Férias

21 Dezembro, 2007

A partir de 24/12 até 06/01/2008, entro em férias e também deixo o blog em período de recesso. 

Foram 313 artigos em 2007 divididos em sete categorias: comércio eletrônico, comunicação móvel, mundo digital, redes sociais, tendências digitais e outros. 

Fique à vontade para sugerir, opinar, criticar ou apenas comentar. O intuito do blog é esse: participar ativamente da blogosfera e abrir-se ao diálogo na web. 

Foi muito bom contar com a leitura e a participação de todos em 2007. Espero que tenhamos muito mais em 2008. 

Boas festas e um excelente 2008 a todos. 

Retornamos em 07/01/2007.


Cadê a tecnologia que nos desafogaria o trabalho?

20 Dezembro, 2007

A promessa inicial da internet e suas ferramentas era de que teríamos mais tempo para o lazer e para atividades extra-muros do trabalho. 

O que aconteceu foi exatamente o contrário. A velocidade e o imediatismo demandados pelas novas tecnologias de comunicação nos impuseram um padrão de trabalho inimaginável nos tempos analógicos. 

Um investidor chamado Fred Wilson, completamente sem esperanças de conseguir resolver os e-mails de sua caixa postal eletrônica, decretou a falência de seu e-mail. 

Uma pesquisa publicada no livro The Hamster Revolution, e publicada no site ComputerWorld, apontou que oito mil funcionários de empresas multinacionais gastam, só na leitura e envio de e-mails, cerca de 800 horas anuais, algo como 100 dias de trabalho só com e-mails.  

Temos que deixar de trabalhar para o e-mail e voltar a trabalhar para a empresa. Estamos escravos de uma ferramenta cuja função inicial seria a de facilitar contatos, tornar mais ágil o dia-a-dia dos relacionamentos intra e extra-corporação para nos focarmos mais e melhor em nossas tarefas cotidianas. 

Será que estamos tão distantes assim?  

Veja mais na web

E-mail: de revolução na comunicação a inferno da vida moderna (Fonte: ComputerWorld) 

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Dez anos da palavra blog

19 Dezembro, 2007

O termo weblog, cunhado pela primeira vez por Jorn Barger, em 17/12/1997, completou uma década na última segunda-feira. 

Inicialmente, Barger em seu site Robot Wisdow, chamava os textos curtos e com links de registros na web – ou no inglês de weblogs. 

Com o tempo, a abreviatura blog ganhou força e se popularizou para descrever as páginas web produzidas a partir das ferramentas de publicação de textos que surgiam. 

Os weblogs ou simplesmente blogs, multiplicaram-se na rede a partir de 1999 e se tornaram uma forma popular de divulgação e busca de notícias e informações online. Os conteúdos e temas abordados nos blogs vão desde diários pessoais, piadas, links, notícias, idéias, fotografias, a formas de comunicação interna entre grupos de trabalho e discussão sobre temáticas contemporâneas.  

Veja mais na web

Uma decada de blogs (Fonte: BlueBus)

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Cada vez mais colaborativos

18 Dezembro, 2007

De acordo com a Nokia, cerca de ¼ do entretenimento consumido pelas pessoas em cinco anos será criado, editado e compartilhado mais por meio de redes sociais do que pelos grupos tradicionais de mídia. 

O fenômeno é chamado pela própria Nokia de “Entretenimento Circular” em função de um estudo global intitulado “A Glimpse of The Next Episode” (um olhar para o próximo episódio) sobre o futuro do entretenimento. 

A pesquisa englobou 17 países, nove mil consumidores e versou sobre o comportamento digital e o estilo de vida destes formadores de opinião. 

O estudo provou o que sabíamos por percepção: as pessoas têm um genuíno desejo de criar seus próprios conteúdos, alterar, adicionar e transmitir via redes de compartilhamento sociais. Isso porque, segundo o diretor de tendências do Laboratório do Futuro, o ser humano tem necessidades inerentes de comparar e contrastar, criar e comunicar. 

Complementando um post já tratado aqui – Tendências para 2008 – o estudo acrescentou as seguintes tendências-chave:

- Vida Imersa (não será possível mais separar os estilos de vida on e offline. O entretenimento não será mais segmentado; as pessoas poderão acessá-lo e criá-lo não importa onde estiverem);

- Cultura Geek (pessoas com amplo interesse em internet e programação. No entanto, esta tendência aponta para o comportamento dos usuários que querem ser reconhecidos e recompensados),

- G Tech (feminilização da tecnologia: o entretenimento será mais colaborativo, democrático, emocional e customizado, características femininas);

- Localismo (consumidores terão orgulho de suas origens). 

