Diga-me o que queres e eu transformo em livro…
Compilação de livros pela internet é o negócio da editora de Philip M. Parker, que já gerou mais de 200 mil exemplares.
Parker trabalha com um algoritmo de computador que vasculha a internet em busca de informações públicas disponíveis sobre quaisquer temas e as transforma em livros de 150 páginas (em média), imprimindo-os sob demanda.
A iniciativa é direcionada para aqueles com pouca ou nenhuma intimidade com os mecanismos de busca na rede, uma vez que reúne em um material único, textos e informações sobre determinado tema. Para quem domina a arte da busca, de nada adiantaria ter um livro que é originário dos resultados dos motores de busca.
O editor está a meu ver se valendo dos mercados de nicho, fazendo uso da cauda longa para ter a sua fonte de receita. Além disso, existem inúmeros títulos e assuntos que jamais emplacariam como livros, não fosse a idéia de Parker. Ganham as audiências interessadas no assunto e ganha o criador da idéia, que lucra com desejos tão peculiares e particulares.
Por outro lado, alguém uma vez disse que se colocássemos macacos digitando aleatoriamente por um tempo indeterminado, eles, vez ou outra, produziriam obras do quilate de Shakespeare. Ao ler esta notícia sobre Parker, imediatamente fui remetido a essa idéia.
Além disso, o projeto sob medida de livros também me fez lembrar a e a possibilidade de fazermos buscas “inteligentes” em bancos de dados cada web semânticavez maiores. Robôs, macacos ou computadores podem produzir livros? Provavelmente sim. Superarão a criatividade, a sutileza, a beleza, a riqueza de um texto de Shakespeare? Não apostaria nisso nem pelos próximos cem anos…
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Homem usa computador para gerar mais de 200 mil livros (Fonte IG/New York Times)

