Limites para a geração Y

Os profissionais recém-chegados ao mercado de trabalho vem encontrando dificuldades em lidar com as proibições de acesso no ambiente corporativo.

A geração Y, como são chamados, é acostumada a redes sociais, celulares e comunicadores instantâneos e acredita que a personalização da comunicação que eles tem na vida pessoal deveria ser estendida ao ambiente corporativo.

Uma pesquisa da Accenture, publicada no IDGNow, verificou que mais de 60% desses jovens não têm conhecimento das políticas de suas companhias em relação à tecnologia da informação ou não têm incentivos para seguir essas regras.

Mesmo de forma proibida, os jovens fazem uso das tecnologias que não são fornecidas ou autorizadas pelo empregador, como celulares (39%), mensagens instantâneas (27%) e redes sociais (28%).

O grande problema é a vulnerabilidade que isso gera para as empresas. Um treinamento pode ser imediatamente postado em uma comunidade ou blog minutos após ter sido finalizado pela empresa.

Fora tais exposições, outro problema é a velocidade com que as organizações absorvem tecnologias, que é bem diferente ao acesso que estes jovens tem na vida privada.

Alguns acreditam que essa vala entre a expectativa do jovem profissional e aquilo que a empresa pode oferecer é a causa de desmotivação de muitos deles.

Educação, treinamentos, divulgação ampla e clara da política de uso de tais ferramentais parecem ser soluções para minimizar o problema.

Trazer o melhor das redes sociais para dentro da empresa também pode ser uma boa opção.

Veja mais na web

Jovens têm dificuldades com as restrições de redes corporativas (Fonte IDGNow)

4 Respostas para “Limites para a geração Y”

  1. dani Disse:

    Este é um assunto muito interessante, e serve tb para adolecentes, que ficam muito tempo no computador e acabam por não participar da vida em família…
    Na minha casa, temos conversado muito sobre isso (educando) e tb proporcionando momentos “imperdíveis’ em família, incentivos como passeios, viagens, cinema, jantares, além de termos tb incorporato a tecnologia em casa – Facebook, twitter e blog é onde tb nos encontramos.

  2. Tiago Cordeiro Disse:

    É bem contraditório que empresas que busquem funcionários que inovem e sejam pró-ativos inibam o uso de ferramentas de mídias sociais, principal fonte de comunicação de certas faixas etárias. É mais ou menos como impedir que um atleta alongue ou busque terapias alternativas (acupuntura e Ioga) para melhorar seu corpo.

    A verdade é que você não pode inibir o usuário e sim educá-lo. Não adianta programar o computador para trocar de senha a cada quatro meses se o usuário sempre usar a mesma regra de data+nº de telefone. O importante é fazer ele entender porque é responsável por aquilo.

  3. Fabiana Lopes Disse:

    Concordo com o texto e com a pesquisa. Vivemos uma nova era em que os novos profissionais tem um perfil muito diferente do atual modelo de governança e segurança corporativa das empresas. Por outro lado, sinto que as empresas ainda não chegaram em um consenso com relação à segurança versus a produtividade dos jovens funcionários. As redes sociais são uma fonte inesgotável de informação, mas também têm muitas inutilidades. É td muito novo para que as empresas mensurem se o retorno da liberdade de acesso é mais positiva do que negativa.
    Isso dá uma boa e longa discussão.

Deixe uma resposta