Redes sociais atraem publicidade, mas é preciso falar do assunto com moderação

25 setembro, 2009

Que as verbas publicitárias vem se dividindo entre a mídias tradicional e as mídias digitais, já sabemos. Muito do que se discute também é que redes sociais suportam ou não tais investimentos.

Muitos blogueiros também vem atraindo investimentos: seja sob a forma de posts pagos, sejam outras formas mais tradicionais como banners, palavras-chave, etc.

Uma rede de blogs dos Estados Unidos chamada Sugar Inc. viu sua receita publicitária crescer 20% somente neste primeiro semestre de 2009. Outra rede, a Gawker Media, divulgou aumento de 45% de sua receita publicitária no mesmo período. O nosso exemplo nacional de maior expressão é a rede Interney.net.

Enquanto a mídia social cresce, algumas mídias tradicionais assistem a quedas significativas em suas receitas publicitárias.

Porém, embora os números das redes sociais surpreendam, é bom temperar com um toque de realidade. São poucos os blogs que têm audiência que justificam para um anunciante que busca impacto maior. Mas não resta dúvida que na internet haverá cada vez menos concentração de investimento em alguns poucos sites devido à natureza descentralizada do meio.

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Redes de blogs atraem cada vez mais verbas publicitárias (Fonte Os Números da Internet/AdNews)


E a autenticidade?

14 setembro, 2009

Depois dos posts pagos, das celebridades pagas para irem a algum evento com determinada grife, jóia ou sapato, surgem os tweets pagos.

Existe uma empresa americana chamada Izea que paga blogueiros para postarem sobre produtos e serviços de clientes diversos e agora ela vem estendendo isso aos twitteiros.

Aqui no Brasil quem protagonizou uma dos grandes polêmicas fazendo isso foi Marcelo Tas com a empresa Telefônica. Tas tinha o compromisso de falar sobre um novo serviço da empresa, mas a reação dos seus seguidores e de outros usuários foi tão intensa que a ação foi considerada um insucesso. Veja mais sobre o caso, aqui.

Sabemos que quando uma celebridade, pessoa pública ou alguém famoso recomenda ou endossa algo, temos duas reações possíveis: ou a compra em massa ou a rejeição, crítica e polêmica, por outro lado.

Uma empresa de pesquisa chamada PQ Media afirmou que o boca-a-boca cresceu 14,2% em 2008 e é exatamente essa fatia do bolo que querem os anunciantes e agências que se valem dessa ferramenta.

Vejo alguns problema em patrocinar tweets:

- Primeiro, não é autêntico, não partiu daquela pessoa.

- Pode soar como enganação para a audiência daquele apelido.

- Pode soar como SPAM para muitos que estão recebendo aquele conteúdo comercial naquela mídia e daquela determinada pessoa.

É diferente quando a própria organização cria um apelido e divulga ofertas ou promoções exclusivas aos seus seguidores. É explícito, não há nada de velado ali.

A minha reação inicial é negativa em relação à prática pela falta de autenticidade, o que gera desconfiança, conceito-chave nas redes sociais. Já falei disso aqui outras vezes, veja:

Atenção, problemas nas mídias sociais

Nem toda ação viral tem o efeito esperado

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Tweeting for Dollars (Fonte New York Times)


Atenção: problemas nas redes sociais

1 abril, 2009

Convites, brindes, posts pagos, patrocínios a blogueiros…são itens pra lá de polêmicos.

A LG, na ocasião do lançamento do LGRenoir, convidou blogueiros para testarem o aparelho em um hotel, no Guarujá. Os blogueiros convidados testaram e postaram suas impressões em seus blogs. Alguns outros blogueiros criticaram a ação. Na página da fabricante, a agência optou por deixar todos os comentários com a tag #LGRENOIR à vista de quem quisesse, tanto os positivos quanto os negativos. Muita gente resolveu detonar a marca e postou comentários negativos.

Ainda assim, a agência que atende a LG acredita que o balanço final tenha sido positivo e que as mídias sociais são para se ouvir o que as pessoas tem a dizer a respeito de uma empresa, marca, produto, de forma negativa ou positiva.

A cantora Marisa Monte também foi alvo de críticas: ao postar um vídeo para a divulgação do DVD Infinito ao Meu Redor, foi enxovalhada por blogueiros que consideraram a iniciativa uma tentativa de viralização barata do conteúdo.

