Empresas recorrem à web para relacionar-se com seus públicos

28 Novembro, 2008

Duas notícias me chamaram a atenção nesta semana por envolverem redes sociais online e negócios.

A primeira, de um blog da Info, afirma que as corporações já percebem as limitações da publicidade tradicional e estão partindo para as redes sociais para promoverem produtos e serviços. A redes sociais se valem do boca-a-boca na web para potencializarem as informações de interesse da empresa. Vale lembrar também que este mesmo boca-a-boca pode ser desfavorável à empresa, quando os consumidores se sentem insatisfeitos com a experiência que tiveram com determinada marca/produto/serviço.

Outro ponto que vale mencionar é que as redes sociais exigem um engajamento e um envolvimento muito maior por parte não só dos consumidores (que têm que se dar ao trabalho de expor suas opiniões ou buscar informações) como também das organizações, que estão expostas e vulneráveis 24 horas por dia.

A falta de intermediários no trato com o consumidor final definitivamente é uma vantagem em relação às demais mídias.

A mesma notícia ainda destaca a questão dos orçamentos astronômicos antes destinados à TV e com a crise (que acarreta em desaceleração econômica), a tendência é a diminuição da verba e conseqüente alternativa aos meios alternativos.

Outra notícia que me chamou a atenção é em relação ao uso do twitter pelas empresas, publicada no IDGNow. A notícia elege 5 dicas para se usar o twitter de forma corporativa:

1)    Defina um objetivo – um apelido para cada finalidade (lançamento, atendimento, divulgação, etc).

2)    Siga as pessoas certas – que têm a ver com o universo o qual a sua empresa se insere.

3)    Seja interessante – nem toda movimentação da empresa é motivo de comentários.

4)    Não fique dentro do Twitter – não se restrinja apenas a um ambiente, promova os demais fóruns em que a empresa esteja presente.

5)    Use as ferramentas certas – e alternativas para extrair mais do Twitter.

O que podemos extrair de ambas as notícias é que o mundo dos negócios está cada vez mais próximo das redes sociais online, mas que para isso, precisam-se de pessoas que conheçam e saibam lidar com esse novo ambiente.

 

Veja mais na web

Empresas recorrem à web para atrair clientes (Fonte InfoBlog)

Confira 5 dicas de especialistas para usar o Twitter no mundo dos negócios (Fonte IDGNow)


Pequenos heavy users

26 Novembro, 2008

Sempre falo por aqui que o brasileiro é heavy user na adoção de tecnologias, nas redes sociais, nos dispositivos móveis. Pois bem, até os nossos pequenos assim o são.

A famosa rede social para crianças, Mundo Penguin, agora terá versão brasileira. Há algum tempo, aqui mesmo, nos referimos a essa rede social para crianças.

A rede funciona nos mesmos moldes das demais, só que o visual e as comunidades são estritamente direcionadas às crianças. Além disso, o monitoramento dos usuários é constante, a fim de evitar mensagens impróprias para o público infantil.

A escolha do Brasil pela Disney (para a primeira versão traduzida do site), imagino, é devido ao perfil de navegação e de tempo despendido na rede do usuário de internet brasileiro. Vejamos se nossas crianças terão interesse.

Veja mais na web

Disney estréia rede social no Brasil (Fonte InfoBlogs)


Marketing tribal

24 Novembro, 2008

Uma das lições de marketing que pude extrair das eleições norte-americanas foi essa: faça marketing para tribos, nichos, pessoas com interesses afins. Um desafio para qualquer profissional de marketing, mas que rendeu à Obama a vitória, na Casa Branca.

Outras lições, todas extraídas de um post de Seth Godin, podem ser assim resumidas:

- histórias são importantes. Pessoas compram produtos/serviços/marcas que contam histórias. É da natureza humana.

- a mídia de massa não tem mais o mesmo poder de influência, porém é importante na disseminação das histórias.

- a TV já era, as pessoas assistem apenas quando querem e é cada vez mais desafiante prender a atenção delas.

- permissão é tudo no mundo do marketing. Ser invasivo pode ser fatal.

- marketing é tribal, faça comunicação para nichos de pessoas envolvidas com os mesmos interesses, conecte-as, torne-se uma delas. Godin afirma que Obama escolheu Palin para obter a tribo que simpatizava com Rove e Bush. E Godin insiste neste item: engajar-se com as tribos existentes é menos oneroso que construir uma nova tribo do nada.

- motive os comprometidos e engajados que eles farão o trabalho de convencer os não comprometidos. É mais fácil convencer os aliados do que argumentar com os inimigos.

- estratégias de ataque não funcionam. Pessoas repudiam as estratégias de ofensa aos concorrentes. O mesmo vale para as empresas: atacar a Apple, significa atacar usuários da marca.

- temos o que merecemos: quando compramos um produto, também compramos o seu marketing.

