Não se criminaliza o uso, mas sim a distribuição!

30 Setembro, 2009

A Assembleia Nacional da França aprovou uma lei que criminaliza o compartilhamento de arquivos e corta o acesso à internet para quem for pego baixando conteúdo protegido por direitos autorais.

Ainda há chance de veto, uma vez que o projeto de lei agora vai para a assinatura do presidente Nicolas Sarkozy.

A lei se chama Hadopi e ganhou este nome por ser a abreviação do nome do novo órgão (High Authority for the Distribution of Works and the Protection of Rights on the Internet), criado para fiscalizar a aplicação da lei.

Funcionará da seguinte forma: ao detectar a violação da lei, o órgão manda o primeiro aviso por e-mail. Em caso de reincidência, o segundo comunicado é enviado por correio. Caso haja reincidência de conteúdos ilegalmente pela terceira vez, a lei prevê a aplicação de penas, como multa, prisão e o corte do acesso online.

O que me preocupa neste texto é que não adianta criminalizar o uso, mas sim, a distribuição. A disseminação do conteúdo é que é preocupante.

Vamos acompanhando.

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França aprova lei que prevê corte da conexão de quem baixa conteúdo online (Fonte IDGNOw)


Consumidor exigente

28 Setembro, 2009

Um estudo sobre o novo consumidor, divulgado em setembro, pelas consultorias Gouveia de Souza (GS&MD) e pelo grupo Ebeltoft, com 5500 internautas de onze países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal, Reino Unido e Romênia), apontou que os internautas da Austrália, do Brasil e do Reino Unido são os que mais comparam preços online.

No Brasil, 73% dos internautas realiza essa prática. Para se ter uma idéia, a média mundial é de 52%.

Outro dado interessante é a adesão dos entrevistados em relação ao comércio eletrônico (92% compram online), mais uma vez acima da média mundial de 86%.

Os coordenadores da pesquisa acreditam que o brasileiro é mais propenso aos canais digitais por teremos consumidores multicanais, o que representa, por outro lado, enormes desafios para agências e organizações.

Quando as lojas preferidas do consumidor não vendem online, os internautas brasileiros se mostram os mais desapontados com 53%. Como base de comparação, apenas 17% dos dinamarqueses se mostram descontentes com isso.

O estudo ainda faz uma previsão: o comércio em múltiplos canais tende a explodir no Brasil de dois a três anos. Ou seja, não bastam lojas físicas, os consumidores querem comprar de onde lhes for mais conveniente.

A pesquisa nos abre um enorme horizonte de atuação, sobretudo no meio online, onde as pessoas ganham cada vez mais confiança e sofisticação diante do comércio eletrônico.

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Na web, consumidor brasileiro está entre os mais exigentes do mundo (Fonte IDGNow)


Redes sociais atraem publicidade, mas é preciso falar do assunto com moderação

25 Setembro, 2009

Que as verbas publicitárias vem se dividindo entre a mídias tradicional e as mídias digitais, já sabemos. Muito do que se discute também é que redes sociais suportam ou não tais investimentos.

Muitos blogueiros também vem atraindo investimentos: seja sob a forma de posts pagos, sejam outras formas mais tradicionais como banners, palavras-chave, etc.

Uma rede de blogs dos Estados Unidos chamada Sugar Inc. viu sua receita publicitária crescer 20% somente neste primeiro semestre de 2009. Outra rede, a Gawker Media, divulgou aumento de 45% de sua receita publicitária no mesmo período. O nosso exemplo nacional de maior expressão é a rede Interney.net.

Enquanto a mídia social cresce, algumas mídias tradicionais assistem a quedas significativas em suas receitas publicitárias.

Porém, embora os números das redes sociais surpreendam, é bom temperar com um toque de realidade. São poucos os blogs que têm audiência que justificam para um anunciante que busca impacto maior. Mas não resta dúvida que na internet haverá cada vez menos concentração de investimento em alguns poucos sites devido à natureza descentralizada do meio.

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Redes de blogs atraem cada vez mais verbas publicitárias (Fonte Os Números da Internet/AdNews)


Twitter para políticos

23 Setembro, 2009

Em um depoimento a um jornal, Edney Souza, gestor do Interney.net, falou: “Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços”. E ele falou a frase em um contexto em que alguns políticos começavam a se engajar em blogs ou em outras ferramentas de mídia social.

Edney também cita uma série de casos envolvendo políticos e internet que pode ser lida aqui: http://www.interney.net/?p=9768580.

Porém, a conclusão a que Edney chega é a de que mesmo que muitos políticos estejam engajados em algumas redes, ainda estamos longe de uma situação ideal de democracia, transparência e interação com os cidadãos.

Descobri também, além das figuras públicas que estão nas redes sociais, uma ferramenta que reúne políticos em uma espécie de twitter destinado apenas a esse fim: http://www.politweets.com.br/home.

Pode ser uma boa fonte de acompanhamento e consulta do cidadão.

