Rádio pela internet, rádio por satélite, podcasting, rádio de alta definição e rádio pelo celular são algumas das ferramentas que nos permitem questionar se o rádio como o conhecemos continuará a existir.
Um artigo do site eMarketer propõe exatamente esse questionamento: será que a internet vai “matar” o rádio?
Segundo Ben Macklin, desta mesma consultoria eMarketer, o que conhecíamos por rádio tem sido substituído por um setor denominado áudio. Um indício dessa mudança pode ser analisado sob a ótica da publicidade online, cujo investimento ultrapassará o montante comercial do rádio tradicional em 2008, nos Estados Unidos, de acordo com previsões da própria eMarketer.
Porém, por outro lado, a audiência do rádio ainda é imensa se comparada à da internet. Se tomarmos por base o Brasil, estima-se que 90% dos lares contem com o rádio, ao passo que apenas 17% possuem acesso à internet.
Ainda que a penetração seja considerável, pesquisas norte-americanas indicam que o rádio está perdendo significado na vida das pessoas que passam mais tempo na internet e assistindo TV, do que ouvindo o rádio.
Qual é a solução do rádio para esse problema? Em minha opinião, adaptar-se à rede, utilizá-la como complemento, valer-se da interatividade para interferir na programação, potencializar os canais de contato com os ouvintes e assim, estar presente seja no aparelho tradicional, quanto na web.
Em posts anteriores, já comentamos sobre o alardeado fim da TV e do telefone, da música em CD e sobre a importância de uma estratégia multicanal para os meios. Além de não se restringir a uma única mídia, a integração e a cooperação passam a ser o sucesso das organizações que optarem por ela.
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