O que fazer com conteúdos indevidos da internet?

12 Setembro, 2007

Recentemente, o site de compartilhamento vídeos YouTube anunciou ter chegado a um acordo com entidades regulatórias britânicas para o recolhimento de royalties para 50 mil compositores e escritores musicais. O resultado deste acordo seria a veiculação legal das músicas no site. 

Por um lado, a autorização é importante para o YouTube, que é visto como um site que veicula pirataria. Do outro, estão os músicos e compositores que passam a ter uma fonte adicional de receita pela divulgação de suas canções neste ambiente. 

Outro caso recente, porém sem final pacífico, é o caso da empresa francesa PPR que quer processar o eBay por permitir a venda de produtos das marcas Gucci, Bottega Veneta, entre outras do segmento de luxo. 

Em minha opinião, a saída para ambos os casos é o trabalho colaborativo entre empresas e sites usando ferramentas tecnológicas e comunicação freqüente, para notificação e remoção de conteúdo indevido. No caso do MercadoLivre, por exemplo, temos o Programa de Proteção à Propriedade Intelectual, que funciona como um dispositivo para os detentores de propriedade intelectual nos alertarem caso encontrem alguma irregularidade ligada aos anúncios do site. 

Não é vantagem a briga judicial entre as empresas detentoras de marcas e direitos e os sites que hospedam conteúdo de terceiros. Ambos saem desgastados e quem perde mais, ao final, é o consumidor, que não conta com um canal web para suas compras. 

Portanto, ao encontrar um conteúdo supostamente irregular na web, o usuário deve comunicar o provedor de acesso àquela informação e este tomará as medidas cabíveis. 

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YouTube fecha acordo com compositores (Fonte: Site AdNews) 

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Apocalipse now: o fim do rádio?

11 Setembro, 2007

Rádio pela internet, rádio por satélite, podcasting, rádio de alta definição e rádio pelo celular são algumas das ferramentas que nos permitem questionar se o rádio como o conhecemos continuará a existir. 

Um artigo do site eMarketer propõe exatamente esse questionamento: será que a internet vai “matar” o rádio? 

Segundo Ben Macklin, desta mesma consultoria eMarketer, o que conhecíamos por rádio tem sido substituído por um setor denominado áudio. Um indício dessa mudança pode ser analisado sob a ótica da publicidade online, cujo investimento ultrapassará o montante comercial do rádio tradicional em 2008, nos Estados Unidos, de acordo com previsões da própria eMarketer. 

Porém, por outro lado, a audiência do rádio ainda é imensa se comparada à da internet. Se tomarmos por base o Brasil, estima-se que 90% dos lares contem com o rádio, ao passo que apenas 17% possuem acesso à internet. 

Ainda que a penetração seja considerável, pesquisas norte-americanas indicam que o rádio está perdendo significado na vida das pessoas que passam mais tempo na internet e assistindo TV, do que ouvindo o rádio. 

Qual é a solução do rádio para esse problema? Em minha opinião, adaptar-se à rede, utilizá-la como complemento, valer-se da interatividade para interferir na programação, potencializar os canais de contato com os ouvintes e assim, estar presente seja no aparelho tradicional, quanto na web. 

Em posts anteriores, já comentamos sobre o alardeado fim da TV e do telefone, da música em CD e sobre a importância de uma estratégia multicanal para os meios. Além de não se restringir a uma única mídia, a integração e a cooperação passam a ser o sucesso das organizações que optarem por ela. 

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Will Internet Kill the Radio Star?

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Você já ouviu falar de Social Media Optimization (SMO)?

10 Setembro, 2007

Gerar comunicação espontânea por meio das mídias sociais, comunidades online, sites de relacionamento e compartilhamento de conteúdo é o objetivo deste termo que significa em português, otimização da mídia social. 

Conforme vimos em posts anteriores (link para Mídia Social), as mídias sociais são aquelas controladas por usuários comuns. Por vezes, acabam por influenciar e ganhar a preferência dos membros da rede. Podem também evidenciar uma empresa ou detoná-la frente a uma audiência mundial, a depender da repercussão que conseguirem obter. 

A otimização destas mídias geradas pelo consumidor inclui feeds RSS, botões com links para sites de ranqueamento de conteúdo como Digg, Delicious e funcionalidades externas como Flickr, YouTube, etc. O responsável pelo blog Denken Über, acredita que o SMO é uma forma de marketing para buscadores. 

O blogueiro também abordou um ponto que achei interessante: os meios de comunicação estão tão preocupados em se destacar nos motores de busca que se esquecem de que o negócio deles é o conteúdo e que deveriam criar comunidades afins em torno dele para não dependerem exclusivamente destas alternativas. 

Eu diria que se trata de uma estratégia adicional e típica da rede para promover conteúdos dos meios de comunicação. A partir do momento em que solicitamos que o próprio usuário vote, escolha, destaque e produza conteúdos para os meios, não estamos perdendo em qualidade, mas ganhando em variedade, em diversidade, em pluralidade.  

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SMO: Social Media Optimization (fonte Blog Denken Über) 

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A TV como a conhecemos hoje vai se modificar

6 Setembro, 2007

A exemplo da indústria fonográfica, a TV chegou a um ponto crítico, acredita Vint Cerf, um dos responsáveis pela internet, em uma palestra no Festival Internacional de Televisão em Edimburgo, publicada pelo jornal The Guardian. 

