Criação musical coletiva

2 Fevereiro, 2009

A banda brasileira Capital Inicial está testando um modo inédito de gravar clipes: ao invés dos tradicionais processos, chama o público dos shows para gravar e depois monta com as imagens captadas pelos fãs. É o chamado clipe de mídia social.

A primeira tentativa foi em novembro de 2008, com a música Dançando com a Lua, que recebeu mais de 500 colaborações de vários fãs em diversas cidades brasileiras. Obviamente, está disponível no YouTube.

A limitações giram em torno da qualidade das imagens. Imagino também o tamanho do trabalho de quem fará a edição desse clipe colaborativo.

Em matéria da InfoOnline, afirma-se que além do YouTube, o Capital Inicial tem investido também no uso de mídias sociais como Orkut, Flickr e MySpace, principal reduto online de artistas e bandas.

Isso é que eu chamo de criação coletiva! Interessante ver os comentários sobre o vídeo. Acredito que esse tipo de iniciativa alimenta ainda mais a fidelidade dos fãs à sua banda favorita.

Realmente, mudamos a forma como se produzem produtos da indústria fonográfica.

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É permitido filmar (Fonte Info Online)

Novo modelo de negócios? (Fonte MLOG)


Morte anunciada

16 Janeiro, 2009

A indústria fonográfica vem se modificando muito em função do comportamento de seus consumidores que aprenderam a baixar músicas por conta própria e passaram a gravar os seus próprios álbuns e preferências em tocadores de MP3, computadores, celulares, entre outros dispositivos.

O resultado disso é um fatal alerta feito pela consultoria Gartner: 2008 foi o último Natal dos CDs.

Como já era de se esperar a distribuição musical migra cada vez mais para a internet e a indústria, se inteligente e acompanhar o movimento, vai aproveitar para alcançar as suas metas de receita com oportunidades online.

Dados do Gartner apontaram que em 2007, a distribuição online respondeu por 23% da receita da indústria musical dos EUA e por 15% do mundo, ao passo que as vendas de CDs continuaram a cair (77% em 2007 somente nos Estados Unidos).

E quanto mais cresce a banda larga, mais diminuem os espaços dedicados às mídias físicas nas prateleiras das lojas. Isso porque cada vez mais as pessoas descobrem formas de baixar música e “desovar” espaços antes reservados às pilhas e pilhas de CDs.

O Gartner ainda acredita que os CDs não vão desaparecer totalmente, porque podem ser usados como mais uma ferramenta promocional, por exemplo.

No entanto, ainda acho precipitado decretar que este seja o último natal dos tão outrora disputados CDs. Mais uma vez, quem viver, verá.

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Natal de 2008 é o último para a venda de CDs, afirma o Gartner (Fonte IDGNow)

Outros posts sobre a indústria fonográfica (Fonte MLOG)


Novo modelo de negócios?

18 Setembro, 2008

 

Um projeto inovador e diferente vai distribuir a música do novo disco do cantor Ed Motta. Por meio de um patrocínio, a Volkswagen permite que os usuários que acessarem o site www.albumvirtual.trama.com.br possam baixar as músicas gratuitamente.

 

Como sabemos o modelo de negócios da indústria fonográfica como a conhecemos hoje tende a se alterar. Aliás, já vem se alterando há algum tempo.

 

O projeto Álbum Virtual, uma parceria da gravadora Trama e, neste caso, com a VW, ainda é um atrativo para as marcas, uma vez que a aproxima do público daquele artista/banda com a empresa patrocinadora.

 

Outro ponto interessante é que os próprios artistas já entenderam que a venda de discos e afins tende a diminuir na internet, uma vez que os downloads gratuitos ganham a preferências dos internautas. Sobram então shows, outras iniciativas e parcerias com a iniciativa privada que quer atingir públicos similares, consolidar a marca e associar-se ao universo da música.

 

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VW patrocina download gratuito do novo álbum de Ed Motta (Fonte site VoxNews) 


A indústria fonográfica começa a se mexer

8 Maio, 2008

Com 10% do mercado (legal) de música, o ambiente digital responde hoje por esta pequena parcela, segundo a InStat, empresa americana especializada em pesquisas e análises do mercado de alta tecnologia. No entanto, as previsões, segundo a mesma empresa, saltarão para 40% em apenas 4 anos. A empresa ainda afirma que as vendas online de música chegaram a US$ 3,05 bi em 2007, o que representou um crescimento de 48% sobre o ano de 2006.

A expansão da banda larga, a sofisticação do comportamento do usuário, a demanda por faixas digitais devido aos aparelhos portáteis de mp3 e celulares e a maior disponibilidade de músicas pelas gravadoras.

