Um marco para a internet brasileira

4 Novembro, 2009

4 Novembro, 2009

O Brasil demonstra maturidade ao lançar a consulta pública pela internet, com o objetivo de elaborar uma legislação que dará início ao marco civil referente aos direitos e deveres na web. São três eixos de discussão: os direitos individuais e coletivos, a responsabilidade dos atores e as diretrizes governamentais.

Abrir para o debate é certamente uma forma democrática, bem ao estilo do mundo web, de permitir a participação da sociedade na construção do projeto de lei. Uma questão crucial é criar um regime de responsabilidade compatível com a dinâmica do mundo digital, onde predomina um ambiente de colaboração.

Precisa ser estabelecido, por exemplo, qual o regime a ser aplicado sobre as empresas que prestam serviços de acesso ou atuam na rede. A falta de normas que regulamentem o setor gera dúvidas e controvérsias sobre quais são os direitos e deveres das empresas e dos internautas. Além de deixar as autoridades sem diretrizes para atuação.

A definição de regras claras é essencial para o desenvolvimento consistente da internet brasileira e a discussão é muito bem-vinda. Vale aqui ressaltar que os Estados Unidos e países da Europa já discutiram o tema e há um consenso sobre alguns aspectos, como os relativos à privacidade, guarda de logs de acesso e limite de responsabilidade.

O texto-base no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas/RJ. Está disponível site www.culturadigital.br/marcocivil e a sociedade poderá acompanhar as discussões também pelo Twitter no www.twitter.com/marcocivil

O que se espera, ao final, é que as discussões levem a um projeto de lei coerente com as características do ambiente web, com bom senso e oportunidades para todos.


Empresas: despreparadas para as redes sociais?

28 Outubro, 2009

As redes sociais online são a grande vedete da rede para a maioria dos internautas. Trata-se de relacionamento, contato, diálogo, aproximação.

Por essa exposição toda e pela facilidade de se entender o que se pensa sobre a organização, seus produtos, serviços e atendimento, as empresas vêem nas redes sociais uma oportunidade. Sites de relacionamento, de publicação de mensagens como o Twitter e os blogs são alguns exemplos.

Um artigo no site Computer World acredita que embora tais sistemas permitam o contato entre organizações e suas audiências, o problema está na tecnologia que impede que ações mais ousadas e estratégicas sejam feitas pelas marcas. Por outro lado, há a barreira do medo do contato com o consumidor final a ser vencida pelas próprias organizações.

Há quem acredite que as ferramentas interativas gratuitas possam ser usadas pelas organizações em um primeiro momento, mas que conforme evoluírem o conceito, a tendência é que migrem para redes sociais proprietárias ou para soluções mais avançadas e maduras, como o Yammer, aplicativo similar ao Twitter, mas direcionado para as organizações e seus públicos internos.

Não sei se partilho neste momento desta opinião de que as organizações mais maduras devam necessariamente oferecer iniciativas próprias de mídias sociais. Acredito que as organizações devam estar onde estão seus clientes. E se eles estão nas ferramentas gratuitas por que não tecer uma estratégia de mídias sociais?

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Redes sociais: um longo caminho até as empresas (Fonte Computer World)


Web 2.0: alavanca para os pequenos negócios

14 Outubro, 2009

Dados do Sebrae apontam que 98% das 5,1 milhões de organizações brasileiras se encaixam na categoria de micro e pequenas empresas (MPEs) e movimentam cerca de 20% do PIB nacional.

Destas, 70% tem acesso à web, porém usam a rede para envio de e-mails, consulta de preços, serviços bancários e compra de mercadorias.

Ainda há um campo de atuação grande para elas na rede: interagir com seus clientes.

André Fernandes, em artigo no site Nós da Comunicação, divulga alguns outros números em relação às MPEs: apenas 18% possuem sites próprios e 14% têm lojas virtuais.

Embora a crença de que ações online sejam mais baratas, elas não fazem parte massiva da realidade das MPEs.

