Crise de identidade

30 Abril, 2008

A mídia tradicional se vê em meio a uma forte crise de identidade e está obrigada a se reinventar e se reciclar para não perder mais terreno para as mídias digitais.

Recentemente, li o artigo de Luiz Weis sobre essa questão inerente à mídia tradicional e sobre o impacto da internet no setor. Weis chama a internet de jovem mídia e os meios de comunicação mais antigos de mamutes (vale ressaltar que estes foram extintos!).

No seu ver, a jovem mídia inaugura uma era de liberdade para a comunicação: mais democracia, mais participação/colaboração/compartilhamento de conteúdos. Estes conceitos todos se opondo ao elitismo e aos filtros da velha mídia.

Sem querer ser catastrofista em relação à mídia tradicional, acredito que os jornais, revistas, TV e rádio precisem urgentemente de cross media, de democratização nos processos de construção da notícia e nas pautas agendadas e, sobretudo, eliminar o espírito elitista e unidirecional predominante até então.

A passividade passou e cede lugar ao ativismo.

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A jovem mídia e os mamutes de papel (Fonte O Estado de S.Paulo)

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Contabilizando a mídia social

29 Abril, 2008

Facebook lançou uma ferramenta para contar quantas vezes uma palavra aparece em perfis, grupos e outras iniciativas dentro de sua rede.

Usuários comuns podem usá-la para “medir” o boca-a-boca de até cinco palavras diferentes ou frases de uma vez.

A ferramenta foi utilizada para comparar Microsoft, Yahoo, Google e AOL durante seis meses. E o resultado apontou o Google como a empresa mais mencionada, seguida por Yahoo, em função dos rumores sobre a compra pela Microsoft.

Vale comentar que não é uma iniciativa nova, mas é mais uma tentativa de mensuração do efeito viral e do boca-a-boca, o que evidencia o poder crescente das redes sociais na construção, na imagem e reputação das marcas.

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Facebook Launches ‘Lexicon’ Tool for Measuring Buzz (Fonte MarketingVox)

Avaliando as redes sociais (Fonte MLOG)

Mídia social que dá receita (Fonte MLOG)

Mídia social: o princípio do início (Fonte MLOG)

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O poder das redes sociais chega à Bolsa de Valores

25 Abril, 2008

Será pura especulação ou uma ferramenta que ajuda os investidores pessoa física a escolher as melhores opções?

A proposta do site VoteBolsa (www.votebolsa.com.br) é construir rankings, baseados em votos dos usuários, com as melhores opções de ações. Além disso, os investidores que mais acertarem terão mais prestígio nos fóruns de discussões do site e certo status junto aos demais participantes.

O site é válido apenas para a bolsa brasileira e funciona como um banco de dados e informações sobre o mercado brasileiro. E o que é melhor: ao alcance de todos.

O idealizador da iniciativa é o economista Otávio Sampaio, que se baseia na “teoria da sabedoria da multidão” (será algo próximo à inteligência coletiva de Pierre Levy?) que diz que a opinião média deve estar direcionada para o acerto. Além disso, o indivíduo comum também tem chances de se destacar se acertar nas apostas ao longo do tempo.

Aliás, os melhores membros da comunidade têm a chance de se tornarem especialistas dentro do site, o que lhes confere status, destaque e credibilidade naquele espaço. Além de ter acesso à comunidade e às informações compartilhadas, o usuário pode também ter destaque enquanto membro que se expressa, que se faz ouvir e ainda preserva a sua opinião pessoal.

O projeto do economista foi submetido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que o orientou a colocar um alerta sobre a necessidade de quem dá recomendações de compra de maneira profissional ter registro de analista no órgão regulador.

Um problema que o site poderia gerar é especulação em torno de alguns papéis ou ainda, encobrir o interesse de alguém que possua aquela ação em supervalorizá-la. Para minimizar isso, o site pede que o usuário que vai opinar evidencie se tem ou não aquele papel.

Uma orientação para qualquer investidor inexperiente é que esteja sempre alerta às opiniões dadas em blogs e sites e sempre consulte os órgãos oficiais, como a CVM (www.cvm.gov.br ) antes de negociar.

Por outro lado, a iniciativa destaca o poder das redes sociais nos negócios, a quantidade de informações disponíveis na rede e como os usuários vêm fazendo uso de tudo isso.

