Morte anunciada

A indústria fonográfica vem se modificando muito em função do comportamento de seus consumidores que aprenderam a baixar músicas por conta própria e passaram a gravar os seus próprios álbuns e preferências em tocadores de MP3, computadores, celulares, entre outros dispositivos.

O resultado disso é um fatal alerta feito pela consultoria Gartner: 2008 foi o último Natal dos CDs.

Como já era de se esperar a distribuição musical migra cada vez mais para a internet e a indústria, se inteligente e acompanhar o movimento, vai aproveitar para alcançar as suas metas de receita com oportunidades online.

Dados do Gartner apontaram que em 2007, a distribuição online respondeu por 23% da receita da indústria musical dos EUA e por 15% do mundo, ao passo que as vendas de CDs continuaram a cair (77% em 2007 somente nos Estados Unidos).

E quanto mais cresce a banda larga, mais diminuem os espaços dedicados às mídias físicas nas prateleiras das lojas. Isso porque cada vez mais as pessoas descobrem formas de baixar música e “desovar” espaços antes reservados às pilhas e pilhas de CDs.

O Gartner ainda acredita que os CDs não vão desaparecer totalmente, porque podem ser usados como mais uma ferramenta promocional, por exemplo.

No entanto, ainda acho precipitado decretar que este seja o último natal dos tão outrora disputados CDs. Mais uma vez, quem viver, verá.

Veja mais na web

Natal de 2008 é o último para a venda de CDs, afirma o Gartner (Fonte IDGNow)

Outros posts sobre a indústria fonográfica (Fonte MLOG)

5 Respostas para “Morte anunciada”

  1. Gabriel Carlini Vieira Disse:

    Boa noite Stelleo,

    Particularmente acho que esse foi o último ano mesmo dos CD´s, a evolução da tecnologia e a grande procura das pessoas por dispositivos portáteis, como ipod, mp3 está crescendo a cada dia. Crianças, jovens, adultos e idosos já tem um mp3, é lógico que a minoria ainda, mas o processo está muito acelerado.

    Ótimos posts sempre.

    Um abraço

    • mlonlinegeneration Disse:

      Olá, Gabriel, acredito no declínio dos Cds enquanto mídias de música, mas, aposto ainda na utilização promocional deles ou como alternativas baratas para quem tem dificuldade, preguiça ou prefere a comodidade da velha mídia…

      Agradeço o comentário e a visita.

      Abraços,
      Stelleo

  2. William Lial Disse:

    Oi, Stelleo.

    Estou fazendo dois comentários em um único dia, e eu nem conhecia o seu blog até você me visitar, rs!.

    Bem, mas falando dos cds, estou com você, não concordo que tenha sido o último Natal dos cds; a tendência é diminuir sim, contudo não acredito no aniquilamento. Os cds devem continuar em pequena escala para os apreciadores, como eu, e para outros fins, como promocionais. Eu faço algo engraçado: baixo o mp3 para conhecer o disco e, se gostar, compro o cd, mas jamais fico com o mp3 ao invés do cd. Além do mais, fui gerente de loja de cd e escuto sobre o fim dele há muito tempo, muito tempo, e ele continua aí, e não vai embora agora.

    Um grande abraço!

    • mlonlinegeneration Disse:

      William,
      Acredito que este seu hábito seja comum entre pessoas que estão acostumadas ao mundo dos Cds e à febre que tinha-se no passado. Hoje, os jovens, são online, conectados e munidos de aparatos digitais, o que não combina com o mundo analógico que conhecemos.

      Agradeço a visita e o comentário.

      Abraços.
      Stelleo

    • mlonlinegeneration Disse:

      William, agradeço a visita e o comentário.

      Visite sempre que quiser e comente também.

      Abraços,
      Stelleo

Deixe uma resposta