André ainda lista dez dicas para que as MPEs se engajem com seus públicos:

1. Expanda sua consciência: estude iniciativas/projetos de sucesso.

2. Converse com jovens nascidos na era digital: trocar ideias com quem vive diariamente a web 2.0 traz ótimas lições.

3. Comece a usar as ferramentas da web 2.0: escreva um blog, poste vídeos no YouTube e fotos no Flickr, aprenda a usar o Twitter.

4. Fique de olho no comportamento de seu setor de negócios no mundo digital.

5. Reúna sua equipe e faça uma lista de possíveis formas de usar a web 2.0 em seu negócio. Premie as melhores ideias.

6. Reexamine seus objetivos.

7. Crie estratégia própria para web 2.0, pense em seu marketing.

8. Busque sua palavra-chave: seja autêntico, seja o melhor “você” possível.

9. Perca o medo de errar: aja! Mexa-se agora. Teste. Fracasse. Aprenda. Adapte-se. Repita.

10. Não se esqueça da paixão: ela é o melhor termômetro quando se está no caminho do sucesso.

As ferramentas disponíveis na internet, principalmente as que possibilitam a interação, são alavancas de negócios para as pequenas empresas. Quem souber usá-las de forma eficaz levará grande vantagem sobre a concorrência.

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André Fernandes destaca a importância da web 2.0 no negócio das MPEs (Fonte Nós da Comunicação)


Mídias sociais a favor do turismo

2 Outubro, 2009

Para promover a praia de Ipojuca, em Pernambuco, uma ação nas mídias sociais foi criada: “Porto de Galinhas Cai na Rede” que consistiu na seleção de 50 blogueiros para se hospedarem no local.

A cidade de Ipojuca abriga a praia de Porto de Galinhas/PE e a decisão de investir nas redes sociais se deu para incentivar o turismo na região.

De 30/09 a 04/10, os 50 blogueiros selecionados poderão expor suas opiniões sobre o local em seus veículos e a idéia dos organizadores da iniciativa é que essas opiniões influenciem outras pessoas.

Os selecionados são de temas, estados e idades diversos e ao fazer isso, a idéia era ter representados ali todas as camadas da sociedade para que postassem suas impressões pessoais.

Os textos dos participantes serão publicados no site Porto Cai na Rede.

Além dos selecionados pela Secretaria de Turismo de Pernambuco, a ação ainda previu um concurso que escolheria os três melhores posts de internautas produzidos a partir da afirmação “Eu quero ir para Porto de Galinhas participar do Porto de Galinhas Cai na Rede”.

Dois posts foram sorteados entre os que se inscreveram pelo site e o terceiro foi sorteado entre os seguidores do Twitter da ação (@portocainarede).

Trata-se de uma iniciativa inusitada e bastante polêmica, no sentido de que se espalhou facilmente entre os internautas, twitteiros, blogueiros e que pode ajudar, de fato, a promover a cidade como destino turístico.

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Porto de Galinhas cria estratégia de mídia social para incentivar turismo (Fonte IDGNOw)


Twitter para políticos

23 Setembro, 2009

Em um depoimento a um jornal, Edney Souza, gestor do Interney.net, falou: “Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços”. E ele falou a frase em um contexto em que alguns políticos começavam a se engajar em blogs ou em outras ferramentas de mídia social.

Edney também cita uma série de casos envolvendo políticos e internet que pode ser lida aqui: http://www.interney.net/?p=9768580.

Porém, a conclusão a que Edney chega é a de que mesmo que muitos políticos estejam engajados em algumas redes, ainda estamos longe de uma situação ideal de democracia, transparência e interação com os cidadãos.

Descobri também, além das figuras públicas que estão nas redes sociais, uma ferramenta que reúne políticos em uma espécie de twitter destinado apenas a esse fim: http://www.politweets.com.br/home.

Pode ser uma boa fonte de acompanhamento e consulta do cidadão.

O que resta-nos concluir aqui é que: não basta apenas ficarmos no campo das idéias, temos que partir para a ação. Um exemplo disso, apesar de não ter resultado em ação concreta, foi o movimento #forasarney, no Twitter.

Por fim, acredito que o engajamento político é ajudado pelo Twitter, pela internet e por qualquer outra ferramenta de comunicação, mas sempre e quando há engajamento de verdade.