De fato, além de desafios no mundo do marketing, temos muito o que aprender com as táticas utilizadas nas eleições…

 

Veja mais na web

Marketing lessons from the US election (Fonte Seth Godin Blog)

As eleições norte-americanas e as novas tecnologias (Fonte MLOG)

 


Novas oportunidades de trabalho

21 Novembro, 2008

Quero comentar aqui um post que vi no blog do marqueteiro, Seth Godin: http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2008/11/three-new-jobs.html.

Seth afirma que toda companhia que opera no mundo online deve considerar contratar três tipos de pessoas que liderem os seguintes projetos:

  1. gestor de comunidades; alguém que encontra, conecta-se e lidera tribos em torno de contribuições e benefícios dentro de um ambiente colaborativo a favor dos negócios.

2.            “mensurador”; que contabiliza tudo o que pode ser quantificado de forma consistente e eficaz; encontra métricas importantes para a melhoria do negócio.

3.            gestor de frilas (freelancers); que se encarrega de contratar e gerenciar os melhores talentos fora da empresa. Pode ser considerado um gestor de projetos.

E Seth completa: se for possível ter estas três estrelas em seu negócio, tenha a certeza de que sua empresa pode criar quase tudo!

Particularmente, gosto das duas primeiras posições que têm tudo a ver com o mundo online, mas, no caso do administrador de frilas, depende do mercado de trabalho. Para mercados em que há muita demanda por profissionais, em que há mais flexibilidade nas leis de trabalho e mais empreendedorismo na força de trabalho, o gerente de freelancers faz mais sentido. Não creio que seja o caso do Brasil. Ainda.

 

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Three new jobs you might want to consider (Fonte Seth Godin Blog)


A meta é capitalizar

19 Novembro, 2008

Já era de se esperar que o YouTube se tornasse um negócio rentável para o Google. O YouTube tem o segundo motor de busca, ficando apenas atrás do próprio “pai”, o Google. E ele decidiu que iria ganhar dinheiro com o quê mesmo? Com a busca. Vendendo os top resultados sob a forma de leilões.

Sabemos que os usuários brasileiros são earlyadopters em tecnologia e em uso das redes sociais. No YouTube, não é diferente. Somos o quarto país em acessos e agora será possível ganhar dinheiro com um dos mais expressivos sites de compartilhamento de vídeos da web.

Usuários que quiserem ser parceiros do YouTube podem fazer parte de uma plataforma chamada YPP (YouTube Partner Program), que permite ganhos com publicidade, desde que se tenha boa audiência e atualização freqüentes.

Vídeos com clipes musicais e humorísticos têm mais chance de angariarem boa audiência e portanto, esses usuários que o postaram, têm mais oportunidade de gerar receita em cima disso.

Em resumo, trata-se de uma espécie de programa de afiliados. Minha visão é que o sucesso (do ponto de vista do afiliado) depende do esforço que ele emprega somado a um componente de criatividade. A grande maioria dos afiliados terá resultados de acordo com seu nicho. É como disse, certa vez, o próprio presidente e CEO do Google, Eric Schmidt: “Você pode ter uma estratégia de cauda longa, mas é bom que tenha também uma cabeça, porque é onde está toda a receita”.

A resistência do YouTube na venda dos resultados de busca acaba agora. Qualquer um pode agora promover seus próprios vídeos comprando palavras ou pagando por cliques.

A grande questão é a quantidade de conteúdo indesejado que será encontrado pelos milhões de usuários do site de compartilhamento de vídeos.

Nada contra o YouTube se tornar uma fonte de negócio rentável para o Google, mas vejamos o que ganha o internauta comum que quer apenas encontrar o seu vídeo preferido…

 

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YouTube vai remunerar os brasileiros (Fonte InfoBlogs)

Programa de afiliados: fonte de receita e alternativa de comunicação dirigida (Fonte MLOG)

More Sex Videos For Everyone! YouTube Sells Video Search Results To The Highest Bidder (Fonte TechCrunch)


Notícias em formas gráficas

17 Novembro, 2008

Li esta notícia no Blog Intermezzo e achei bem interessante: a partir de um conjunto de dados (textos, tabelas, imagens) que compõem um conteúdo noticioso, cria-se um formato visual que organiza e facilita a compreensão da informação, baseando-se em seu contexto.

As notícias transformam-se em nuvem de tags, árvore de palavras, gráficos de Excel, mapas, matrizes, etc.

Segundo Beth Saad, autora do post no Intermezzo, os conteúdos navegáveis permitem a associação de cada item a um sistema de hierarquização semântica que evidencia para o leitor a essência do significado informativo ali contido.

O mapa visual ajuda a priorizar a informação de uma forma que também pode ser assimilada pelas máquinas, o que ajuda no esforço de se criar uma web cada vez mais semântica.

Essa nova forma gráfica de apresentação de notícias muda tudo em jornalismo: o destaque que se quer dar, as escolhas dos editores, a interpretação dos usuários, o próprio processo de leitura e assimilação por parte quem lê.

