Memórias póstumas de…de quem quiser!

28 Setembro, 2007

O internauta mais precavido e preocupado com o futuro já pode programar e-mails, senhas, fotos e mensagens em um arquivo secreto virtual e, em caso de morte, o sistema avisa os parentes e libera os dados aos familiares. 

No site You Departed, algo como Você Partiu, é possível registrar mensagens, testamentos e outros dados de interesse para o usuário do site.  

O serviço de armazenamento de informações evita que a família e os amigos fiquem sem ação caso a morte do usuário seja repentina. Existem três tipos de planos conforme a capacidade de armazenamento que o usuário necessita.  

Mas, se o usuário morrer, como os familiares têm acesso aos dados? Por meio de um teste de verificação de identidade.  

O criador da invenção afirma ter pensado no site ao ler uma notícia sobre um acidente com morte de um motorista. Colin Harris, o presidente, se perguntou se o homem havia pensado nos detalhes caso o incidente viesse a acontecer. Daí surgiu a idéia do You Departed. 

Muito embora o site tenha como objetivo facilitar a vida dos parentes, a questão legal do testamento permanece off-line, uma vez que se trata de um documento legal que deve ser feito com a ajuda de advogados e testemunhas. O site não substitui o testamento com efeitos legais. 

Apesar de a idéia ser um tanto “sinistra”, vemos que a web pode servir como os cofres individuais nos bancos: pode reunir pertences (neste caso bits e bytes) e facilitar a vida das pessoas mesmo depois de sua morte…  

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Site registra ‘memórias póstumas’ de usuário (Fonte G1) 

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Crie seu próprio metaverso

26 Setembro, 2007

Construir seu próprio “Second Life” já é possível com a ferramenta Metaplace. Inclusive, até de celular é possível construir o metaverso. 

O interessante da ferramenta é que ela permite que pessoas sem conhecimento anterior de programação se utilizem da interface gráfica e escolham o mundo a partir de templates, como numa publicador de blogs, por exemplo; ou ainda, clonem universos desenvolvidos por outros usuários do Metaplace.  

Construir um mundo virtual próprio pode ser uma boa opção para quem quer vender serviços, produtos ou se auto-promover na web. Imagine um webdesigner apresentando seus trabalhos em seu “mundinho” online? 

Além disso, acredito que as possibilidades oferecidas pelos metaversos em termos de 3D podem se tornar tendências gráficas na web. 

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Internauta poderá criar seu próprio mundo virtual (Fonte: Adnews)

Tudo sobre metaversos 

Web 2.0: um fenômeno revisitado 

Mundos virtuais são a bola da vez da web 

Crie seu próprio Second Life 

Depois das marcas e das experiências com produtos, é a vez do carnaval baiano aportar no Second Life 

No mundo virtual desde pequenos 

Publicidade até no Second Life

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Obcecados pela internet

25 Setembro, 2007

Um pesquisa recente, feita pela agência JWT, nos Estados Unidos descobriu que a internet já é uma obsessão para muitos norte-americanos, que diante de um cenário sem conexão, se agita, sente-se isolado e torna-se ansioso. Um em cada três chega até mesmo a abrir mão dos amigos e da vida sexual em função da internet. 

O estudo quis observar o quanto a tecnologia muda o comportamento das pessoas e como resultado verificou que a internet supera todos os meios de comunicação na preferência dos pesquisados. Em compensação, há uma significativa diminuição dos relacionamentos presenciais. 

De novo…será que a vida online está adquirindo mais importância que a real? 

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Norte-americanos trocam amigos e vida sexual pela Internet (fonte Reuters)

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Tudo em pílulas

24 Setembro, 2007

Com a avalanche de informações dos tempos atuais, ter um site que resume as notícias mais importantes em no máximo 3 linhas parece tentador.

E de fato a proposta é essa: em segundos e com somente 20 palavras, o site 20palabras.com reúne jornalistas que publicam a informação de onde estiverem e com que recursos puderem (palm, celular ou laptop). A redação compartilhada conta com dezenas de membros.

A iniciativa é argentina e, portanto, o site está em castelhano.

É uma mistura de blogs e sites de notícia. Particularmente, gostei.

Resta saber se a informação em pílulas será a tendência de consumo de notícias no dia-a-dia atribulado e saturado…

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Todos os lugares na Internet

20 Setembro, 2007

Um projeto ambicioso que quer transformar o mundo em um cenário 3D permite ao usuário visitar ambientes virtuais fiéis à realidade, ao mundo físico. Como bem disse o jornalista Renato Bueno, do site G1, “não é um mundo on-line, é o (nosso) mundo on-line”. 