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Site permite votar em ação para comprar ou vender (Fonte Valor Econômico – só para cadastrados)


A pedra no sapato da mídia tradicional

24 Abril, 2008

A internet é sem sombra de dúvida a maior pedra no sapato dos grandes grupos de mídia e da mídia tradicional.

De uma conferência sobre a mídia rádio, em Las Vegas, o jornalista Ethevaldo Siqueira, alertou para as mudanças que o segmento da radiodifusão vem sofrendo com as novas tecnologias, tais como as ferramentas derivadas da Internet - YouTube, blogs e podcasts, que acabam por abocanhar parte da audiência.

Em que as novas mídias diferem das tradicionais? Em opção, interatividade, maior participação, comodidade, ubiqüidade. Talvez esse seja o atributo de maior vantagem em relação ao rádio e à TV.

Para os adeptos e defensores da mídia tradicional, talvez fosse bom se a internet nem existisse… Ser grande no mundo físico não assegura grandeza no virtual. Ter sido grande na internet um dia também não assegura ser grande para sempre.

Alertas para todos…

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Grandes empresas de mídia repensam seu papel na Internet (Fonte Uol/Reuters)

Novas mídias ameaçam sobrevivência do rádio (Fonte AdNews)

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Diga-me o que queres e eu transformo em livro…

23 Abril, 2008

Compilação de livros pela internet é o negócio da editora de Philip M. Parker, que já gerou mais de 200 mil exemplares.

Parker trabalha com um algoritmo de computador que vasculha a internet em busca de informações públicas disponíveis sobre quaisquer temas e as transforma em livros de 150 páginas (em média), imprimindo-os sob demanda.

A iniciativa é direcionada para aqueles com pouca ou nenhuma intimidade com os mecanismos de busca na rede, uma vez que reúne em um material único, textos e informações sobre determinado tema. Para quem domina a arte da busca, de nada adiantaria ter um livro que é originário dos resultados dos motores de busca.

O editor está a meu ver se valendo dos mercados de nicho, fazendo uso da cauda longa para ter a sua fonte de receita. Além disso, existem inúmeros títulos e assuntos que jamais emplacariam como livros, não fosse a idéia de Parker. Ganham as audiências interessadas no assunto e ganha o criador da idéia, que lucra com desejos tão peculiares e particulares.

Por outro lado, alguém uma vez disse que se colocássemos macacos digitando aleatoriamente por um tempo indeterminado, eles, vez ou outra, produziriam obras do quilate de Shakespeare. Ao ler esta notícia sobre Parker, imediatamente fui remetido a essa idéia.

Além disso, o projeto sob medida de livros também me fez lembrar a e a possibilidade de fazermos buscas “inteligentes” em bancos de dados cada web semânticavez maiores. Robôs, macacos ou computadores podem produzir livros? Provavelmente sim. Superarão a criatividade, a sutileza, a beleza, a riqueza de um texto de Shakespeare? Não apostaria nisso nem pelos próximos cem anos…

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Homem usa computador para gerar mais de 200 mil livros (Fonte IG/New York Times)

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Leilão online para licitações

22 Abril, 2008

A Caixa Econômica Federal encontrou uma maneira mais prática e rápida de abrir e concluir suas licitações.

A concorrência que escolheu uma parceira para projetos digitais (criação e manutenção nos ambientes internet, intranet, dispositivos móveis e TV digital) ocorreu pela internet.

A iniciativa é uma forma de dar chance de participação a agências de médio porte que não teriam oportunidades caso a licitação acontecesse de forma tradicional.

Para mim, o leilão virtual é mais um exemplo de como a internet facilita a disseminação da informação e também disponibiliza um meio eficiente para um processo competitivo.

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CEF escolhe agência interativa em pregão eletrônico (Fonte M&M Online)

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Anúncios não são mais a melhor tática

18 Abril, 2008

Países emergentes como China, Brasil, Rússia, Taiwan e México têm números crescentes quando se falam em redes sociais, blogs, compartilhamento de músicas e vídeos.

Crescendo a taxas altíssimas, maiores até que a dos Estados Unidos, esse panorama evidencia um fato: os chamados anúncios tradicionais na web cedem lugar a promoções, patrocínios, diferentes formas de participação, anúncios inteligentes e contextualizados, entre outros formatos.

Além dos modelos tradicionais de publicidade estarem esgotados em si, a audiência passa a consumir e compartilhar informações de outros usuários comuns. A mídia gerada pelo consumidor começa a afetar, portanto, as verbas destinadas inicialmente às mídias tradicionais e aos formatos mais tradicionais.