O discurso da vitória de Barack Obama pode ser visto a partir deste mapa: http://imezzo.files.wordpress.com/2008/11/vitoria_obama1.jpg. Note como as maiores palavras dão um viés ideológico ao discurso. Aliás, essa é uma ferramenta excelente para se analisar as ideologias vigentes. Gostei.

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Transforme a notícia num mapa visual: mais uma tendência rumo à web semântica (Fonte Blog Intermezzo)

 

 

 


Medindo a audiências nos widgets

14 Novembro, 2008

A ComScore divulgou que vai medir audiência da internet em widgets e outros aplicativos no browser. É uma forma de reconhecer a importância do conteúdo distribuído da rede. Particularmente, considero isso extremamente positivo.

Já uma outra medida não me parece tão positiva é uma medida de GRPs que é usada na “mídia tradicional” e se caracteriza por somar as audiências das inserções de uma programação de TV. No caso da comScore, vai medir as impressões dos anúncios que um usuário de internet “consumiria”.

É uma forma de “traduzir” para quem não entende audiência na internet. Considero negativo não pela tradução em si, mas por tentar fugir daquilo que a internet tem de melhor: a possibilidade de medir de forma direta e efetiva o resultado de toda e qualquer ação de marketing.

Os resultados serão entregues aos clientes da ComScore, obviamente, num relatório estendido, permitindo contabilizar a audiência que consome este tipo de conteúdo, a média de visitantes destes aplicativos, a forma de uso, etc.

O bom é que teremos mais uma métrica a mais disponível no mercado e por outro lado, temos uma outra forma de contabilizar – GRP – emprestada da mídia tradicional…o que pode não ser tão bom assim…


Rede social política, mas sem participação dos usuários

12 Novembro, 2008

Apesar da indissociação entre redes sociais online e interação entre participantes, o grupo de mídia norte-americano Scripps lançou o portal RedBlueAmerica com foco nas eleições presidenciais deste ano.

O portal reúne notícias do cenário político norte-americano, boletins para usuários cadastrados e enquetes. É até aí que chega a interação com o público.

O site em si ainda não tem muita participação dos usuários. Creio ainda que seja pertinente perguntar: será que se justifica criar espaços isolados para esse tipo de discussão? Por que não usar ambientes que já tem tráfego? Por que não criar uma comunidade no Facebook, por exemplo?

Estamos em uma fase de explosão das redes sociais e pode-se ter uma para qualquer propósito: futebol, crianças, relacionamentos, empregos, música, amizades…vamos ver até quando os nichos agüentam.

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Grupo de mídia dos EUA lança rede social política (Fonte Jornalistas da Web)


A lógica da comunicação permanece, mudam os canais

10 Novembro, 2008

Mais do que uma máxima futurista ou um “achismo”, estamos falando da comunicação na internet que alterou e inverteu os paradigmas da comunicação das organizações com os seus públicos.

 

Acostumadas ao modelo top down, ou seja, a empresa comunica, os clientes ouvem, as organizações ainda lutam na areia movediça que se tornou a internet para quem pensa de forma tradicional. Quanto mais se tenta resgatar a comunicação tradicional na web, mais se afundam na lama.

 

Um texto da revista Bites “A fonte secou” trata desta questão e alerta para a necessidade das empresas e de suas assessorias de comunicação de se reinventarem. Estamos na era da participação, do consumidor consciente e ativo, do palanque virtual.

 

A discussão em torno de um novo olhar da comunicação das organizações fica então absolutamente pertinente.

 

O texto da Bites afirma: a lógica da comunicação fica, mudam os canais. Eu diria que nem a lógica da comunicação permanece. A lógica da comunicação está invertida, misturada, compartilhada. Os grupos de mídia e as organizações perderam a primazia e a centralidade do discurso. Compartilham isso com os seus consumidores.

 

O debate está apenas começando…e você, o que pensa?


AC/DC Rock-Nerd

7 Novembro, 2008

Nunca tinha visto nada igual, mas como apreciador de rock´n´roll vi a notícia no Gigablog e achei curiosa a iniciativa dos roqueiros.

A banda dos irmãos Young resolveu criar um clipe diferente: dentro de uma planilha de Excel (http://www.acdcrocks.com/excel/).

Em tempos em que as bandas se lançam no My Space, no Facebook ou tem widgets mil em seus sites ou nos sites sociais de música, a iniciativa chama a atenção pelo caráter inusitado. Ainda assim, tem caráter viral pelo sistema de escolha.

A música dentro do Excel é “Rock ‘N Roll Train” do álbum recém-lançado  “Black Ice”. O vídeo, dentro da planilha, é composto por uma série de caracteres. Claro que a banda também se preocupou em deixá-lo disponível no YouTube, mas quem aprecia pelo Excel tem uma experiência diferente.

O que será que as bandas ainda vão inventar?

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Clipe de música do AC/DC é feito no Excel (Fonte Gigablog)