O Everyscape, numa tradução literal, “toda paisagem”, tem gerado polêmica, uma vez que identifica pessoas e lugares, o que nos faz pensar na questão da privacidade. 

A idéia, a meu ver, propicia muitas vantagens àqueles que não podem viajar para fora de seus países, por exemplo. Se cada metro quadrado for digitalizado, como promete o Everyscape, será possível ir virtualmente até a Torre Eiffel, em Paris, sem sair da frente do computador. 

O site permitirá ver veículos, pessoas, locais, como se o tempo tivesse sido congelado e as imagens fossem capturadas e transformadas nessa simulação em três dimensões.  

Pegando carona na web 2.0 e na participação e colaboração do usuário, o site ainda atribui ao internauta um papel ativo, uma vez que vai ajudar a escolher qual a próxima a ser digitalizada e também se tornar um Scape Artist.  

A controvérsia que anda rondando a iniciativa é que se nos atermos aos detalhes das imagens disponíveis, adentramos na seara da privacidade. Até que ponto é possível reproduzir na web? 

Como o usuário vai poder entrar em ambientes privados, tais como lojas, hotéis, bares e afins, é possível que os donos no mundo real se importunem com a recriação no contexto digital. 

No entanto, esse mesmo problema pode ser a solução, visto que no futuro, o Everyscape pode querer vender os produtos reais destas organizações privadas em parceria com elas mesmas. 

Será que podemos considerar o Everyscape como um metaverso? 

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Projeto transforma o mundo em cenário 3D (fonte G1)

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Chega de espera!

19 Setembro, 2007

Perdeu a temporada de um filme no cinema? Não sabe se vai ter tempo de vê-lo na TV a cabo? A idéia do site Vudu é reproduzir filmes à escolha do cliente, funcionando como uma locadora virtual, com a diferença que não é preciso sair de casa. 

O Vudu opera com um aparelho específico, que começa a ser vendido nos EUA, em setembro, e está integrado a uma rede de mais de 5 mil filmes. Este montante tem a anuência de estúdios que os produziram, uma vez que ao propagandear cópias ilegais, têm de responder judicialmente por isso. 

É possível não só assistir o filme uma única vez, como também é possível comprá-lo, se for de interesse do cliente. 

Segundo o próprio site, o filme chega diretamente ao aparelho de TV do consumidor sem a necessidade de computadores ou serviços de TV a cabo ou satélite. 

O que me intriga, no entanto, é: será que os clientes Vudu verão os filmes antes dos consumidores com acesso a locadoras e TVs a cabo?  

Mesmo sem saber a resposta para a questão acima, é possível afirmar que cada vez mais o ‘sob demanda’ (on demand) e o customizado passam a fazer parte do indivíduo depois do advento da web. Os padrões de segmentação e dirigibilidade impostos pela rede começam a afetar as outras mídias e se tornarem irreversíveis. 

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Aparelho é locadora virtual de filmes em casa (Fonte: AdNews)

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Planeta Feedback

18 Setembro, 2007

A comunicação de mão-dupla, um dos ícones da internet de segunda geração, permite que o usuário interaja e tenha o mesmo poder que qualquer emissor de informação da rede. 

A proposta do site PlanetFeedback é justamente o de dar voz aos indivíduos/consumidores ao mesmo tempo em que oferece retorno às companhias sobre seus produtos e serviços. 

Seria um SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) descompromissado e independente? 

Na própria descrição do site, o PlanetFeedback, em inglês, se auto-define como o meio que ajuda os consumidores a se expressarem e, por outra via, o veículo que faz com que as companhias fiquem mais atentas ao que dizem seus clientes. 

A idéia do site é que o feedback (retorno) dos clientes pode ser mediado por eles. Reclamações, questões, elogios e sugestões podem ser encaminhados pelo site e endereçados à companhia. 

Tenho dois pontos de vista a respeito deste site:

- o primeiro é que, com a web, inegavelmente, as organizações são obrigadas a ampliar o seu escopo de atuação. Com isso, contam com um meio adicional para lidarem. Isso vale tanto para os aspectos positivos (exposição global, por exemplo), quanto para os negativos (vulnerabilidade). 

- em segundo lugar, o que preocupa, no entanto, por conta de iniciativas como essa, é que os SACs das organizações passam a ser ignorados pelos consumidores, uma vez que vêem nesta iniciativa uma tribuna para a resolução de solicitações, o que, a meu ver, é uma faca de dois gumes.  

