu ver, anti-ético e enganador para a audiência.

Para um blogueiro ganhar dinheiro com a sua página, existem outras alternativas como programas de afiliados (MercadoSócios, Google Adsense, entre outros) e os espaços publicitários claramente identificados para isso.

É óbvio que o proprietário de um blog que queira viver disso precisa lançar mão destas estratégias para gerar receita e sobreviver. No entanto, a mistura entre o conteúdo gerado pelo blogueiro (editorial/opinativo). e o post pago pode ferir a credibilidade da página e comprometer a confiança de sua audiência em relação a outros temas que não sejam pagos, por exemplo.

O desespero para tornar uma ação viral por parte dos anunciantes pode acarretar em uma decisão equivocada tanto por vontade própria quanto por sugestão de agências.

Se aceitar ser pago para falar de determinado assunto, identifique-o como tal. Antes de assumir que aquele conteúdo tem viés publicitário, analise se tem relação com o seu blog, com a sua audiência e com os valores que possui enquanto consumidor e enquanto influenciador/formador de opinião.

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Quer pagar quanto pelo post? (Fonte Caderno Link/O Estado de S.Paulo)

Nem só de hubs vive o mundo (Fonte MLOG)

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Mídia social que dá receita

27 Março, 2008

Para ganhar dinheiro com uma página pessoal, blog, comunidade ou outra iniciativa web, a primeira dica da executiva de marketing Heidi Cohen é observar a audiência, seu perfil, dados demográficos, psicográficos e como se comporta.

Quem mantém qualquer iniciativa de mídia deve se atentar ao que o seu público quer consumir, como quer fazê-lo, em que momentos, se quer participar e de que forma quer o conteúdo. Para isso, se faz imprescindível abrir canais de comunicação com esta audiência. Meios esses que realmente permitam que o usuário emita a sua opinião e sintam que ela está sendo ouvida.

O artigo de Cohen também apresenta, entre outras coisas, os diferentes modelos para se gerar receita com as mídias sociais. São eles: o anúncio publicitário direcionado à audiência do site; sistema de assinaturas; e outras formas de geração de receita como os programas de afiliados, entre outras.

E para garantir que todo o investimento de tempo e esforço vai render frutos, é necessário lançar mão de métricas para avaliar o impacto das mídias sociais. São elas: os pageviews (quantidade de cliques nas páginas); o envolvimento do usuário com o site (tempo de navegação, atividades realizadas, participação); e a interação com os anúncios ou outros formatos comerciais que lá estavam.

O que podemos extrair dessas recomendações é que um site que agregue iniciativas que vão ao encontro da web 2.0 – participação, colaboração e interação – são mais atrativos que os sites estáticos. Além disso, já existem usuários que vivem parcial ou exclusivamente de seus rendimentos obtidos com as mídias sociais. Não será esse um caminho?

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Using Social Media to Generate Revenues (Fonte: Clickz) 

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