Barba, cabelo e bigode no mundo virtual

17 Julho, 2007

A sensação de estar realmente sentado em uma barbearia é impressionante ao ouvirmos (com fone de ouvido, não valem caixinhas de som) a gravação virtual barbershop (barbearia virtual, em português). 

Ouvi a gravação que simula a ação de um barbeiro que corta, passa a máquina e ainda coloca touca no blog do Gustavo Moura. A técnica, conhecida por binaural recording, utiliza pequenos microfones na altura dos ouvidos e simula um ambiente real.  

Vale a experiência pela qualidade da gravação e pelas surpresas que proporciona. 

O interessante desta ação prova que a internet tem condições de oferecer experiências cada vez mais reais ligadas à visão e à audição. Certa vez comentei aqui sobre a venda de roupas pela web e como o quesito “provar a vestimenta” iria melhorar com o tempo, à medida que os recursos gráficos evoluíssem. O barbershop é uma prova de evolução dos recursos disponíveis na web. 

Para ouvir, coloque os fones de ouvido, aperte o play e divirta-se. Clique aqui.


A ascensão da música digital

16 Julho, 2007

De acordo com dados da Nielsen SoundScan, as vendas de CDs caíram 19% nos primeiros seis meses de 2007 nos EUA, ao passo que os downloads legais de faixas musicais pela web cresceram 60% no mesmo período.  

Foram vendidos 205 milhões de CDs contra apenas 23 milhões de álbuns digitais, isto é, quase 10 vezes menos. Porém, o que está em jogo são os dados do parágrafo anterior. Em outras palavras, a mudança de paradigma: a queda nas vendas de CDs físicos e o crescimento dos álbuns digitais. 

Há uma facilidade maior em se adquirir apenas aquelas músicas que convém ao gosto do consumidor do que comprar um CD inteiro.  

Outro dado que vale a pena ser comentado: se encararmos como uma mudança de canal de vendas, a indústria da música tem apenas de focar esforços no estímulo à compra de música pela rede. Ou ainda: os CDs físicos para continuar a existirem, devem ter preços mais competitivos com a realidade da música digital. 

A queda da venda no varejo tradicional e a ascensão da música digital só comprovam o que já comentamos há tempos: está havendo uma troca de canais de compra na indústria da música. Ninguém duvida que o canal web tende a crescer, mas ainda não está na hora de prever a morte do canal físico.  

Tal realidade se aplica aos bens digitais (ou digitalizáveis) em geral. A internet é o meio mais eficiente de distribuição, mas o meio físico tem seu espaço.  

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Vendas de música pela internet já abocanham 10% do total


Condolências virtuais

13 Julho, 2007

A cidade paulista de São José dos Campos, conhecida por ser um importante pólo do Vale do Paraíba, inovou na forma de velar seus cidadãos. 

A Urbanizadora Municipal de São José dos Campos (Urbam), que responde pelos serviços funerários da cidade, resolveu incluir o velório virtual em portifólio. 

Além de acompanhar a cerimônia pela internet, os conhecidos que não puderem comparecer presencialmente, podem também enviar condolências por e-mail. 

Segundo os idealizadores do serviço, a novidade visa atingir pessoas distantes que não podem participar do velório. Os interessados vão acompanhar a cerimônia ao vivo, por quatro câmeras instaladas nas quatro salas de velório, por meio do site da Urbam.  

Iniciativa, no mínimo, curiosa essa… 

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São José dos Campos inaugura velório virtual gratuito


O Digg do futebol

12 Julho, 2007

Assim como site norte-americano Digg que se vale da votação da comunidade para dar destaque aos seus conteúdos, o Futebar, site brasileiro direcionado para conteúdos ligados ao futebol, usa a mesma lógica. Isto é, os usuários da comunidade postam conteúdo e os demais votam, comentam e ajudam o texto a ganhar destaque ou não. 

Os conteúdos podem ser da mídia especializada ou artigos dos próprios usuários. O Futebar se vale do software livre Pligg. 

Para participar, basta aderir à comunidade e começar a postar. Para ganhar destaque, o texto precisa de um número mínimo de votos. 

Nos últimos tempos, tenho comentado sobre as particularidades da web, sobre as possibilidades e especificidades que ela permite. 

Este é mais um exemplo do poder de segmentação da internet. O usuário pode participar de ‘n’ locais que tenha interesse e afinidade, com qualidade, uma vez que a especialização dos conteúdos é notável e visível. 

Já falamos de comida pela web, música, futebol…o céu é o limite! 


Um buscador que economiza energia

11 Julho, 2007

O buscador Blackle economiza energia por ser predominantemente preto. Segundo os inventores, um monitor requer mais energia para o branco/luz do que para o preto/escuro. 

Se o site quase que inteiramente branco como o Google fosse preto, economizaria cerca de 750 Megawatts-hora por ano, de acordo com o americano Mark Ontkush, em seu blog. Em termos de comparação, um aparelho de ar condicionado, um dos grandes consumidores de energia, gasta, em média, 1 Megawatt-hora por ano. 

Outro dado que serve de parâmetro é o consumo requerido por uma tela branca e uma tela preta. Enquanto a primeira usa cerca de 74 watts, a segunda consome 59. Ou seja: realmente, há mais economia com cores escuras. 

Além disso, o Blackle chama a atenção para uma outra questão: a consciência com relação ao uso de monitores e computadores é ainda algo pouco explorado de forma coletiva.   