Recomendo a leitura do artigo do site eMarketer para ver números e índices relativos às audiências dessas novas mídias: Will UGC and Marketing Mix?.

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Will UGC and Marketing Mix? (Fonte: eMarketer)

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A dificuldade da web como ferramenta de negócios

17 Abril, 2008

Essa foi a proposta da pesquisadora do Pew Internet & American Life Project, Amy Tracy Wells.

A web é fonte de informação preferencial para 58% dos 2.796 adultos norte-americanos pesquisados pelo instituto Pew. Os outros meios juntos somam 42% das preferências.

Embora os números sejam reveladores sobre o potencial da rede, a resistência ou as dificuldades passam pelo quesito cultural.

Diferente dos demais meios, em que o internauta é bem mais passivo, na internet o comportamento é de interatividade e colaboração coletiva. No entanto, a internet, desde o seu surgimento, está em constante evolução, o que não ocorreu nos demais itens que provocaram revoluções na sociedade: o carro sempre serviu como meio de transporte, o telefone como meio de troca de mensagens, etc…Já na rede, os usos e aplicativos estão em constante alteração, o que a torna mais complexa e difícil em termos corporativos.

Será mesmo? Eu quero crer que tudo isso facilita os relacionamentos pela rede…

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O mistério que ainda cerca a web 2.0 (Fonte Revista Época)


Redes sociais ainda carecem de métricas

16 Abril, 2008

Apesar das redes sociais despertarem o interesse das empresas em termos de marketing, exposição da marca e construção de imagem, ainda faltam métricas que dêem conta do efeito que estas causam nas audiências que as consomem.

De acordo com um estudo (“New Media, New Influencers, and Implications for the Public Relations Profession”) realizado com 297 profissionais de comunicação sobre as novas mídias, os novos influenciadores e as implicações disso tudo nas Relações Públicas, 57% dos pioneiros na adoção disseram que a mídia social vêm se tornando cada vez mais valiosa. Destes, 27% afirmaram que as mídias sociais são um elemento fundamental em suas estratégias de comunicação. Os blogs (78%) e os vídeos online (63%) são as mais ferramentas mais populares, seguidas pelas redes sociais (56%) e dos podcasts (49%).

O estudo ainda enumerou os mais efetivos resultados possíveis de serem obtidos quando se usam estratégias de mídia social: melhoria dos relacionamentos com audiências-chave, melhoria da reputação, melhor ranqueamento do site nos mecanismos de busca, lembrança de marca, cliques que levam ao website, comentários/posts relevantes para a companhia ou produtos, cobertura por parte da mídia social e visitantes únicos originados de sites influentes.

Embora se saiba que dá resultado optar pelas mídias sociais, ainda há certa discussão sobre as melhores formas de se mensurar tais iniciativas. Bons resultados nos mecanismos de busca e tráfego – quantitativos - se contrastam à lembrança de marca e ao engajamento gerado – mais qualitativos.

Vale ressaltar que o único consenso existente ao se utilizar tais ferramentas é: há que mensurar de alguma forma as iniciativas.

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Social Media Marketing Still Lacks Strong Metrics (Fonte MediaBuyerPlanner)

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Problemas estruturais explicam queda do Brasil no ranking global de internet

15 Abril, 2008

Reportagem da BBC Brasil divulgou um ranking global de condições e uso da internet preparado pelo Fórum Econômico Mundial.

No índice - Networked Readiness Index - que reflete sobre o estágio de desenvolvimento e uso de tecnologias da informação em cada país, o Brasil ficou na 59ª posição. No ano passado, o Brasil ocupava a 53ª posição neste mesmo índice.

O índice considera critérios ligados como condições do mercado, regulamentação, infra-estrutura, possibilidade de uso e utilização real da internet por parte de indivíduos, empresas e governos.

A queda no ranking é explicada não pelo desempenho ruim do país, mas sim, pelo fato de outros países terem progredido mais rapidamente.

O que é preocupante é o fato do Brasil aparecer em posição de pouco destaque nesse ranking. Isso é reflexo dos muitos problemas que ainda temos, conforme o relatório descreve: excesso de regulamentação, baixa qualidade no sistema de ensino e baixos níveis de investimento em pesquisa.

Infelizmente esses problemas são estruturais e precisam ser atacados com políticas públicas sérias e um planejamento de longo prazo.

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Brasil cai para 59º em ranking global de internet (Fonte BBC Brasil)

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