E baseando-se nestas tendências, concluiu-se que o entretenimento será circular e os usuários cada vez mais colaborativos, mais partilhadores e, portanto, mais 2.0. 

Há ainda quem questione o conceito de web 2.0. Veja aqui os dois lados da moeda. 

Veja mais na web

Nokia predicts 25% of entertainment by 2012 will be created and consumed within peer communities (Fonte: site da Nokia)  

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Seria a web 2.0 um grande equívoco?

17 Dezembro, 2007

É o que pensa Andrew Keen, analista, consultor e escritor em seu livro The Cult of the Amateur. Para Keen, a web 2.0 seria um erro, uma vez que contribui para o amadorismo e para a “erosão da cultura e do conhecimento”. 

Na opinião de Keen, a colaboração e a coletividade na produção de novos conteúdos leva à mediocrização do saber. A wikipedia seria o exemplo mais evidente disso. Em suas próprias palavras: “Se a comunidade web decidir que dois mais dois é igual a cinco, pronto. No novo ethos da internet, essa verdade, por ser fruto da comunidade, passa a ser válida”. 

A preocupação do catastrofista da web 2.0 é que uma pessoa munida de computador com acesso à rede, não se qualifica como especialista ou em sábios. Defende, inclusive, a formação qualificada como motor da evolução do conhecimento e do saber humanos. 

O conhecimento formal depende de formação qualificada e ele tem sido o propulsor do conhecimento e do saber humano. É por isso que as universidades seguem formando doutores, incentivando a pesquisa, promovendo o debate de idéias, impulsionando o método científico. Mas isso não tem nada a ver com a web 2.0, com o conteúdo colaborativo, com a participação do usuário. A Wikipedia não é e não se propõe a ser a vanguarda do conhecimento, mas sim um maneira extremamente eficiente de dar acesso a conhecimentos básicos. Ser polêmico, remar contra a maré, é uma estratégia que muitos adotam e pelo visto Keen é mais um. Entender tendências e aproveitá-las é outra estratégia. Há valor em reconhecer a “sabedoria das massas”.  

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Internet e celular no avião

14 Dezembro, 2007

Finalmente, as horas de vôo podem ganhar acesso à web e ao telefone celular. 

De acordo com notícia do site NYTimes, várias companhias aéreas dos Eua já começam a testar serviços de internet em seus aviões. 

A internet “in-flight” (dentro dos vôos) parece ser realidade para o próximo ano. O analista do instituto de pesquisa da Forrester Research, Henry Harteveldt, afirmou que daqui a um tempo, pegar um vôo sem acesso à internet é o mesmo que hospedar-se em um hotel sem TV. 

O acesso à web ocorrerá via wireless e não funcionará nem na decolagem nem no pouso, de forma a não interferir na comunicação da aeronave com a torre de controle. 

Outra boa notícia é que algumas empresas aéreas o sistema de entretenimento – incluindo internet – pode já vir acoplado ao assento. Isso não deixaria que os sem-notebooks ficassem sem acesso à rede. 

Polêmicas, por outro lado, já começam a surgir. Há quem não queira ouvir barulho de teclado ou de telefone a 35 mil pés…e há quem pense que o preço da passagem pode aumentar em função deste serviço adicional. 

Outro ponto de atenção é a questão da banda disponível para tanto. Oferecer internet nos ares pode requerer mais largura de banda ou mais gente interessada em prestar o serviço. 

A tecnologia parece estar disponível, falta vencer o medo irracional que as pessoas têm… 

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Web Access and E-mail on flights (Fonte NYTimes) 

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Produtor de conteúdo?

13 Dezembro, 2007

Um analista da importante publicação Businessweek, Jin Fine, afirma que o próximo passo para o gigante das buscas Google é se firmar como produtor de conteúdo. 

Fine ainda afirma que o conteúdo seria o “calcanhar-de-Aquiles” da estratégia da empresa até agora e que a ferramenta AdSense seria o primeiro passo para a geração de conteúdo. 

De acordo com o analista, para evitar o risco de aumentar as despesas de forma demasiada, a solução pode estar em comprar sites relevantes, com conteúdo muito visto. Desta forma, não há repasse para os produtores de conteúdo e as margens de lucro do AdSense continuariam em níveis aceitáveis. 

Minha visão é radicalmente diferente. Acredito que a estratégia do Google esteja muito mais relacionada à dominar a venda de publicidade nos mais diversos formatos (links patrocinados, display ads, futuramente em mobile) do que se aventurar em campos diferentes.  