E polêmicas envolvendo esse universo já surgiram aos montes: quando a Coca-Cola lançou o I9 e enviou mini-geladeiras a nove blogueiros, quando a agência da Nike tentou comprar um blog para falar bem do Ronaldo, e assim por diante.

Um fato, no entanto, é certo: uma vez nas redes sociais, você vai ser alvo. Podem ser comentários negativos ou críticas ácidas. Conviva com isso e extraia o que tem de melhor.

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LG e Marisa Monte também sofreram com repercussões na web (Fonte Estadão)

Nem toda ação viral tem o efeito esperado (Fonte MLOG)


Redes sociais ensinam até idiomas

29 setembro, 2008

Essa éa proposta do LiveMocha, um site de relacionamento online, cuja objetivo é ensinar idiomas aos seus membros de forma social e colaborativa pela rede.

A comunidade interativa Livemocha traz lições, ferramentas de bate-papo e algo de motivação para manter os participantes envolvidos durante o aprendizado das línguas. Combina lições auto-didáticas, ferramentas de motivação e uma comunidade para ajudar o estudante a aprender o idioma de sua escolha.

A idéia é permitir aos usuários confiança, compreensão e habilidades de conversação. Por enquanto, o site é gratuito, mas a idéia é que se torne pago no futuro.

Os professores estão disponíveis de forma online e podem ajudar com as lições e suporte individual.

Porém, a riqueza do site e o que o diferencia de um projeto simples de educação à distância são as interações entre os estudantes e a troca de informações por meio de comunidades, blogs, salas de bate-papo e afins.

Como sempre dizemos aqui, tudo o que pode ser  transformado em bits e bites e, realmente, tende a facilitar a vida das pessoas, economizar tempo e cumprir com a função de socialização online, o será!


Dinheiro polêmico

9 abril, 2008

Conforme defendi em post anterior, acredito que o post pago seja uma espécie de jabá.

Embora outros blogueiros pensem diferente, ser pago para postar sem identificar aquele conteúdo como publicitário/pago é, a meu ver, anti-ético e enganador para a audiência.

Para um blogueiro ganhar dinheiro com a sua página, existem outras alternativas como programas de afiliados (MercadoSócios, Google Adsense, entre outros) e os espaços publicitários claramente identificados para isso.

É óbvio que o proprietário de um blog que queira viver disso precisa lançar mão destas estratégias para gerar receita e sobreviver. No entanto, a mistura entre o conteúdo gerado pelo blogueiro (editorial/opinativo). e o post pago pode ferir a credibilidade da página e comprometer a confiança de sua audiência em relação a outros temas que não sejam pagos, por exemplo.

O desespero para tornar uma ação viral por parte dos anunciantes pode acarretar em uma decisão equivocada tanto por vontade própria quanto por sugestão de agências.

Se aceitar ser pago para falar de determinado assunto, identifique-o como tal. Antes de assumir que aquele conteúdo tem viés publicitário, analise se tem relação com o seu blog, com a sua audiência e com os valores que possui enquanto consumidor e enquanto influenciador/formador de opinião.

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Quer pagar quanto pelo post? (Fonte Caderno Link/O Estado de S.Paulo)

Nem só de hubs vive o mundo (Fonte MLOG)

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Porque o e-commerce ainda não decolou como poderia

5 dezembro, 2006

Notícia do site WebInsider, de 15/11, conta as razões para a demora da “decolagem” do comércio eletrônica na China. A reportagem de Itamar Medeiros aponta como causas a baixa penetração dos cartões de crédito, a desconfiança do consumidor chinês, bem como a fraca infra-estrutura logística e poucos canais de distribuição. 

Podemos estender algumas das razões para o Brasil e até mesmo para outros países em situação de desenvolvimento semelhante.  

Segundo notícia do site G1, cerca de 28% da população brasileira realiza transações com cartão de crédito no país. Até o fim de dezembro, 76,6 milhões de unidades estarão em operação no Brasil, sendo que cada usuário tem, em média, 1,43 cartão, de acordo com estimativas. 

Estes dados apontam a baixa penetração de uma forma de pagamento bastante atrelada ao comércio eletrônico no Brasil. A ampliação das formas de pagamento (boleto bancário, cartões de débito, sistemas próprios de pagamento, como o MercadoPago, por exemplo) auxilia no crescimento das transações online e na inclusão de novos usuários na rede, pois estes passam a ter mais opções de pagamento e não ficam restritos aos cartões de crédito. 

