As redes sociais online se tornaram opções para anunciantes se relacionarem com o seu público. Aqui no Brasil, os sites de relacionamento, de compartilhamento e de download têm grande audiência. Segundo dados do Ibope/NetRatings, os internautas residenciais brasileiros abrem cerca de 1.300 páginas do orkut por mês.
Para entender todo este fenômeno e tentar sentir o que se fala na esfera web sobre a sua empresa e os seus produtos, surge, segundo reportagem de Lygia de Luca do site IDGNow, a necessidade de um novo profissional: o mediador de web 2.0.
Seria um profissional que se encarregaria de monitorar as chamadas mídias sociais (comunidades, blogs, fóruns, listas de discussão, entre outros) e procuraria tecer planos de ação para combater posturas negativas e maximizar as positivas.
Na matéria de Lygia, um dado importante é ressaltado: enquanto um consumidor insatisfeito pode atingir mais ou menos 11 pessoas no mundo offline, na web este número salta para 220. Daí, a importância de uma estratégia de atenção às mídias sociais.
Por outro lado, a meu ver, não são todas as iniciativas que devem ser combatidas ou evidenciadas. Há locais que são de exclusivo tráfego do usuário comum e as empresas não são bem-vindas. Não é genuíno e nem autêntico que a empresa se instale em todos os ambientes. Não significa, no entanto, que não deva acompanhar e tomar providências para melhorar a sua imagem e os seus serviços.
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Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais (Fonte IDGNow)
2 Maio, 2008 às 5:50 pm
Muito legal o artigo e a reportagem da Lygia.
Estamos vendo a necessidade de monitorar a rede e de atuar em trocas constantes e imediatas com os ambientes virtuais e com os usuários. Existem alguns softwares que fazem algumas dessas atividades, e inclusive ainda vão surgir vários outros em pouco tempo, mas o principal ainda é pensarmos nessas tecnologias de uma forma humana.
As tecnologias vão sempre nos encantar e mostrar o quanto o nós homens podemos criar algo que facilite nossas vidas. Elas vão ainda ficar obsoletas muito rápido. Mas o conhecimento e o valor imaterial do trabalho não podem ser agregados e produzidos por robôs, ou pela máquina. É papel nosso humanizar as tecnologias e o digital.
É o que por exemplo Ruy Carneiro disse ontem no webinsider.com.br referindo-se ao Google Analytics “Procura-se um profissional com visão de negócios, conhecimento de estatística, planejamento, marketing, programação java, Business Intelligence e mídia online, entre outros.”
Eu diria que além dessas habilidades no caso do “mediador 2.0″ precisa ser comleto sim, mas nem tanto técnico. Precisa ter uma visão de Relações Públicas no sentido que toda relação é de coompreensão mútua, onde as trocas são constantes e todo o tempo deve-se pensar em agregar valor e conhecimento para ambos os lados da comunicação. Nesse caso a web 2.0, onde o usuário produz conteúdo constantemente e pauta a agenda setting da mídia online. Quem sabe não seria um Relações Públicas Online?
Abraços e parabéns pelo blog.
5 Maio, 2008 às 2:30 pm
Vinícius,
A atividade de RP ganha novos contornos com a web. Concordo com você de que talvez esse mediador possa sim um RP. No entanto, outros profissionais com formações diversas e conhecimentos variados também podem atuar na rede. A diversidade torna a rede mais democrática e mais rica, não acha?
Abs,
Stelleo