Perda de memória

Lendo o blog A Quinta Onda, do Mauro Segura, ele comenta sobre a vulnerabilidade das organizações em termos de memória institucional em cenários de crise e recessão. E ele apóia a argumentação no estudo “The New Economic Environment”, publicado em dezembro de 2008.

Por memória institucional, Segura entende que seja “todo conhecimento gerado pela empresa, ou seja, inclui o que está registrado na documentação formal existente dentro da companhia, mas também considera aquele conhecimento que aparece nas inúmeras interações diárias que os funcionários têm em seu dia a dia, quase sempre de maneira informal e repletas de cultura corporativa”.

Em períodos de recessão, as organizações enfrentam períodos de turbulência uma vez que nos programas de demissão voluntária, quem vai embora são, via de regra, os mais velhos (leia-se aí a memória de boa parte da empresa); nos programas de corte, as redes sociais informais são interrompidas e mais uma vez, lá se vai a memória; em momentos ruins, as relações internas se fragilizam e há impacto negativo entre funcionários, o que também prejudica a questão do compartilhamento de conhecimento.

E como forma de minimizar tais impactos negativos na memória institucional, Segura sugere a gravação de podcasts, de vídeos pela internet, desenvolvimento de blogs, wikis e redes sociais; a criação de comunidades em torno de temas importantes; job rotations, mentorings, entre outros.

Nos novos tempos com tanto acesso a meios de colaboração e com espaço para armazenamento cada vez mais barato, as organizações deveriam estar mais bem equipadas para não perder memória institucional.

 

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As empresas perdem memória institucional nas crises (Fonte A Quinta Onda)

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