Literatura na internet chama a atenção de acadêmica

A professora Heloisa Buarque de Hollanda, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é a curadora responsável pela exposição “Blooks -Tribos & Letras na Rede“, em cartaz no Rio de Janeiro. 

A “literatura sem papel” como classifica a professora é igualmente culta à do papel, não se aproximando da linguagem do e-mail, como muitos podem pensar. 

O nome da exposição – Blooks – é uma junção de blogs e books (livros) e reuniu mais de 100 poemas e 100 prosas. Ao contrário do que pensa muita gente, a conceituada professora afirma que há muito conteúdo de qualidade na rede.  

Quando questionada se a internet vai “matar” a literatura, Heloisa é categórica: “Há bibliotecas movimentadas no metrô, na Central do Brasil. A leitura está se tornando uma cultura. E o mercado editorial aumentou. Você entra numa livraria e não sabe que capa comprar, de tão lindas que são. É como quando se inventou a fotografia: a pintura liberou geral, não precisou mais retratar. Acho que o livro ganhou uma autonomia de vôo”, opina.  

Na minha visão, ainda que não seja considerada literatura, os textos da web recriaram a cultura do texto escrito e trouxeram novos padrões de conteúdo que podem estar em áudio, texto, vídeo ou tudo isso junto. A beleza da internet é justamente essa: a miscelânea possível. 

Quanto à literatura e à web, fico feliz que sejam objeto de estudo da universidade. 

Veja mais na web

Mostra avalia literatura produzida na internet (fonte Folha de S.Paulo – para cadastrados)

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