Crise de identidade

A mídia tradicional se vê em meio a uma forte crise de identidade e está obrigada a se reinventar e se reciclar para não perder mais terreno para as mídias digitais.

Recentemente, li o artigo de Luiz Weis sobre essa questão inerente à mídia tradicional e sobre o impacto da internet no setor. Weis chama a internet de jovem mídia e os meios de comunicação mais antigos de mamutes (vale ressaltar que estes foram extintos!).

No seu ver, a jovem mídia inaugura uma era de liberdade para a comunicação: mais democracia, mais participação/colaboração/compartilhamento de conteúdos. Estes conceitos todos se opondo ao elitismo e aos filtros da velha mídia.

Sem querer ser catastrofista em relação à mídia tradicional, acredito que os jornais, revistas, TV e rádio precisem urgentemente de cross media, de democratização nos processos de construção da notícia e nas pautas agendadas e, sobretudo, eliminar o espírito elitista e unidirecional predominante até então.

A passividade passou e cede lugar ao ativismo.

Veja mais na web
A jovem mídia e os mamutes de papel (Fonte O Estado de S.Paulo)

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5 Respostas para “Crise de identidade”

  1. Eduardo Vasques Disse:

    Stelleo, tudo certo?
    Já tinha lido também o artigo do Weiss e concordo em muitos pontos com ele. Também acho que a chamada mídia tradicional precisa revisar seus modelos e fazer cruzamento na produção e distribuição das notícias. O maior problema, entretanto, e que venho discutindo com alguns colegas jornalistas é: quanto custa um “profissional multimídia”? Se o cara já é mal pago para produzir conteúdo para dois meios (impresso e online), imagina para ampliar esse trabalho? O buraco de integração da redação on e offline é muito mais embaixo.

  2. mlonlinegeneration Disse:

    Oi, Eduardo, tudo bem? Com certeza a questão salarial que envolve os produtores de conteúdo é ainda uma das barreiras para o profissional multimídia, mas vejo a área como promissora, como oportunidade para novos campos de atuação para, principalmente, os comunicadores (incluam-se aí os jornalistas). No Brasil, eu ainda diria que a questão salarial é uma barreira que não está restrita ao mundo da comunicação. Em geral, paga-se mal pelo trabalho intelectual.

    Embora tenhamos ainda muito a se discutir na área multimídia, a vejo como tendência e como algo irreversível! Abs, Stelleo.

  3. Eduardo Vasques Disse:

    Com certeza as possibilidades são imensas. Tem muita gente disposta a fazer coisas novas e diferentes, mas aí caímos em outras questões ligadas ao social. Falta de veia para empreendedorismo e falta de conhecimento do sistema financeiro para poder explicitar o processo de monetização quando a pessoa pretende levantar capital. Enfim, torço para que possamos aprender a lidar mais com isso para que grandes empresas e novos empreeendedores surjam com maior freqüência no Brasil.

  4. Andrey Cocati Disse:

    Olá Stelleo,

    concordo com seu texto e o futuro próximo será este mesmo. Para alguns empresários do setor a visão é de um copo vazio, para muitos de um copo cheio. Assim vale também para os profissionais da área.

    Mas as oportunidades que as mídias tradicionais vão poder ter com a digitalização são tantas que chega ser uma incógnita. Verdadeiro paradoxo!

    Mas vivemos um momento único com a rapidez das transformações e um privilégio em poder acompanhar isso tudo.

    Abs

  5. Stelleo Tolda Disse:

    A verdade, Andrey, é que vivemos um momento de transição e como todo momento assim, a ansiedade do que está por vir é grande. O fato é que as mídias digitais abrem campos novos e diversos de atuação. Sai na frente quem os identificar primeiro!

    Abs,
    Stelleo

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