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Políticos e Mídias Sociais: o que vem pela frente? (Fonte: Interney.net)


Lições do CEO da Zappos

16 Setembro, 2009

Recentemente, o CEO da Zappos, Tony Hsieh, uma das maiores lojas online de sapatos do mundo, esteve no Brasil no Digital Age 2.0, um evento de comunicação digital.

Em sua apresentação, Hsieh falou do sucesso de seu atendimento ao cliente como fator chave para a empresa.

O CEO resumiu sua apresentação em três pontos, segundo Mauro Segura, no blog A Quinta Onda. Reproduzirei aqui:

1)      Tony disse que tirou todo o dinheiro da publicidade e investiu tudo em customer service, ou seja, resolveu investir TUDO no relacionamento com os clientes. Ele quer contato total. Disse que em todas as páginas do site da Zappos existe o 0800 disponível para atendimento aos clientes. Surpreendentemente, Tony acredita que o telefone ainda é um canal de comunicação forte e importante, apesar de todos os canais virtuais que o Zappos disponibiliza. O resumo de tudo é: ele acredita que a melhor publicidade é o “word of mouth”. Esse é um dos segredos do sucesso da Zappos.

Apesar de discordar do quesito telefone, acredito que lição de investir no atendimento seja muito sabida, pois fideliza o cliente e promove naturalmente o boca-a-boca, um dos pilares de sucesso de qualquer marca, produto ou organização.

2)      Ele tem uma opinião dura sobre best practices. Tony disse que aplicar best practices é ser mediano. É não ser inovador. É seguir a onda dos outros. Correr atrás de best practices é roubar tempo que a empresa poderia estar falando mais com os clientes, saber o que eles querem. Enfim, ele é contra esse negócio de best practices.

Não podemos ser tão radicais a ponto de não olharmos para o que de bom tem sido feito e nem tão cego para acharmos que apenas a grama do vizinho é mais verde!

3)      Tony disse que ficar se preocupando e olhando o que a concorrência faz é besteira. É mais uma vez gastar energia que poderia estar concentrada em entender mais o que os clientes querem. Ele disse que olhar os concorrentes faz a empresa se preocupar em confrontá-los, o que tira o foco nos clientes. Ou seja, instiga a empresa a seguir os passos da concorrência em vez de ser inovadora.

Vale a mesma visão acima citada. Não podemos nem fechar os olhos, nem concentrarmos forças e energias apenas nisso, certo?

Fora isso, vale a pena conferir a apresentação que ele fez no evento: http://www.slideshare.net/zappos/zappos-digital-age-20-brazil-82609.


E a autenticidade?

14 Setembro, 2009

Depois dos posts pagos, das celebridades pagas para irem a algum evento com determinada grife, jóia ou sapato, surgem os tweets pagos.

Existe uma empresa americana chamada Izea que paga blogueiros para postarem sobre produtos e serviços de clientes diversos e agora ela vem estendendo isso aos twitteiros.

Aqui no Brasil quem protagonizou uma dos grandes polêmicas fazendo isso foi Marcelo Tas com a empresa Telefônica. Tas tinha o compromisso de falar sobre um novo serviço da empresa, mas a reação dos seus seguidores e de outros usuários foi tão intensa que a ação foi considerada um insucesso. Veja mais sobre o caso, aqui.

Sabemos que quando uma celebridade, pessoa pública ou alguém famoso recomenda ou endossa algo, temos duas reações possíveis: ou a compra em massa ou a rejeição, crítica e polêmica, por outro lado.

Uma empresa de pesquisa chamada PQ Media afirmou que o boca-a-boca cresceu 14,2% em 2008 e é exatamente essa fatia do bolo que querem os anunciantes e agências que se valem dessa ferramenta.

Vejo alguns problema em patrocinar tweets:

- Primeiro, não é autêntico, não partiu daquela pessoa.

- Pode soar como enganação para a audiência daquele apelido.

- Pode soar como SPAM para muitos que estão recebendo aquele conteúdo comercial naquela mídia e daquela determinada pessoa.

É diferente quando a própria organização cria um apelido e divulga ofertas ou promoções exclusivas aos seus seguidores. É explícito, não há nada de velado ali.

