É pensando assim que 88% dos participantes de uma pesquisa feita pela revista PR Week vêem as mídias geradas pelos usuários.
A pesquisa foi feita pela publicação norte-americana com 279 graduados executivos de marketing americanos.
O que me chama a atenção nesta pesquisa divulgada na coluna do Luiz Marinho, no site BlueBus, é que o desafio proposto pela internet ainda não foi assimilado pela maioria dos profissionais de marketing. Como o Marinho diz, a maioria é conservadora e a internet impõe a necessidade de aprender conceitos novos.
A pesquisa ainda apontou que a principal estratégia dos marqueteiros americanos em relação às novas mídias estão restritas à construção de um site, item básico na websfera.
O comportamento americano, no entanto, pode ser explicado pela cultura rígida de controle que as empresas do Tio Sam têm. Muitos desses executivos pesquisados acreditam que a opinião do consumidor muitas vezes atrapalha na definição das estratégias de comunicação das corporações.
Mesmo assim, e ainda bem, várias empresas têm apostado no YouTube, na colaboração de seus clientes, dão ouvidos a que dizem sobre elas nos blogs, nas comunidades de relacionamento e afins.
Tudo isso porque a internet é segmentada e fragmentada. Há inúmeras possibilidades de ações que podem ser feitas só na web.
A segmentação pode ser entendida como a diversidade de blogs, sites e ferramentas com temas e audiências dirigidas.
Já a fragmentação pode ser explicada como a variedade e a quantidade de opções disponíveis em cada meio de comunicação. Um post no blog Coxa Creme bem resume isso: “a TV tem mais canais, o rádio mais estações, temos mais revistas e mais jornais. E aí entra a Internet e eleva essa história de fragmentação a décima potência”.
Os que realmente apostam na web, não se resumem aos grandes portais ou aos gigantes da busca. Um outro exemplo do CoxaCreme vem da agência interativa Avenue A/Razorfish que chega a comprar mídia em mais de 860 sites diferentes em um período de um ano, o que representa algo bem mais significativo que o comum.
E o investimento mais dirigido pode ser mais oneroso em termos de CPM (custo por mil impressões), mas também é mais relevante, gera mais impacto. Exemplo: uma vendedora de bolsas artesanais pode investir em mídia contemplando blogs e comunidades de mulheres com o perfil do produto.
Em suma tiram-se duas conclusões: não há como ignorar o conteúdo gerado pelo consumidor e, a partir do momento em que ele começa a influenciar uma rede de outros internautas com perfil semelhante, pode até interessar aos anunciantes que pretendem atingir aquele target.
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Consumidor em 1o lugar é conversa mole pra boi dormir…