Tendência da publicidade online

31 Agosto, 2007

Os anúncios inteligentes, do inglês SmartAds, vem chamando a atenção dos grandes portais que, por sua vez, vem lançando a ferramenta para atrair blogueiros e donos de páginas na web. 

Tais ferramentas permitem oferecer aos usuários preferências e necessidades de acordo com o perfil. Para os blogs, sites pessoais e afins é uma ferramenta de mão cheia para oferecer itens de acordo com o perfil da audiência e assim, capitalizar mais. 

Os anúncios inteligentes já existem no MercadoLivre há tempos. Usamos como ferramenta para que os afiliados do site consigam oferecer aos seus públicos ofertas em conformidade com suas preferências. 

Um outro ponto interessante deste tipo de anúncio é que pode ter várias facetas. A ferramenta pode ser implementada no formato de banner, link de texto, lista, galeria de produtos e as cores podem ser selecionadas de acordo com o site que irá hospedá-lo. A vantagem é a possibilidade de aumento dos lucros, proporcionando a cada internauta, de maneira inteligente, as ofertas que está procurando. 

Os anúncios baseados no comportamento do usuário são uma das características da próxima geração da rede, a web semântica, cujos conceitos já exploramos aqui em oportunidade anterior.

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A polêmica dos virais

30 Agosto, 2007

Há quem diga que a comunicação viral, que se dissemina pela rede espontaneamente ou estimulada por iniciativas de marketing é uma publicidade disfarçada e, portanto, eticamente condenável. 

Se analisarmos sob os preceitos do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, todo anúncio que não é claramente identificado ou que tenha mensagens subliminares é questionável e passível de ser retirado do ar. 

Porém, na internet, os vídeos e mensagens virais são uma característica propiciada pela essência da rede. Faz-se necessário, então, a criação de regras específicas para a web, que difere dos outros meios quando o assunto é propaganda digital. 

Um ponto que me vêem à tona ao lembrar dos virais são os teasers na publicidade tradicional: eles não trazem claramente o anunciante, têm o objetivo de chamar a atenção e de serem comentados. E neste caso? São anti-éticos também? 

Enfim, o assunto é polêmico e ainda está longe de ter um desfecho, mas resumo meu posicionamento da seguinte forma: nada supera um bom produto. O consumidor não é bobo. Ele até pode se deixar levar inicialmente por uma mensagem atraente, mas não será enganado a ponto de consumir o que não tem valor em si.  

Além disso, a comunicação na internet vem se ajustando e criando uma personalidade e identidade próprias. Mas, para avaliarmos as maçãs, não podemos usar regras válidas para as bananas, certo?  

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Viral pode ser ético?  

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Cultura de fácil acesso

29 Agosto, 2007

O “Portal Domínio Público“, de responsabilidade do Ministério da Educação, oferece aos usuários da internet uma biblioteca virtual que congrega inúmeras obras e textos dos mais diversos temas, músicas, além de textos da literatura brasileira e obras de grandes artistas. 

O portal tem como objetivo promover o amplo acesso a textos, sons, imagens e vídeos de domínio público e que tenham a divulgação autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.  

Os idealizadores do portal também afirmam que ao oferecer informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, proporcionam o aprendizado, a inovação e a cooperação entre produtores e consumidores de conteúdo, ao mesmo tempo em que discutem a questão da legislação ligada aos direitos autorais por conta das novas tecnologias e do acesso ampliado que permitem. 

A internet neste caso é um vetor dinamizador e amplificador do conhecimento, agindo em prol da educação e da disseminação da cultura. 

Para conhecer o portal, acesse: http://www.portaldominiopublico.gov.br.

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Classificação indicativa…na internet!

28 Agosto, 2007

Um projeto de lei que obriga os responsáveis por sites provedores de informações na internet a fornecer classificação indicativa do conteúdo veiculado causou certa polêmica nos últimos tempos. 

A classificação indicativa já está incorporada aos programas de TV, porém, acredito ser uma forma de censura aplicada a ambos os meios. 

Além da censura referente à classificação, o projeto, a meu ver algo que retrocede os avanços de qualidade que temos em ambas as mídias – TV e Internet, tenta repassar aos provedores de acesso a responsabilidade do controle de acesso a material inadequado a crianças e adolescentes. Alguém já ouviu falar em pais e mães? 

Quem define o que é bom ou ruim para os filhos são os pais! 

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Sites de informação podem ganhar classificação por idade (fonte AdNews) 

Sites de informação na internet podem ganhar classificação por idade (fonte IDGNow)


Um software que desmascara tentativas de falsos verbetes na Wikipedia

27 Agosto, 2007

Mais uma vez o conteúdo colaborativo e de acesso coletivo da Wikipedia sofre com falseamentos e críticas. 

