Faça tudo pela web, inclusive seu divórcio

31 Outubro, 2007

Pode parecer espantosa, mas essa é a proposta do site Divorce.fr, que oferece agilidade no processo judicial, serviço de mediadores, psicólogos e até festas especiais. 

Ao contrário do que muitos podem pensar, a Ordem dos Advogados da França não se manifestou contra o site e até autorizou advogados a oferecerem seus serviços. 

O site ainda promete ser mais rápido do que uma consulta presencial com um advogado. Preenchendo um questionário via web, o cliente economizaria quatro consultas em um escritório em termos de tempo e também de dinheiro. Um dos idealizadores do site afirma que o divórcio pode sair de 3 semanas a 3 meses e o encontro com o advogado se dá apenas na audiência. 

O curioso é que o site também oferece adicionais para o recém-divorciado. Por meio de links dentro do site, é possível agendar uma viagem ou comprar móveis novos para quem tiver que sair de casa. 

Como disse Nicholas Negroponte em seu livro de 1995, Being Digital, o que for possível, será transformado em bits, isto é, será digitalizado. Ou seja, a capacidade de invenção do ser humano é imensa e esse é mais um exemplo. 

Veja mais na web

Site francês oferece divórcio pela internet (Fonte Tecnologia Uol)

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A era do envolvimento

30 Outubro, 2007

Novos termos são criados freqüentemente para designar um momento ou uma estratégia que o mundo corporativo passa a adotar. 

Uma expressão, no entanto, me chamou a atenção: a era do envolvimento. Scott Donaton, publisher do Advertising Age, acredita que a publicidade vivencia essa era do envolvimento, pela influência e participação de seus consumidores na estratégia de marketing corporativa. 

Donaton, participante do MaxiMídia2007, também sentencia o fim da era da interrupção, dos conteúdos invasivos e sem autorização. O envolvimento que o consumidor cria com a marca é que passa a ser legítimo. 

Não importa se o conteúdo é produzido por uma agência de comunicação, por uma pessoa comum ou por uma empresa. Importa a relevância deste conteúdo para o usuário. 

O publisher acredita que há cinco desafios para o setor da comunicação de modo a minimizar os impactos negativos: a necessidade de uma definição mais clara do que é ou não entretenimento de marca; a criação de métricas para a mensuração dos resultados; a evolução criativa das ações; a definição das relações com os colaboradores; e a necessidade de respeito para o setor.  

Eu concordo com a idéia de que o marketing de interrupção dá lugar ao de envolvimento, de participação, de colaboração. O que me intriga, no entanto, é o modo como o mundo publicitário lida com a internet como veículo. Existem poucos profissionais que realmente entendem o novo meio.  

Programar ações invasivas na web é o mesmo que fazê-las em qualquer outro meio. Ocorre que a internet não comporta o formato unidirecional de interrupção e suas audiências não o aceitam. 

Vale a pena refletir.  

Veja mais na web

O fim da era da interrupção (Fonte Meio e Mensagem Online) 

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Celular na era 2.0

29 Outubro, 2007

A convergência do celular, que agrega texto, áudio, vídeo e foto, além de permitir o compartilhamento dos conteúdos entre os usuários será um dos protagonistas na era da participação. 

O dispositivo permite congregar diversos formatos de mídia como TV, rádio, internet e até adaptações do meio impresso. Isso sem mencionar que é portátil e ainda conta com câmera digital, tocador de música e organizador pessoal. 

Daniela Moreira, em artigo no site IDG Now aponta seis funções para o celular:

  1. Câmera digital
  2. Sons portáteis
  3. Vídeo
  4. Internet de bolso
  5. Navegação por mapas
  6. Carteira móvel

O curioso é que ainda não usamos a totalidade dessas possibilidades. Há também que se questionar os programas de TV pelo celular. Se não tiverem um formato específico para esse dispositivo, nem vale a pena apostar. 

Um outro aspecto, no entanto, que vale a pena ser comentado é o preço dos aparelhos, acessível à maioria das pessoas. Aliás, o celular em muitas partes do mundo é responsável pela democratização do acesso à web. Sem ele, as pessoas nem estariam conectadas. 

Porém, o preço dos serviços não costuma ser amigável. Portanto, a tecnologia para fazer tudo, existe, o problema no Brasil são os preços acessíveis, não dos aparelhos em si, mas dos serviços. Chegará o dia em que a maioria da população terá um celular com todas essas funcionalidades, mas será que vão usar? Eu acredito que não até que os preços dos serviços caiam de verdade e até que as pessoas vejam utilidade no celular além da voz.  

Veja mais na web

6 coisas que você vai ter no celular (Fonte IDG Now)

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Internautas rubro-negros vão ganhar TV-Fla

25 Outubro, 2007

Até o final do mês de outubro, os flamenguistas como eu, podem conferir conteúdos exclusivos e em tempo real na iniciativa de webtv, TV-Fla. 

Acessando a página oficial do clube, haverá um hot site para a TV-Fla cujo conteúdo terá atrações semanais com ex-ídolos do time, transmissão ao vivo de treinos e bastidores antes e depois dos jogos.  

