A mídia tradicional se vê em meio a uma forte crise de identidade e está obrigada a se reinventar e se reciclar para não perder mais terreno para as mídias digitais.
Recentemente, li o artigo de Luiz Weis sobre essa questão inerente à mídia tradicional e sobre o impacto da internet no setor. Weis chama a internet de jovem mídia e os meios de comunicação mais antigos de mamutes (vale ressaltar que estes foram extintos!).
No seu ver, a jovem mídia inaugura uma era de liberdade para a comunicação: mais democracia, mais participação/colaboração/compartilhamento de conteúdos. Estes conceitos todos se opondo ao elitismo e aos filtros da velha mídia.
Sem querer ser catastrofista em relação à mídia tradicional, acredito que os jornais, revistas, TV e rádio precisem urgentemente de cross media, de democratização nos processos de construção da notícia e nas pautas agendadas e, sobretudo, eliminar o espírito elitista e unidirecional predominante até então.
A passividade passou e cede lugar ao ativismo.
Veja mais na web
A jovem mídia e os mamutes de papel (Fonte O Estado de S.Paulo)


30 Abril, 2008 às 1:48 pm |
Stelleo, tudo certo?
Já tinha lido também o artigo do Weiss e concordo em muitos pontos com ele. Também acho que a chamada mídia tradicional precisa revisar seus modelos e fazer cruzamento na produção e distribuição das notícias. O maior problema, entretanto, e que venho discutindo com alguns colegas jornalistas é: quanto custa um “profissional multimídia”? Se o cara já é mal pago para produzir conteúdo para dois meios (impresso e online), imagina para ampliar esse trabalho? O buraco de integração da redação on e offline é muito mais embaixo.
30 Abril, 2008 às 2:38 pm |
Oi, Eduardo, tudo bem? Com certeza a questão salarial que envolve os produtores de conteúdo é ainda uma das barreiras para o profissional multimídia, mas vejo a área como promissora, como oportunidade para novos campos de atuação para, principalmente, os comunicadores (incluam-se aí os jornalistas). No Brasil, eu ainda diria que a questão salarial é uma barreira que não está restrita ao mundo da comunicação. Em geral, paga-se mal pelo trabalho intelectual.
Embora tenhamos ainda muito a se discutir na área multimídia, a vejo como tendência e como algo irreversível! Abs, Stelleo.
30 Abril, 2008 às 3:09 pm |
Com certeza as possibilidades são imensas. Tem muita gente disposta a fazer coisas novas e diferentes, mas aí caímos em outras questões ligadas ao social. Falta de veia para empreendedorismo e falta de conhecimento do sistema financeiro para poder explicitar o processo de monetização quando a pessoa pretende levantar capital. Enfim, torço para que possamos aprender a lidar mais com isso para que grandes empresas e novos empreeendedores surjam com maior freqüência no Brasil.
30 Abril, 2008 às 9:11 pm |
Olá Stelleo,
concordo com seu texto e o futuro próximo será este mesmo. Para alguns empresários do setor a visão é de um copo vazio, para muitos de um copo cheio. Assim vale também para os profissionais da área.
Mas as oportunidades que as mídias tradicionais vão poder ter com a digitalização são tantas que chega ser uma incógnita. Verdadeiro paradoxo!
Mas vivemos um momento único com a rapidez das transformações e um privilégio em poder acompanhar isso tudo.
Abs
5 Maio, 2008 às 11:24 am |
A verdade, Andrey, é que vivemos um momento de transição e como todo momento assim, a ansiedade do que está por vir é grande. O fato é que as mídias digitais abrem campos novos e diversos de atuação. Sai na frente quem os identificar primeiro!
Abs,
Stelleo