Cerf acredita que o conteúdo pré-gravado poderá ser utilizado na TV como usamos nos players que veiculam vídeo e som hoje, isto é, poderá ser baixado e “consumido” quando o usuário quiser. TV sob demanda. 

A famosa grade de programação da mídia eletrônica também pode estar com os dias contados. Isso sem mencionar que a TV poderá ser vista pela internet, conforme acredita o criador do protocolo TCP/IP; o que daria mais interatividade e novas oportunidades para os conglomerados de mídia que atuam nesta esfera. 

Os outros meios de comunicação – rádio, revistas, jornais, cinema e TV - devem enxergar a rede como uma plataforma de possibilidades para não só expandir seus negócios, como também para oportunidades que só são possíveis graças à interatividade, participação, comunicação em rede e colaboração permitidas pela internet. 

O erro das mídias tradicionais é encarar a web como concorrente, quando na verdade, podem se valer de seu potencial para alavancar negócios, consolidar a marca e complementar o mix de produtos/serviços oferecidos.  

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 ‘Pai’ da Internet prevê fim do modelo atual de TV (fonte Terra/agência EFE)

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Mídias sociais

5 Setembro, 2007

Lidar com as mídias geradas pelo consumidor não é tarefa fácil para as organizações. Identificar tais manifestações e utilizar o melhor approach para não prejudicar a imagem da marca, seus produtos e serviços é ainda função que as empresas estão apenas começando a fazer. 

A mídia social é aquela que faz uso de blogs, quadro de mensagens, podcasts, wikis e vlogs, permite a interação, colaboração, participação e difusão dos e pelos usuários. 

E por não demandar grandes investimentos para acontecer, a mídia social tem muitos adeptos e se configura como uma importante plataforma de opinião e referência. 

Os conteúdos da mídia social ainda contam com o recurso de difusão rápida via RSS, comunicação viral e motores de busca. 

Rafael Kiso, em um artigo no site WebInsider, definiu critérios para caracterizar uma rede social, dos quais compartilho e reproduzo (parcialmente): 

Comunicação na forma de conversação, não monólogo – os comentários em blogs ou testemunhos em sites de comércio eletrônico não devem ser controlados no aspecto positivo ou negativo, mas sim somente no aspecto pejorativo.  

Os protagonistas são pessoas, não empresas, não marcas – para que a marca tenha credibilidade no mercado, as pessoas têm que falar positivamente dela para outras pessoas, e não a marca para as pessoas.  

Honestidade e transparência são os principais valores – deixar as pessoas escolherem e criarem seu conteúdo e relacionamentos, ao invés de ser forçado a isso.  

Distribuição em vez de centralização – muitos e variados interlocutores tornando a informação muito mais textualizada, rica e heterogênica.  

Portanto, a primazia do discurso passa dos grandes conglomerados de mídia e das empresas para o consumidor, para o usuário comum, que encontrou na rede ferramentas próprias para não só se expressar, como também influenciar outros, alterar percepções e incomodar ou evidenciar experiências ruins ou boas que possam ter tido. 

Como bem lembra Gabriela Klein em um artigo também do WebInsider, embora as mídias sociais sejam a bola da vez, “é bom para conter um pouco a empolgação com as possibilidades e lembrar que tudo o que se faz nesta área tem que ter um bom motivo: a necessidade do cliente”. 

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O cliente compra ações que envolvem mídias sociais? 

Mídia social não é mais uma simples tendência 

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Rede social para ricos, bonitos e famosos

4 Setembro, 2007

A exemplo do orkut em seu início, uma das redes sociais mais populares entre os brasileiros, aSmallWorld (aSW) só aceita membros entre seus participantes caso tenham sido convidados por outros usuários que já são membros. 

Além de critérios que definem se aquele internauta tem ou não condições de se juntar à rede, ter dinheiro, fama e bons contatos é condição sine qua non para integrar a aSW. A rede já conta com famosos como Quentin Tarantino, Paris Hilton, Tiger Woods, além de sobrenomes famosos como Firestone, Rockefeller, Forbes e Trump. Porém, apenas 18% dos membros podem convidar outras pessoas a participar. 

A aSW só tem 260 mil membros (ao contrário do MySpace que tem mais de 100 milhões de usuários), entre esses, apenas 2 mil brasileiros. 

O interessante desta iniciativa não é o seu caráter restritivo e limitador, mas sim, o poder da internet em segmentar os usuários por perfil, entre eles pela conta bancária e pela lista de contatos. Fazer parte de uma rede dessas não significa apenas status e prestígio, mas também um mailing de endinheirados com potencial de negócios… 

Alguém tem um convite?   

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aSmallWorld: uma rede social exclusiva de milionários e famosos

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Interatividade da tela do computador para a do cinema

3 Setembro, 2007

Uma ação das marcas Ades e Dove faz com que a platéia deixe de ser simples espectadora e passe a interagir com a telona. A tecnologia reage ao comportamento das pessoas por meio de ruídos e movimentos. 

A campanha vai reagir às palmas e gritos da platéia que, à medida que for aumentando, ajuda a encher um copo com a bebida Ades. A Dove, por sua vez, vai oferecer interatividade por meio de imagens de bolhas de sabão. 

A interatividade, característica inerente à web, passa agora a fazer parte dos atributos utilizados em outras mídias a fim de captar a atenção de um usuário participante e colaborativo, porém e apesar disso, nada supera a interatividade permitida pelo computador. 

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AdeS e Dove levam ação interativa ao cinema    

Layout da web influencia na mídia tradicional 

Internet começa a influenciar a mídia eletrônica

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