É o que pensa Andrew Keen, analista, consultor e escritor em seu livro The Cult of the Amateur. Para Keen, a web 2.0 seria um erro, uma vez que contribui para o amadorismo e para a “erosão da cultura e do conhecimento”.
Na opinião de Keen, a colaboração e a coletividade na produção de novos conteúdos leva à mediocrização do saber. A wikipedia seria o exemplo mais evidente disso. Em suas próprias palavras: “Se a comunidade web decidir que dois mais dois é igual a cinco, pronto. No novo ethos da internet, essa verdade, por ser fruto da comunidade, passa a ser válida”.
A preocupação do catastrofista da web 2.0 é que uma pessoa munida de computador com acesso à rede, não se qualifica como especialista ou em sábios. Defende, inclusive, a formação qualificada como motor da evolução do conhecimento e do saber humanos.
O conhecimento formal depende de formação qualificada e ele tem sido o propulsor do conhecimento e do saber humano. É por isso que as universidades seguem formando doutores, incentivando a pesquisa, promovendo o debate de idéias, impulsionando o método científico. Mas isso não tem nada a ver com a web 2.0, com o conteúdo colaborativo, com a participação do usuário. A Wikipedia não é e não se propõe a ser a vanguarda do conhecimento, mas sim um maneira extremamente eficiente de dar acesso a conhecimentos básicos. Ser polêmico, remar contra a maré, é uma estratégia que muitos adotam e pelo visto Keen é mais um. Entender tendências e aproveitá-las é outra estratégia. Há valor em reconhecer a “sabedoria das massas”.


17 Dezembro, 2007 às 2:29 pm |
Keen é muito parcial e deve julgar que todos somos como ele.
17 Dezembro, 2007 às 4:41 pm |
Olá, Francisco. Agradeço a leitura e o comentário. Keen tem uma postura radical e eu diria até conservadora, uma vez que a colaboração na web, nada mais é do que um exercício de democracia e de livre expressão.
Abs,
Stelleo Tolda
18 Dezembro, 2007 às 11:09 am |
[...] ainda quem questione o conceito de web 2.0. Veja aqui os dois lados da [...]