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Google de preto para salvar o mundo


Amantes e colecionadores de antiguidades e raridades têm comunidade de relacionamento na internet

10 Julho, 2007

O que antes ficava restrito a eventos, feiras e correspondências, hoje pode ser encontrado na internet. A máxima acima vale, principalmente, para vendedores e compradores de obras de arte, antiguidades, raridades, coleções. 

Até uma espécie de orkut, isto é, uma comunidade de relacionamento específica para colecionadores, foi criada. A iTaggit reúne usuários com este perfil e os agrupa em sub-comunidades, de acordo com seus interesses específicos. 

Trata-se de mais um exemplo de site mantido por usuários com perfis ou interesses afins. A segmentação permitida pela internet é que propicia estes encontros e oferece espaço para que particularidades assim tenham vez e voz.  

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iTaggit é um orkut para colecionadores  

Iniciativas colaborativas chegam à cozinha


Internet: terceira mídia mais procurada no Brasil

6 Julho, 2007

Segundo o instituto Sensus, em pesquisa recentemente divulgada, a internet é a terceira mídia mais procurada no Brasil. 

A pesquisa entrevistou 2000 pessoas em todas as regiões do Brasil e mostrou que 9,4 dos respondentes preferem veículos digitais aos jornais (5,4%) e às revistas (0,9%).  

No entanto, as iniciativas que mais crescem na web são aquelas ligadas à colaboração e participação do usuário. Ou seja, aquelas relacionadas à web 2.0, o que, em linhas gerais, exclui formatos catalográficos e estáticos. 

Os resultados da pesquisa também influem em um outro campo: o da publicidade. Pode ser que com dados deste tipo, os anunciantes vejam a web como um meio a se investir, já que apenas uma pequena parte do bolo vai para a rede. 

Enfim, o desafio é saber que formatos terão êxito daqui pra frente. Que a web é um meio que veio para ficar já sabemos. Resta-nos agora inovar sempre e nos adaptarmos ao gosto do usuário. Só assim conseguiremos atingi-lo com relevância e propriedade.  

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Brasileiros consultam mais internet do que jornais


Iniciativas colaborativas chegam à cozinha

5 Julho, 2007

 A web 2.0 é realmente um fenômeno permanente. Em uma das visitas neste blog, um dos responsáveis pelo www.omeucardapio.com.br, nos apresentou este site que funciona de forma colaborativa. É uma comunidade voltada para quem aprecia restaurantes, boa comida e troca conhecimentos e experiências de maneira totalmente interativa. 

Os usuários que se cadastram podem montar cardápios e convidar amigos para que façam o mesmo, sugerir receitas, indicar lugares, além de compartilhar com os demais registrados no site suas opiniões e recomendações. 

O site ainda conta com um blog e links com recomendações de lugares para se freqüentar e indicações. 

A iniciativa apenas evidencia que a web 2.0 é válida para qualquer tema, assunto, comunidade ou especificidade que esteja na web. 


Obrigado…

4 Julho, 2007

Mahalo, além de ser um buscador diferente, é uma palavra havaiana que significa ‘obrigado’.

Mas, o que diferencia o Mahalo do gigante das buscas “Google”? O Mahalo é um mecanismo de busca com interferência humana, isto é, usa os “guias” humanos como selecionadores. Isso permite uma busca refinada, livre de spam ou de phishing.

O papel dos guias é navegar e buscar, filtrando os resultados e oferecendo um resultado final mais limpo aos internautas.

Assim que o termo é lapidado pelos guias, vai para o site e, caso você não encontre o termo, basta solicitar ao site. O mesmo vale se quiser sugerir novos links a serem incluídos.

Segundo os próprios idealizadores do site, a pesquisa acaba por se tornar mais confiável.

O site está na versão Alpha, já concentra 4 mil buscas e pretende finalizar 2007 com mais de 10 mil.

O site tem por trás a News Corp. e a Sequóia Capital, o que evidencia a importância do serviço, uma vez que tem peixe grande na jogada.

Apesar disso, não acredito que o internauta comum vá fazer uso desse tipo de serviço, uma vez que já se satisfaz com os tradicionais e consagrados buscadores.

Acredito que o mecanismo seja melhor aproveitado para aqueles que necessitam de resultados mais específicos e livres de propaganda, spams, etc, como jornalistas, estudantes, pesquisadores acadêmicos.

Conforme havia comentado em post anterior – Busca social ou social search – o “pulo do gato” de iniciativas como essa é oferecer um processo mais assertivo e relevante para o internauta que realizou a busca. 

Veja mais na web

Mahalo: inovando ou na contra-mão?

Busca Social ou Social Search


Alugue por download

3 Julho, 2007

Os internautas brasileiros acabam de ganhar uma locadora digital – a Eonde. Mas, não se trata de uma locadora convencional e sim, de um aluguel ou compra por download. 

Todos os downloads são protegidos com o DRM da Microsoft, que dá direito a uma cópia de backup em mídia, mas que funciona apenas na máquina onde foi baixada.

Ao baixar o filme, o usuário recebe um código que libera o acesso ao arquivo. Caso ele tenha alugado, a senha expira depois de um tempo determinado.  

A idéia elimina do processo o ato de pegar e devolver os famosos DVDs de filmes, de jogos ou de shows e transforma a web numa verdadeira plataforma de negócios para a vida moderna. Será que as locadoras encontraram seu fim? Acredito que não, mas há uma tendência evidente que migrar serviços do mundo tradicional para o digital com fins de agilidade e comodidade. 

Ah…claro: não preciso nem dizer que para suportar um modelo como esse temos que estar no mundo da alta velocidade na web, ok?

 Veja mais na web 

Site brasileiro aluga download de filmes 

Música digital: definitivamente o futuro da indústria fonográfica