A minha reação inicial é negativa em relação à prática pela falta de autenticidade, o que gera desconfiança, conceito-chave nas redes sociais. Já falei disso aqui outras vezes, veja:

Atenção, problemas nas mídias sociais

Nem toda ação viral tem o efeito esperado

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Tweeting for Dollars (Fonte New York Times)


O microblog e a política

11 Setembro, 2009

Sabemos que a hegemonia da mídia tradicional segue abalada com as novas mídias. O que não sabíamos é que o twitter seria uma grande arma aos candidatos e aos políticos.

O último episódio envolvendo políticos e que chamou a atenção de todos foi a absolvição do presidente do Senado Federal, José Sarney, no Conselho de Ética e atitude do Senador Mercadante. Quando à noite, a questão foi pauta dos noticiários, milhares de pessoas já tinham conhecimento do fato pela rede.

Fato é que as mídias digitais permitem o que a mídia clássica não consegue oferecer: interatividade e participação por parte do internauta. E isso implica em cobrança, transparência, prestação de contas, responsabilidade por aquilo que fala/publica, entre outras questões.

Além do fator conceitual que envolve as novas mídias, a questão custo também salta aos olhos: é menos oneroso fazer uma campanha baseada em redes sociais e relacionamento online do que em TV aberta e panfletagem.

Mas, o que devemos refletir sobre o Twitter e sobre as novas mídias é que independente dessas suposições apressadas que tentam prever o fim de alguma coisa, é inegável que as mídias sociais assumirão um papel muito mais representativo na próxima eleição. O que irá definir a eleição será o horário eleitoral na TV como tem sido até aqui e como será enquanto a penetração da TV aberta superar qualquer outra mídia. Enquanto isso, muitos políticos já estão provando com bons resultados as possibilidades das novas mídias. Estes largaram na frente, pois estão reunindo uma audiência cativa. Quem cativa ficará enquanto tiverem algo interessante a dizer e souberem engajar seus seguidores em um diálogo produtivo. Quem sabe só assim nossos eleitores se tornarão menos apáticos e mais participativos?

Veja mais na web

Twitter revoluciona e aponta para nova era na política (Fonte Campo Grande News)


Vídeo mostra a revolução das mídias sociais em 37 fatos

31 Agosto, 2009

Está rolando na internet um vídeo bem interessante – em inglês – sobre a revolução causada pelas mídias sociais.

O vídeo apresenta dados concretos demonstrando a importância das mídias sociais para a comunicação de um modo geral, para as empresas (anunciantes), para as agências e para a sociedade, pois, sabemos que a internet modificou em muito a forma como vivemos, trabalhamos, compartilhamos fatos, vemos notícias e etc.

Dados como 96% da geração Y está nas redes sociais; um em cada oito casais que foram para o altar nos Estados Unidos, em 2008, se conheceram pelas redes sociais; se o Facebook fosse um país, seria o quarto maior do mundo; Ashton Kutcher e Ellen DeGeneres tem mais seguidores no twitter que a população da Irlanda, Noruega e Panamá; e assim por diante, estão reunidos neste vídeo.

São 37 fatos enumerados pelo blog Socialnomics do suíço Erik Qualman e que foram transformados em vídeo.

O objetivo é o de convencer os céticos de que a mídia social não é uma moda, mas sim uma mudança radical e irreversível.

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=sIFYPQjYhv8.


Se não estão no twitter, onde estão?

26 Agosto, 2009

Notícia do site AdNews divulgou um estudo da Nielsen com 250 mil jovens americanos mostrando que eles não usam o twitter.

Embora o twitter cresça a taxas altíssimas, não são os jovens que engordam essa conta. Nos Estados Unidos, durante o mês de junho, a população internauta com menos de 25 anos representou somente 16% do total da base de usuários da ferramenta de microblog. Acredita-se que a realidade americana seja próxima da nossa brasileira.

Mas, aí, nos perguntamos: onde então estão os mais jovens na web? Em primeiro lugar, nos comunicadores instantâneos e no celular, mas não podemos descartar também os sites de relacionamento.

Será?

Veja mais na web

Jovens dispensam Twitter (Fonte AdNews)