A iniciativa prejudica o atendimento aos usuários ou se configura como uma nova forma de serviço aos clientes? Para essa pergunta, só teremos a resposta daqui a alguns anos…

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Bienal do RJ aposta em personagem virtual e blog para cobertura do evento

17 Setembro, 2007

Este ano, a Bienal do Livro, que acontece no Rio de Janeiro, inovou ao transmitir a cobertura do evento: criou um personagem virtual – Guto – e em seu blog - http://www.bienaldolivro.com.br/blog/home/. 

O personagem, a exemplo da Bienal, tem 24 anos e entre seus “hobbies” está a leitura (óbvio), música, cinema e ambientes que permitam debater sobre estes temas. 

Durante os onze dias em que ocorre, Guto propõe discutir sobre o evento de maneira democrática e informal, por meio de seu blog. 

Emitir comunicados à imprensa parece não ser suficiente em um mundo em que a informação gira em tempo real. Não que não deva ser feito. Deve ser feito, sim. A proposta, no entanto, abrange não só a mídia, que é formadora de opinião, mas também o usuário de internet que se interessa pelo tema. Mais uma iniciativa dos nossos e novos tempos, pós-internet, que empodera o cidadão comum e amplia o acesso à conteúdos que antes estavam limitados à mídia.

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Literatura na internet chama a atenção de acadêmica

14 Setembro, 2007

A professora Heloisa Buarque de Hollanda, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é a curadora responsável pela exposição “Blooks -Tribos & Letras na Rede“, em cartaz no Rio de Janeiro. 

A “literatura sem papel” como classifica a professora é igualmente culta à do papel, não se aproximando da linguagem do e-mail, como muitos podem pensar. 

O nome da exposição – Blooks – é uma junção de blogs e books (livros) e reuniu mais de 100 poemas e 100 prosas. Ao contrário do que pensa muita gente, a conceituada professora afirma que há muito conteúdo de qualidade na rede.  

Quando questionada se a internet vai “matar” a literatura, Heloisa é categórica: “Há bibliotecas movimentadas no metrô, na Central do Brasil. A leitura está se tornando uma cultura. E o mercado editorial aumentou. Você entra numa livraria e não sabe que capa comprar, de tão lindas que são. É como quando se inventou a fotografia: a pintura liberou geral, não precisou mais retratar. Acho que o livro ganhou uma autonomia de vôo”, opina.  

Na minha visão, ainda que não seja considerada literatura, os textos da web recriaram a cultura do texto escrito e trouxeram novos padrões de conteúdo que podem estar em áudio, texto, vídeo ou tudo isso junto. A beleza da internet é justamente essa: a miscelânea possível. 

Quanto à literatura e à web, fico feliz que sejam objeto de estudo da universidade. 

Veja mais na web

Mostra avalia literatura produzida na internet (fonte Folha de S.Paulo – para cadastrados)

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Por que a mídia impressa insiste em ignorar a web?

13 Setembro, 2007

Nos últimos dias, vários meios de comunicação noticiaram o fechamento da revista Business 2.0. Assim como esta, outras revistas especializadas em tecnologia e na internet em particular, como a Industry Standard, a Upside e a Red Herring (que ainda existe mas teve que ser reformulada) também estão encerrando suas operações.  

O motivo alegado por todas é que o ganha-pão para que existissem, ou seja, a venda de publicidade diminuiu, pois os anunciantes estão preferindo os sites de internet. Afirmam ainda que os consumidores parecem passar cada vez mais tempo nesta última mídia. 

A meu ver, é um grande paradoxo que essas revistas dependam tanto da publicidade impressa! São revistas que tratam de temas ligados á tecnologia e à internet…Não poderiam ter aproveitado o casamento entre impresso e online para se sustentar?  

Creio que a grande questão é que souberam entender a transição pela qual o mundo publicitário passa. 

Não acredito que esteja havendo a migração completa das verbas do impresso para o online, mas uma distribuição diferente do bolo publicitário. O que a mídia tradicional tem que entender é que para sobreviver e continuar atrativa, a aposta passa por uma estratégia multicanal. 

Abaixo, selecionei dois artigos que tentam justificar o fim destas publicações.  

Veja mais na web 

Business 2.0 Magazine Shutting Down (fonte Wired) 

Bye-Bye, Business 2.0 (fonte Forbes.com)

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