O que resta-nos concluir aqui é que: não basta apenas ficarmos no campo das idéias, temos que partir para a ação. Um exemplo disso, apesar de não ter resultado em ação concreta, foi o movimento #forasarney, no Twitter.

Por fim, acredito que o engajamento político é ajudado pelo Twitter, pela internet e por qualquer outra ferramenta de comunicação, mas sempre e quando há engajamento de verdade.

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Políticos e Mídias Sociais: o que vem pela frente? (Fonte: Interney.net)


MercadoLivre contrata analista de comunicação e mídias sociais

22 Setembro, 2009

Buscamos um profissional que gerencie a comunicação externa e interna da organização, sempre preocupando-se com o aspecto social e também com as mídias sociais.

Mais informações e detalhes:

http://www.mercadolivre.com/ANALISTA_COMUNICACAO.


Se você não fizer, farão por você!

21 Setembro, 2009

O Governo Federal lançou um blog para tentar ser mais transparente com os cidadãos. No entanto, o Blog do Planalto não permite comentários.

Assim sendo, surgiu uma versão alternativa- http://planalto.blog.br – e não oficial do blog que copia os posts publicados no Blog do Planalto e permite comentários dos internautas. Segundo os organizadores do canal, o objetivo é estimular debate qualificado e coibir abusos, com a moderação.

O blog oficioso está conclamando a participação de todos para definir as especificações necessárias para uma solução de moderação colaborativa de comentários e identificar que tecnologia existem para responder a essas necessidades.

O projeto é chamado de Esfera e é conduzido pela jornalista Daniela Silva e pelo consultor de mídia social Pedro Markun.

Tudo bem que o blog em questão é uma ferramenta do governo, mas o que fica para todos é: ainda que você não faça, não permita, proíba, desestimule, os cidadãos darão um jeito de fazer por você e às vezes até à sua revelia. Se o Blog do Planalto não permite comentários, o seu clone permite e ainda propõe a moderação coletiva.

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Clone de Blog do Planalto adotará sistema coletivo de moderação de comentários (Fonte IDGNow)


Inovação colaborativa organizacional

18 Setembro, 2009

Apesar do termo ser grande e parecer confuso em um primeiro momento, retrata questões bastante discutidas no mundo corporativo: como ser inovador em equipe e construir conhecimento de forma coletiva?

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, segundo Mario Segura, do blog A Quinta Onda, acredita que são pessoas autônomas as maiores responsáveis pelas inovações, uma vez que estas não tem sua criatividade cerceada, reprimida pelas organizações e suas normas.

Segura ainda alerta que as empresas, se isso realmente acontece, estão sendo contraditórias e paradoxais. Se a inovação é um valor defendido pelas organizações, como estas tolhem essa capacidade nos funcionários?

Por outro lado, a capacidade de inovação não é algo único e restrito a uma área, mas sim, a todas as áreas da empresa. Algo como a reputação: é parte e dever de todo o público interno.

Segura ainda resumiu a questão da inovação colaborativa nas organizações em quatro pontos:

- mudança no conceito do que é inovação;

- globalização das empresas;

- busca pelo empreendedorismo;

- chegada da geração Y ao mercado de trabalho – um novo conceito de colaboração.

O desafio é, no entanto, como reter esse conhecimento pulverizado e como lidar com um time de funcionários empoderados de ferramentas colaborativas externas às empresas, como os sites de redes sociais. Diálogo, relacionamento e espaços colaborativos parecem ser a solução para esse novo problema.

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Os desafios da inovação colaborativa nas grandes empresas (Fonte: Blog A Quinta Onda)


Lições do CEO da Zappos

16 Setembro, 2009

Recentemente, o CEO da Zappos, Tony Hsieh, uma das maiores lojas online de sapatos do mundo, esteve no Brasil no Digital Age 2.0, um evento de comunicação digital.

Em sua apresentação, Hsieh falou do sucesso de seu atendimento ao cliente como fator chave para a empresa.

O CEO resumiu sua apresentação em três pontos, segundo Mauro Segura, no blog A Quinta Onda. Reproduzirei aqui:

1)      Tony disse que tirou todo o dinheiro da publicidade e investiu tudo em customer service, ou seja, resolveu investir TUDO no relacionamento com os clientes. Ele quer contato total. Disse que em todas as páginas do site da Zappos existe o 0800 disponível para atendimento aos clientes. Surpreendentemente, Tony acredita que o telefone ainda é um canal de comunicação forte e importante, apesar de todos os canais virtuais que o Zappos disponibiliza. O resumo de tudo é: ele acredita que a melhor publicidade é o “word of mouth”. Esse é um dos segredos do sucesso da Zappos.

Apesar de discordar do quesito telefone, acredito que lição de investir no atendimento seja muito sabida, pois fideliza o cliente e promove naturalmente o boca-a-boca, um dos pilares de sucesso de qualquer marca, produto ou organização.