No mais, creio que é muita especulação… O passatempo preferido de dez entre dez futurólogos é tentar adivinhar a estratégia do Google. 

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Google, produtor de conteúdo? (Fonte Site JumpExec) 

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Tendências para 2008

12 Dezembro, 2007

Uma pesquisa feita pela Andersen Analytics em parceria com a Marketing Executives Networking Group, uma associação que conta com 1700 executivos da área de marketing das maiores empresas dos Estados Unidos, apontou investimentos em marketing, na web e iniciativas ambientais como as tendências para 2008. 

Além disso, o estudo apontou que conceitos seriam importantes para compreender o próximo ano. Os executivos apontaram o marketing e dentro dele, a satisfação do consumidor, retenção de consumidores, segmentação, lealdade à marca e retorno de investimento. 

Em relação à web, as técnicas de otimização de buscas foram citadas por 42% dos entrevistados como estratégia importante para 2008.  

O “green marketing” ou as iniciativas ligadas à sustentabilidade e ao meio ambiente também estão entre os temas do momento e foram considerados por 32% dos pesquisados como conceito crescente no ano que vem. 

Outro ponto mencionado diz respeito às regiões que devem receber investimentos em 2008. A China lidera com 52% das citações, seguida de Índia com 20%, além de Europa Ocidental, Europa Oriental, América Latina, Brasil, Rússia e México. 

A pesquisa, embora não traga nenhuma novidade, enumera conceitos que já estamos assistindo a algum tempo no mercado: preocupação com o cliente, investimento na rede e marketing verde. Além disso, vale destacar que os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) tendem a chamar cada vez mais a atenção das grandes corporações e dos grandes investidores. 

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Pesquisa com 1700 altos executivos de marketing mostra perfil das estratégias para o próximo ano (Fonte Site Jump Exec) 

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Comércio eletrônico das e para as massas

11 Dezembro, 2007

Recente pesquisa do Data Popular em parceria com a agência McCann Erickson e publicada no jornal Folha de S.Paulo revelou que o comércio eletrônico já tem mais consumidores nas classes C, D e E do que nas classes A e B em São Paulo.  

Como já havia comentado aqui anteriormente, a entrada das classes C, D e E na web se deu pela expansão do crédito e pelo barateamento do preço dos PCs. 

As classes C, D e E juntas somam 3.185 milhões de consumidores com renda familiar mensal de menos de R$ 2.836 em São Paulo, ao passo que as classes A e B têm 1.885 milhão de pessoas aptas para comprar pela internet. 

Enquanto as classes C, D e E gastam menos, porém compram em maior volume, as classes A e B são responsáveis pela elevação do tíquete médio. 

A pesquisa ainda destaca que a classe C possui 788.652 consumidores e é o maior público do comércio eletrônico em SP, comprando mais equipamentos de informática, eletrônicos, livros, CDs e DVDs. 

Há ainda uma aposta em aumento considerável do número de consumidores online. Quanto mais tempo passa na rede, mais sofisticado fica o seu comportamento, mais familiaridade e confiança adquire e mais se ampliam os meios de pagamento e os parcelamentos. 

Outro fator que vale comentarmos é que os jovens da classe C, nascidos na era digital, fazem o papel de catalisadores para seus pais e parentes. Consumindo pela web, instauram o padrão em casa e consolidam a cultura do computador e da internet em seus lares. 

E viva a democratização, o acesso e a popularização do computador e da internet! 

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Clientes de baixa renda já são maioria nas compras on-line (Fonte: Folha de S.Paulo – só para cadastrados) 

E a internet cresce… (Fonte MLOG) 

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Os jovens já preferem a internet à TV

10 Dezembro, 2007

Há tempos, falamos aqui sobre a internet como a mídia de referência. Uma pesquisa recente que feita em dez países (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Noruega) contabilizou 169 milhões de internautas, que passam em média 12,7 horas na rede.  

O curioso, no entanto, é que 82% dos jovens de 16 a 24 anos utilizam a Internet, contra 77% que admitem ver televisão. As pessoas acima dos 55 anos também aumentaram sua participação na rede. Houve um crescimento anual de 12% no uso da web nesta faixa etária. 

Além disso, os jovens europeus afirmaram que a Internet é o meio preferido em detrimento da televisão: para 83% dos usuários, a Internet se tornou imprescindível em suas vidas e 32% têm a mesma opinião sobre o correio eletrônico.  

Apesar de ser um tema corriqueiro, é interessante ver que a comprovação técnica, acadêmica, estatística para tendências que nós já estamos vendo há tempos. 

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Jovens europeus preferem Internet à TV (Fonte: AdNews) 

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