O diretor de marketing do Flamengo, Ricardo Hinrichsen, responsável pela iniciativa já criou uma agência de notícias sobre o clube e quer aproveitar o time como fonte de informação para os torcedores, imprensa e amantes do futebol. 

O projeto que entra no ar sem intervalos publicitários promete usar esta fonte de receita no futuro. 

Apesar de ser suspeito para comentar a iniciativa, acredito que seja uma tendência os times (do exterior) explorarem conteúdos na rede. Os clubes brasileiros fazem isso muito mal. Quem sabe essa será uma iniciativa positiva e que abrirá precedentes para os demais?   

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Flamengo lança TV na web 

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A fonte primária

24 Outubro, 2007

O instituto de pesquisa Pew Research Center divulgou recentemente que a internet já se tornou a fonte primária de informação para 7% dos brasileiros, ficando à frente do rádio (4%) e das revistas (1%). Ainda está atrás dos jornais impressos (12%) e da televisão que, assustadoramente, tem 76% das respostas. 

Manuel Castells, sociólogo espanhol, autor de diversos livros sobre a sociedade em rede e defensor da internet, explica que a TV é de fácil entendimento, interface e recepção da informação. Por isso acaba ganhando a preferência das pessoas.  

Aqui no Brasil, ainda temos uma cultura audiovisual/imagética desenvolvida. Relegamos para um segundo plano todos os meios ligados à cultura letrada/impressa.  

A internet, porém, é de grande importância para o Brasil. Tem crescido vertiginosamente, é uma tendência irreversível e ao mesmo tempo assustadora para os meios de comunicação ditos tradicionais. Estes temem perder espaço, receita e visibilidade para a rede. 

Só não perceberam que a complementaridade é a resposta! 

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Internet já é fonte primária de informação para 7% dos brasileiros (Fonte Viomundo)

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O que motiva um usuário a colaborar na web?

23 Outubro, 2007

Jimmy Wales, fundador da enciclopédia virtual Wikipedia, acredita que as pessoas se propõem a colaborar motivadas por um sentido de caridade, para ajudar outros. Há também os que produzem em sites colaborativos para aparecer e ganhar notoriedade. Sobre isso, já falamos anteriormente aqui (Os 15 minutos de fama na web). 

Wales levanta além da questão da motivação para colaborar, a temática sobre como lidar com essa produção coletiva. 

O fundador de uma das maiores expressões da web 2.0 é do partido de que não se deve pensar só no aspecto positivo das comunidades, da geração de conteúdo pelo consumidor e da participação coletiva. A censura também não é a solução. Accountability (que podemos explicar aqui como responsabilidade mútua) seria a saída. 

A colaboração em escala é possível? Sim! Da mesma forma que viver em sociedade é possível! 

A participação coletiva exige gestão coletiva. Todos somos responsáveis pelos conteúdos da rede, sejamos provedores ou usuários. Ter mecanismos de denúncia e de remoção de ilicitudes auxilia, mas o compromisso é de todos. 

Quando será que nossos legisladores entenderão isso?

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Publicidade feita por não-publicitários

22 Outubro, 2007

A plataforma francesa Blogbang funciona nos moldes da web 2.0, mas tem uma proposta diferente: criar campanhas publicitárias para os clientes não por meio de agências, mas por pessoas comuns, inscritas na comunidade do site. 

A idéia de utilizar pessoas das mais variadas formações para criar campanhas já não é novidade, mas o processo ocorrer via internet é que surpreende. Um site na mesma linha de criação e compartilhamento coletivos inventa produtos para as empresas e noticiamos há pouco aqui: o crowdspirit. 

Para se tornar membro da BlogBang.fr é preciso submeter-se preenchendo um formulário de inscrição cadastrando o site ou o blog. A partir daí, é possível pagar pelas criações que os membros da comunidade fazem e disponibilizam no site. 

Podem se associar também usuários que criam, desde que:- a publicidade não seja sua atividade prioritária;- sejam afiliados a determinadas associações. 

A iniciativa abre novos horizontes, a meu ver, não só para os criativos-sem-agência, como também para pequenos empreendimentos da web que não teriam verba para contratar uma agência de comunicação para se promoverem. 

E viva a inteligência coletiva, preconizada por Pierre Lévy, a serviço de todos! 

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Bisbilhoteiros do mundo virtual: profissão do futuro? (Fonte MLOG) 

Espírito de multidão na criação de produtos (Fonte MLOG)

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Os 15 minutos de fama na web

19 Outubro, 2007

Há um tempo atrás, comentamos aqui sobre usuários que criavam verbetes sobre si próprios na enciclopédia virtual Wikipedia a fim de se auto-promoverem. 

Agora, a onda parece ter migrado para os blogs. Já é possível identificar os comentaristas-estrela de blogs, segundo o jornal NY Times. A fim de ganharem notoriedade e exposição na internet, estes usuários comentam textos e postam fotos em blogs de terceiros. 