A inStat também prevê que as receitas geradas pelo download de músicas pelo celular cresçam muito até 2012, atingindo US$ 4,2 bilhões.

A partir de agora, imagino que nenhum artista, banda ou gravadora negligencie em seus contratos a questão da multiplicação de seus hits pelas rádios online, sites de compartilhamento e download de músicas e celulares.

Em outras palavras, pode ser que o que é hoje considerado um sub-mundo para a música, seja o ambiente principal de divulgação e venda.

Além disso, a mudança de postura da indústria fonográfica, que já esboça iniciativas de downloads de músicas (gratuitas ou pagas) vale como uma reflexão para outros segmentos que podem ter seus conteúdos digitalizados, empacotados em formatos mais fáceis para o consumidor (como a questão da venda de faixas e não de álbuns inteiros) e entregues nas mais diversas plataformas. Software, games, livros e vídeos/filmes são apenas algumas para começar.

O futuro é digital, não acha?

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No mercado de música, 40% das vendas serão digitais (Fonte Meio e Mensagem)

O show tem que continuar (Fonte Portal Exame)

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Internet é motivo de greve

6 Fevereiro, 2008

Uma greve que paralisou os estúdios das emissoras e produtoras dos Estados Unidos teve como mote a internet e a geração de receita pelo compartilhamento, cópia e distribuição das séries da TV norte-americanas. 

Os roteiristas reivindicaram o reajuste da participação nos lucros nas vendas e aluguéis de DVDs e em função da exibição de episódios e programas na internet. 

A exemplo da indústria fonográfica, esse segmento também pode entrar em colapso se não definir uma estratégia de pagamento de direitos aos envolvidos na produção das sitcoms. A greve, no entanto, chamou a atenção de outras classes: as dos atores e diretores de Hollywood. Resultados da primeira greve terão impacto junto aos futuros contratos de toda uma indústria cinematográfica e televisiva. 

Uma solução alcançada pelo serviço de download de músicas, Qtrax, foi ‘pagar’ com publicidade a gratuitade das canções baixadas pelos usuários. O arrecadado com publicidade pagaria as atividades do site e ainda os direitos autorais dos artistas. 

O fato é que não podemos mais ignorar a internet e o modelo que ela nos impõe. Resta-nos encontrar a solução para minimizar anseios de todas as partes envolvidas. 

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“Se vocês ganharem dinheiro, nós também queremos lucrar”, dizem roteiristas em protesto em NY (Fonte Globo.com)

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A TV como a conhecemos hoje vai se modificar

6 Setembro, 2007

A exemplo da indústria fonográfica, a TV chegou a um ponto crítico, acredita Vint Cerf, um dos responsáveis pela internet, em uma palestra no Festival Internacional de Televisão em Edimburgo, publicada pelo jornal The Guardian. 

Cerf acredita que o conteúdo pré-gravado poderá ser utilizado na TV como usamos nos players que veiculam vídeo e som hoje, isto é, poderá ser baixado e “consumido” quando o usuário quiser. TV sob demanda. 

A famosa grade de programação da mídia eletrônica também pode estar com os dias contados. Isso sem mencionar que a TV poderá ser vista pela internet, conforme acredita o criador do protocolo TCP/IP; o que daria mais interatividade e novas oportunidades para os conglomerados de mídia que atuam nesta esfera. 

Os outros meios de comunicação – rádio, revistas, jornais, cinema e TV – devem enxergar a rede como uma plataforma de possibilidades para não só expandir seus negócios, como também para oportunidades que só são possíveis graças à interatividade, participação, comunicação em rede e colaboração permitidas pela internet. 

O erro das mídias tradicionais é encarar a web como concorrente, quando na verdade, podem se valer de seu potencial para alavancar negócios, consolidar a marca e complementar o mix de produtos/serviços oferecidos.  

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 ‘Pai’ da Internet prevê fim do modelo atual de TV (fonte Terra/agência EFE)

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A ascensão da música digital

16 Julho, 2007

De acordo com dados da Nielsen SoundScan, as vendas de CDs caíram 19% nos primeiros seis meses de 2007 nos EUA, ao passo que os downloads legais de faixas musicais pela web cresceram 60% no mesmo período.  

Foram vendidos 205 milhões de CDs contra apenas 23 milhões de álbuns digitais, isto é, quase 10 vezes menos. Porém, o que está em jogo são os dados do parágrafo anterior. Em outras palavras, a mudança de paradigma: a queda nas vendas de CDs físicos e o crescimento dos álbuns digitais. 