O quesito “desconfiança”, a exemplo da China, ainda é uma barreira para muitas pessoas ingressarem no e-commerce. No entanto, no papel de educadores, os sites de comércio eletrônico – e o MercadoLivre não é diferente – têm cuidado da segurança nas negociações. 

Em relação à infra-estrutura logística e aos canais de distribuição, creio que nos diferenciamos do exemplo chinês. No Brasil, apesar ainda de termos locais em que os produtos demoram a chegar, o sistema de envio expresso e mesmo os Correios vêm se modernizando e melhorando a entrega. 

Ao falarmos de canais de distribuição, considero termos uma variedade significativa que nos permite oferecer ao internauta diversas opções. Só no MercadoLivre, que é um único site, temos aproximadamente 270 mil vendedores únicos.  

Portanto, após essa comparação, podemos concluir que o comércio eletrônico ainda tem muitas barreiras a vencer, porém, estamos assistindo e experimentando crescimentos reais no Brasil, sem falar na inclusão de novas classes sociais na internet. A médio prazo, veremos a real decolagem do e-commerce no país. Assim acredito e aposto!


Papel é coisa do passado para geração supostamente digital

21 novembro, 2006

Pedro Doria, do blog No Mínimo, traduziu um trecho da fala de John Naughton na Conferência Britânica dos Editores de Jornais:“Os jovens de 21 anos hoje nasceram em 1985. A Internet fez dois anos em janeiro daquele ano e a Nintendo lançou o Super Mario Brothers, primeiro game blockbuster. Quando estavam na escola primária, em 1990, Tim Berners-Lee estava inventando a world wide web. A primeira mensagem SMS foi enviada em 1992, quando esta turma tinha 7 anos. Amazon e eBay nasceram em 1995. Hotmail saiu em 1998, quando eles estavam caminhando para o secundário. 

Neste período, celulares pré-pagos surgiram, permitindo que adolescentes tivessem os seus – e os primeiros serviços de mensagens instantâneas nasceram. Google veio ao ar em 1998, quando eles chegavam à adolescência. Napster e Blogger.com são de 1999, Wikipedia e o iPod são de 2001. Os primeiros sistemas de redes sociais apareceram em 2002 quando eles estavam se formando no colégio, Skype em 2003 são eles indo para a universidade e o YouTube, de 2005, marca o momento no qual estão ganhando o diploma. 

Estes garotos foram criados num universo que caminha paralelo àquele habitado pela maior parte de nós no negócio da mídia. Eles jogam games de complexidade absurda durante horas seguidas. São espertos, cultos e computadores e tecnologia de comunicação lhes são naturais.”  A afirmação de Naughton escancara um cenário no qual os jovens já cresceram em meio à tecnologia digital e em meio aos veículos on-line, estampados na tela do computador, 24 horas por dia. 

Frente a esse panorama, o papel e seus meios tornam-se obsoletos. Isso porque da mesma forma que nos habituamos a ler o nosso jornal de cada dia, ou nossa revista de cada manhã de domingo, a geração digital cresceu com os dedos no teclado e as mãos no mouse. Seus olhos deslizam pela tela do computador como os nossos o fazem nas bem diagramadas páginas das revistas e jornais. 

Que futuro terão os veículos impressos se a geração digital, que hoje tem na faixa dos 21, 22 anos, não os utiliza? Os meios impressos poderão ter a função de abarcar a uma análise mais apurada temas e também notícias conhecidas como “frias”, isto é, que não dependam da periodicidade e do imediatismo para venderem. 

Vejam só: se fôssemos esperar o resultado entre o jogo ocorrido no Japão pelos jornais, entre Brasil e Rússia, no vôlei feminino, teríamos a notícia um dia após o acontecimento. Até o telefone de Graham Bell seria mais rápido! Com as mídias digitais e mesmo com o rádio e com a TV, o tempo real é possível.  

Portanto, amigos, o seu jornal e a sua revista – de papel, tal e qual os conhecemos hoje, podem estar com os dias contados em menos de uma década. A cobertura diária dos fatos, a meu ver, passará para os meios digitais e, fatos que demandem mais análise, poderão vir nos formatos impressos. Ah, quase ia me esquecendo…isso se a geração digital quiser…pois, para eles, o papel é quase como uma antigüidade…