Antes, os meios de comunicação de massa não ofereciam a oportunidade de expressão e feedback às suas audiências, algo diametralmente impensável na web. Ao identificarem a rede como um canal de livre expressão, muitos brigam por seus 15 minutos, quer dizer…segundos, de fama…  

Veja mais na web

E agora essa – É possível ficar famoso postando comentários em blogs? (Fonte: BlueBus) 

Wikipedia: utilizações não-previstas podem deixá-la sem credibilidade? (Fonte: MLOG) 

Um software que desmascara tentativa de falsos verbetes na wikipedia (Fonte MLOG)

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Tudo para o cliente

18 Outubro, 2007

Os clientes sempre foram o foco das empresas. Sem eles, as organizações não existem. 

De acordo com um relatório produzido pela Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE CEO Report”) e Opinion Research Corp., a preocupação com os clientes chega mais fortemente agora junto aos presidentes, que, devido à era da transparência, vêem necessidade de se relacionar mais de perto com este público. 

Um exemplo disso são os blogs corporativos, uma ferramenta mais informal de comunicação direta com os clientes. 

O relatório afirma que os CEOs estão planejando maiores investimentos (financeiros e de relacionamento) para gerir clientes do que antes. Investimentos na marca, reputação e responsabilidade social, com o objetivo de conquistar clientes, têm sido crescentes.  

20% dos CEOs já acreditam que o fator principal para garantir o sucesso em longo-prazo é a satisfação do cliente. Além disso, houve um aumento de 10% no tempo disponibilizado para o relacionamento com os clientes.  

No entanto, há uma dissonância entre o pensamento dos CEOs e dos clientes no que diz respeito à reputação da empresa. Enquanto 81% dos líderes das empresas acreditam que fazem o suficiente para lidar com a reputação, os clientes não concordam. 

Outro ponto interessante é a responsabilidade social que passa a ser um fator importante no relacionamento e na fidelização não só de clientes, como também do público interno. Para empresas pesquisadas neste relatório que faturam entre US$1 e US$3 bilhões, 16% dos CEOs reconhecem a importância e, abaixo de $1 bilhão, 29%; o que aponta uma crescente conscientização sobre o papel social da empresa entre os líderes. 

Apesar da obviedade do tema, o curioso é a divergência de opinião entre os CEOs e os clientes, que discordam do quanto se faz para cuidar da reputação da empresa. Interessante ver também a preocupação com a responsabilidade social, inclusive por parte dos funcionários das empresas. 

Veja mais na web 

Clientes ganham a atenção dos CEOs, por Martha Rogers, Ph.D. (Fonte Intelog) 

Medo de quê? (Fonte MLOG) 

Blogs: influência que chega ao mundo corporativo (Fonte MLOG) 

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Para se comunicar com os jovens, você precisa…

17 Outubro, 2007

De conexão! Os jovens pesquisados pela editora Abril tem pelo menos 11 aparelhos eletrônicos ao alcance e realizam diversas tarefas simultaneamente. 

De inovação! É fato que a comunicação empacotada como está hoje, não atinge esse público, que quer ser surpreendido o tempo todo. 

Um estudo feito pela Editora Abril apontou 7 tendências de comunicação para o jovem do século XXI, uma extensão do estudo sobre consumo jovem, que, por sua vez, está disponível no site YTrends.  

São elas:

1) Big Game: conceitos de jogos eletrônicos são adaptados para acontecer nas ruas de uma cidade.  

2) Nanoconteúdos: filmes, sites ou textos bastante curtos, como pílulas de informação, que transmitem o conceito de forma ágil e simples. Ex: “Will it blend?“, da marca Blendtec, que já tem mais de 19 milhões de page views no YouTube e em sua última empreitada triturou o iPhone, da Apple.  

3) Big Seed Marketing: comunicação via redes sociais de relacionamento, como o Orkut.  

4) Mob Maps: informações pessoais de jovens, postadas por eles na internet, passam a ser usadas para a criação de uma estratégia de comunicação com este público.  

5) Creative Commons: a licença Creative Commons permite que os conteúdos criados sejam legalmente copiados e retransmitidos, não havendo problemas com direitos autorais.  

6) Ficção Caótica: no qual a reunião de público em torno de uma história pode produzir uma inteligência ainda maior para a divulgar o produto. Nada mais é do que a famosa participação coletiva da web 2.0. 

7) Alternate Reality Games (ARG): ferramenta de comunicação que faz uso de diversas plataformas de mídia, cria suspense e permite que os usuários criem o enredo das tramas em vigor. 

Em linhas gerais, as tendências todas estão ligadas à participação, criação e distribuição coletivas, princípios da segunda geração da web. Outro destaque é a não-linearidade e atemporalidade das tendências que permeiam as preferências dos jovens atuais. 

Veja mais na web 

Geração super poderosa (Fonte MLOG) 

Abril mostra tendências para comunicação com jovens (Fonte: Meio e Mensagem) 

Tv ligada, mp3 no ouvido, MSN piscando, olhos no computador… (Fonte MLOG)

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