Há uma facilidade maior em se adquirir apenas aquelas músicas que convém ao gosto do consumidor do que comprar um CD inteiro.  

Outro dado que vale a pena ser comentado: se encararmos como uma mudança de canal de vendas, a indústria da música tem apenas de focar esforços no estímulo à compra de música pela rede. Ou ainda: os CDs físicos para continuar a existirem, devem ter preços mais competitivos com a realidade da música digital. 

A queda da venda no varejo tradicional e a ascensão da música digital só comprovam o que já comentamos há tempos: está havendo uma troca de canais de compra na indústria da música. Ninguém duvida que o canal web tende a crescer, mas ainda não está na hora de prever a morte do canal físico.  

Tal realidade se aplica aos bens digitais (ou digitalizáveis) em geral. A internet é o meio mais eficiente de distribuição, mas o meio físico tem seu espaço.  

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São 2 notícias sobre a indústria de música, 1 é boa, outra é ruim 

Música digital: definitivamente o futuro da indústria fonográfica 

Vendas de música pela internet já abocanham 10% do total


Alugue por download

3 Julho, 2007

Os internautas brasileiros acabam de ganhar uma locadora digital – a Eonde. Mas, não se trata de uma locadora convencional e sim, de um aluguel ou compra por download. 

Todos os downloads são protegidos com o DRM da Microsoft, que dá direito a uma cópia de backup em mídia, mas que funciona apenas na máquina onde foi baixada.

Ao baixar o filme, o usuário recebe um código que libera o acesso ao arquivo. Caso ele tenha alugado, a senha expira depois de um tempo determinado.  

A idéia elimina do processo o ato de pegar e devolver os famosos DVDs de filmes, de jogos ou de shows e transforma a web numa verdadeira plataforma de negócios para a vida moderna. Será que as locadoras encontraram seu fim? Acredito que não, mas há uma tendência evidente que migrar serviços do mundo tradicional para o digital com fins de agilidade e comodidade. 

Ah…claro: não preciso nem dizer que para suportar um modelo como esse temos que estar no mundo da alta velocidade na web, ok?

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Site brasileiro aluga download de filmes 

Música digital: definitivamente o futuro da indústria fonográfica


Mais um site de música online sem DRM

14 Maio, 2007

O cantor Peter Gabriel acaba de lançar o serviço de música online We7, com downloads gratuitos de músicas
em formato MP3. O sistema quebra o DRM (“Digital Rights Management”) que controla os direitos autorais e limita a difusão de conteúdo digital. O pagamento dos royalties aos artistas está baseado em publicidade.
 

Para não haver problemas com direitos autorais, todas as músicas têm um anúncio que as precede. Para quem não quer ouvir a propaganda, a opção é comprar a faixa do site. Após quatro semanas, no entanto, é possível remover os anúncios. 

O We7 aposta na estratégia off-line para atrair anunciantes, uma vez que pede dados como idade, sexo e residência como obrigatórios para o cadastro dos usuários. Assim, o anunciante, de posse destes dados, pode fazer outros usos do mailing. 

O site Spiralfrog e o Playble funcionam de modo semelhante ao We7. Trata-se de uma forma de cobrar a conta não do usuário, mas de quem tiver interesse
em atingi-lo. Além disso, permite uma diminuição da pirataria, uma vez que o download e o compartilhamento das músicas passam a ser legais e ainda a compensar os artistas.
 

É uma alternativa a vender música no formato digital. Um outro produto nos nossos tempos. 

 

 

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Peter Gabriel leva publicidade à música online 

Música digital: definitivamente o futuro da indústria fonográfica


Música digital: definitivamente o futuro da indústria fonográfica

30 Abril, 2007

Uma das gigantes norte-americanas do comércio eletrônico – Amazon – vai lançar uma loja própria de download de músicas online sem a proteção á cópia – digital rights management (DRM) defendido pela iTunes da Apple. 

A aposta da Amazon consolida uma tendência no mercado fonográfico: a música digital veio para ficar e, talvez, até para superar a música tradicional consumida em CD. 

Comentamos sobre o posicionamento de Steve Jobs e da tecnologia DRM na música digital em ocasiões anteriores: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2007/02/12/steve-jobs-e-o-fim-do-drm-na-musica-de-internet/. 

A liberação do DRM só melhoraria a concorrência e melhoraria os preços para os usuários finais…para os artistas é que a fonte de renda diminuiria… 

Porém, a grande questão em torno da abertura de uma loja pela Amazon é, definitivamente, que a música digital já conquistou a preferência dos internautas e veio para ficar. 

 

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Amazon prepara loja para rivalizar iTunes