A indústria fonográfica começa a se mexer

Com 10% do mercado (legal) de música, o ambiente digital responde hoje por esta pequena parcela, segundo a InStat, empresa americana especializada em pesquisas e análises do mercado de alta tecnologia. No entanto, as previsões, segundo a mesma empresa, saltarão para 40% em apenas 4 anos. A empresa ainda afirma que as vendas online de música chegaram a US$ 3,05 bi em 2007, o que representou um crescimento de 48% sobre o ano de 2006.

A expansão da banda larga, a sofisticação do comportamento do usuário, a demanda por faixas digitais devido aos aparelhos portáteis de mp3 e celulares e a maior disponibilidade de músicas pelas gravadoras.

A inStat também prevê que as receitas geradas pelo download de músicas pelo celular cresçam muito até 2012, atingindo US$ 4,2 bilhões.

A partir de agora, imagino que nenhum artista, banda ou gravadora negligencie em seus contratos a questão da multiplicação de seus hits pelas rádios online, sites de compartilhamento e download de músicas e celulares.

Em outras palavras, pode ser que o que é hoje considerado um sub-mundo para a música, seja o ambiente principal de divulgação e venda.

Além disso, a mudança de postura da indústria fonográfica, que já esboça iniciativas de downloads de músicas (gratuitas ou pagas) vale como uma reflexão para outros segmentos que podem ter seus conteúdos digitalizados, empacotados em formatos mais fáceis para o consumidor (como a questão da venda de faixas e não de álbuns inteiros) e entregues nas mais diversas plataformas. Software, games, livros e vídeos/filmes são apenas algumas para começar.

O futuro é digital, não acha?

Veja mais na web
No mercado de música, 40% das vendas serão digitais (Fonte Meio e Mensagem)

O show tem que continuar (Fonte Portal Exame)

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