Um site de um estudante de tecnologia norte-americano acabou por desvendar as técnicas utilizadas por grandes corporações para melhorar suas imagens públicas em verbetes da Wikipedia. 

O WikiScanner, desenvolvido pelo estudante Virgil Griffith, evidencia as mudanças feitas nos verbetes por meio de um sistema de rastreamento dos IPs de onde vieram os posts.  

O autor do programa afirma que criou o site para “piorar as relações públicas de companhias e organizações de que eu não gosto”. Para conferir os casos que o estudante já escancarou para o mundo, acesse a matéria do Estadao.com.br, clique aqui. 

Dois pontos me vêem à cabeça ao conhecer esse site:1)     As empresas não têm direito de participar da Wikipedia? Têm! Mas, não podem falsear um fato ou se auto-promover a ponto de interferir no rumo dos acontecimentos;2)     A segunda questão diz respeito ao conteúdo colaborativo, que é muito bom, mas que levanta a questão “quem vai ser o juiz” de tudo isso? 

Respostas são bem-vindas! ;-)   

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Estudante flagra CIA, Vaticano e Wal-Mart por trás da Wikipedia (fonte Estadão.com.br) 


Brasileiros incorporam blogs em seu cotidiano

24 Agosto, 2007

A pesquisa sobre Social Media divulgada pela Intel apontou que dos 170 milhões de blogueiros do mundo, 5,9 milhões são brasileiros e a quinta colocação no ranking global de leitores de blogs, com 10% a mais que a média mundial. 

É possível destacar que embora sejamos a quinta nação em leitura de blogs, nossa penetração ainda é baixa. Portanto, o potencial deste número crescer é muito grande. 

Em termos de quantidade de blogueiros, o Brasil também se destaca, ocupando a terceira posição, com quase 6 milhões.  

Além disso, somos o terceiro país no mundo que mais assiste vídeos na web, o segundo que mais carrega conteúdo multimídia na internet, estamos entre os quatro primeiros no upload de fotos e somos o terceiro colocado no ranking mundial em download de podcasts. 

A pesquisa ainda destacou que o Brasil continua com o maior número de usuários de redes sociais. Daí a aceitação do Orkut, YouTube, Second Life que temos por aqui. Também estamos entre os primeiros no ranking dos comunicadores instantâneos. 

Com todos estes resultados, é fácil de comprovar a flexibilidade do brasileiro, sua aceitação pelas ferramentas web e seu poder de rápida incorporação da tecnologia. 

Em relação aos blogs, notamos que os brasileiros, tanto usuários comuns como a mídia, adotaram o formato e o incorporaram ao dia-a-dia como alternativa de fonte de informação. Os blogs aqui, inclusive, pautam a grande imprensa, dão furos de notícia e um show de variedade e diversidade quando o tema é conteúdo. 

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Brasil é o quinto no mundo em leitores de blog, diz pesquisa (fonte IDGNow) 


Conteúdos roubando a cena?

23 Agosto, 2007

Um estudo realizado pela Nielsen/NetRatings e divulgado pela Associação de Publishers Online analisou durante quatro anos usuários da internet e concluiu que os internautas passam metade de seu tempo online vendo notícias ou conteúdos de entretenimento. 

Os vídeos online e as notícias responderam por um aumento de 37% no tempo gasto, superando as atividades como o envio de e-mails e as compras. 

O estudo aponta a variedade, a quantidade de conteúdo e as velocidades mais rápidas de conexão como as responsáveis pelo aumento do tempo gasto na web. 

Porém, apesar de comemorar o aumento do tempo gasto, vejo como intrigante a “migração” da navegação. Explico: temos visto cada vez mais a integração entre diferentes atividades online. Comprar, ler notícias ou ver vídeos podem e devem estar intimamente ligados. Os sites que souberem entender tal integração vão aproveitar da melhor conectividade que velocidades mais rápidas proporcionam. Menos tempo em sites de comércio não quer dizer menos compras – isso está evidente pelo crescimento das vendas de sites de comércio eletrônico. Menos tempo em compras significa: mais sofisticação do comportamento do consumidor, mais facilidade de navegação e usabilidade dos sites de e-commerce e mais rapidez para concluir transações online.  

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Usuários preferem conteúdo e entretenimento, diz pesquisa 


As intenções de compra

22 Agosto, 2007

Pesquisa do PROVAR - Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligado à Universidade de S.Paulo, levantou a intenção de compra para o meses de julho, agosto e setembro de 2007. 