2)      Ele tem uma opinião dura sobre best practices. Tony disse que aplicar best practices é ser mediano. É não ser inovador. É seguir a onda dos outros. Correr atrás de best practices é roubar tempo que a empresa poderia estar falando mais com os clientes, saber o que eles querem. Enfim, ele é contra esse negócio de best practices.

Não podemos ser tão radicais a ponto de não olharmos para o que de bom tem sido feito e nem tão cego para acharmos que apenas a grama do vizinho é mais verde!

3)      Tony disse que ficar se preocupando e olhando o que a concorrência faz é besteira. É mais uma vez gastar energia que poderia estar concentrada em entender mais o que os clientes querem. Ele disse que olhar os concorrentes faz a empresa se preocupar em confrontá-los, o que tira o foco nos clientes. Ou seja, instiga a empresa a seguir os passos da concorrência em vez de ser inovadora.

Vale a mesma visão acima citada. Não podemos nem fechar os olhos, nem concentrarmos forças e energias apenas nisso, certo?

Fora isso, vale a pena conferir a apresentação que ele fez no evento: http://www.slideshare.net/zappos/zappos-digital-age-20-brazil-82609.


E a autenticidade?

14 Setembro, 2009

Depois dos posts pagos, das celebridades pagas para irem a algum evento com determinada grife, jóia ou sapato, surgem os tweets pagos.

Existe uma empresa americana chamada Izea que paga blogueiros para postarem sobre produtos e serviços de clientes diversos e agora ela vem estendendo isso aos twitteiros.

Aqui no Brasil quem protagonizou uma dos grandes polêmicas fazendo isso foi Marcelo Tas com a empresa Telefônica. Tas tinha o compromisso de falar sobre um novo serviço da empresa, mas a reação dos seus seguidores e de outros usuários foi tão intensa que a ação foi considerada um insucesso. Veja mais sobre o caso, aqui.

Sabemos que quando uma celebridade, pessoa pública ou alguém famoso recomenda ou endossa algo, temos duas reações possíveis: ou a compra em massa ou a rejeição, crítica e polêmica, por outro lado.

Uma empresa de pesquisa chamada PQ Media afirmou que o boca-a-boca cresceu 14,2% em 2008 e é exatamente essa fatia do bolo que querem os anunciantes e agências que se valem dessa ferramenta.

Vejo alguns problema em patrocinar tweets:

- Primeiro, não é autêntico, não partiu daquela pessoa.

- Pode soar como enganação para a audiência daquele apelido.

- Pode soar como SPAM para muitos que estão recebendo aquele conteúdo comercial naquela mídia e daquela determinada pessoa.

É diferente quando a própria organização cria um apelido e divulga ofertas ou promoções exclusivas aos seus seguidores. É explícito, não há nada de velado ali.

A minha reação inicial é negativa em relação à prática pela falta de autenticidade, o que gera desconfiança, conceito-chave nas redes sociais. Já falei disso aqui outras vezes, veja:

Atenção, problemas nas mídias sociais

Nem toda ação viral tem o efeito esperado

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Tweeting for Dollars (Fonte New York Times)


O microblog e a política

11 Setembro, 2009

Sabemos que a hegemonia da mídia tradicional segue abalada com as novas mídias. O que não sabíamos é que o twitter seria uma grande arma aos candidatos e aos políticos.

O último episódio envolvendo políticos e que chamou a atenção de todos foi a absolvição do presidente do Senado Federal, José Sarney, no Conselho de Ética e atitude do Senador Mercadante. Quando à noite, a questão foi pauta dos noticiários, milhares de pessoas já tinham conhecimento do fato pela rede.

Fato é que as mídias digitais permitem o que a mídia clássica não consegue oferecer: interatividade e participação por parte do internauta. E isso implica em cobrança, transparência, prestação de contas, responsabilidade por aquilo que fala/publica, entre outras questões.

Além do fator conceitual que envolve as novas mídias, a questão custo também salta aos olhos: é menos oneroso fazer uma campanha baseada em redes sociais e relacionamento online do que em TV aberta e panfletagem.

Mas, o que devemos refletir sobre o Twitter e sobre as novas mídias é que independente dessas suposições apressadas que tentam prever o fim de alguma coisa, é inegável que as mídias sociais assumirão um papel muito mais representativo na próxima eleição. O que irá definir a eleição será o horário eleitoral na TV como tem sido até aqui e como será enquanto a penetração da TV aberta superar qualquer outra mídia. Enquanto isso, muitos políticos já estão provando com bons resultados as possibilidades das novas mídias. Estes largaram na frente, pois estão reunindo uma audiência cativa. Quem cativa ficará enquanto tiverem algo interessante a dizer e souberem engajar seus seguidores em um diálogo produtivo. Quem sabe só assim nossos eleitores se tornarão menos apáticos e mais participativos?

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Twitter revoluciona e aponta para nova era na política (Fonte Campo Grande News)