O estudo aponta que 57,2% dos consumidores pretendem comprar produtos no trimestre (3º tri). O objetivo é identificar as expectativas de consumo dos 500 entrevistados da cidade de São Paulo nos segmentos do varejo: automóveis, autopeças, casa, mesa e banho, eletroeletrônicos, foto e ótica, informática, linha branca, material de construção, móveis e telefonia e celulares. 

Embora a intenção de compra não esteja ligada ao varejo físico ou on-line, vale lembrar que o ranking obtido pelo Provar se assemelha às categorias que mais vem crescendo no comércio virtual. As primeiras colocações – móveis, informática, eletrodomésticos, celulares e eletroeletrônicos – são há tempos as vedetes do e-commerce, muito embora tenham sentido o crescimento de outras categorias como roupas, acessórios para veículos e até mesmo música digital. 

Abaixo, confira o ranking do estudo Expectativas de Consumo:1º - Móveis2º - Informática3º - Linha branca4º - Telefonia celular5º - Eletroeletrônicos6º - Cama, mesa e banho7º - Material de construção8º - Foto e ótica9º - Automóveis10º - Autopeças 

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Produtos de informática estão em 2º no ranking de intenção de compra, aponta pesquisa (fonte WNews) 


Web 2.0: um fenômeno revisitado

21 Agosto, 2007

Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o criador do conceito de inteligência coletiva, Pierre Levy, acredita que a web 2.0 é um fenômeno revisitado apenas. Desde a sua concepção, a idéia da internet para ele já incluía a participação, inserção e colaboração de conteúdos de forma colaborativa. 

Outro ponto que me chamou a atenção na entrevista do professor de Ottawa (Canadá) é que o conceito de web 2.0 apenas evidencia que mais pessoas estão se apropriando da tecnologia da internet, fazendo com que ela caminhe para uma mídia de massa. O que antes estava restrito a técnicos e acadêmicos, hoje está ao alcance do povo. 

Levy também comenta a importância das redes sociais de relacionamento e acredita que o sucesso delas aqui no Brasil esteja ligado ao capital social utilizado nelas. Levy também aponta o excesso de visibilidade dado ao Second Life pela mídia e a pouca atenção dada aos jogos on-line, os quais ele acredita que haverá maior evolução no processo colaborativo. 

Ao tocar neste tema da colaboração coletiva, o professor cita que a criação de programas de código aberto, o desenvolvimento da memória coletiva por meio da popularização de obras (na arte, na ciência, na cultura) e os jogos on-line têm grande potencial de desenvolvimento, uma vez que fazem uso da inteligência individual em conjunção com a coletiva. 

E para ampliar a rede e seus conteúdos, Pierre Levy coordena um projeto denominado IEML (Information Economy Meta Language) que criará uma nova linguagem que, por sua vez, permitirá indexações na internet e um acesso maior ao conteúdo existente na internet, porém, não será uma linguagem que o usuário comum vai usar “de cara”. 

O pensamento de Pierre Levy faz muito sentido se analisarmos que a internet nasceu para integrar, conectar e reunir. E esses verbos só são postos em prática com colaboração, participação e interação dos usuários que estão na rede. Além disso, promover o acesso democrático à web e dinamizar seus conteúdos são os desafios imediatos de quem opera na rede. 

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Web 2.0 não é inovação, diz Pierre Lévy (Folha de S.Paulo – só para cadastrados) 


Novas perspectivas para o modelo jornalístico

20 Agosto, 2007

Um projeto para comentar as matérias jornalísticas está gerando certa polêmica entre os estudiosos de mídia. O Google News tem o objetivo de fazer com que os entrevistados em matérias jornalísticas, quando devidamente identificados, publiquem comentários sobre a reportagem. 

Os jornalistas e editores responsáveis por aquele conteúdo também podem fazê-lo. O intuito do projeto é somar perspectivas e visões sobre aquela determinada notícia. 

Alguns estudiosos questionaram, por sua vez, se o papel de ombudsman cabe ao Google. Por outro lado, Dan Gillmor, um dos expoentes do jornalismo cidadão, afirma que a iniciativa é de grande valia e que as próprias empresas de mídia já deveriam tê-lo feito. 

A oportunidade deste projeto é oferecer a visão do entrevistado com maior profundidade aos leitores. O que me questiono, no entanto, é se, neste emaranhado de notícias e informações que estamos embrenhados no dia-a-dia, teremos tempo de ler a notícia e seus diversos pontos-de-vista…  

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Google testa comentarios de entrevistados nas materias em q sao citados