Disputa no celular

31 Julho, 2007

Estudo da consultoria eMarketer confirma que a próxima disputa entre os líderes das buscas ocorrerá no universo móvel. 

O eMarketer ainda acredita que quem organizar e controlar o segmento da internet móvel vai ajudar a definir que dispositivo será mais importante para os consumidores. 

Dados desta mesma pesquisa estimam que em 2011, as pesquisas em aparelhos móveis movimentarão cerca de US$ 715 milhões, algo próximo de 15% do total de mercado de anúncios móveis. 

O que já temos visto nesse ambiente é uma integração com as ferramentas da web. Já noticiamos aqui sobre a produção de vídeos para celular encabeçada pela operadora Claro. Também comentamos sobre uma comunidade que permite que qualquer usuário crie, divulgue, compre e venda ringtones, crazytones, wallpapers e vídeos para celular. Essas são apenas algumas das muitas iniciativas que estão tomando corpo no universo móvel. 

Em função da mobilidade que os aparelhos permitem e da crescente facilidade de acesso à web, o mundo móvel já não pode ser ignorado ou negligenciado pelas marcas. Além disso, não há padrão para esse ambiente. Ganha quem conseguir catalogar essa diversidade e oferecer ao usuário um serviço facilitado e atraente. 

Além disso, acredito que a disputa deverá se estender também para a TV no celular. Ainda restritas a downloads de videoclipes ou programas específicos para o aparelho móvel, a TV no celular deve participar desta briga concretizando de vez a tal sonhada convergência digital. 

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Próxima batalha dos gigantes da Internet está nas pesquisas móveis, diz eMarketer 

Colaboração e mídia gerada pelo consumidor chegam ao celular 

Complemente sua renda com vídeos pelo celular 

Depois do computador, TV começa a chegar ao celular (só para cadastrados)


Brasil: campeão em número de internautas com baixa penetração total

30 Julho, 2007

Segundo dados da comScore, o Brasil tem o maior número de usuários de internet na América Latina, mas é o quinto colocado em penetração junto à população total (11%), atrás de Chile (45%), Porto Rico (26%), Argentina (24%) e México (14%). 

A pesquisa atestou o número de 15,8 milhões de internautas brasileiros frente a uma população de mais de 141 milhões de pessoas (sic). A média de penetração da América Latina como um todo é de 13%. 

Nestes resultados, a consultoria não incluiu o tráfego gerado com internet cafés e internet em dispositivos móveis, além de apenas considerar o acesso de usuários acima de 15 anos, que estejam em casa, no local de trabalho e nas escolas. Talvez se incluíssemos os jovens e crianças abaixo desta faixa etária, altamente plugados e íntimos das ferramentas web, cresceríamos ligeiramente este número. 

Entre os endereços preferidos dos latino-americanos, estão Google, sites da Microsoft, UOL, Yahoo!, Terra, MercadoLivre, Ares Galaxy, Fox e France Telecom. 

O diferente desta pesquisa inédita feita pela comScore é a metodologia de medição. Cada consultoria de internet faz uso de uma metodologia diferente, o que acaba por gerar disparidade entre os números apresentados por cada uma delas. Ainda assim e apesar da falta de uniformidade nos parâmetros, é imprescindível que tenhamos métricas para o setor. São índices para a venda de publicidade e para investidores interessados no setor. 

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Estudo da comScore mostra que o Brasil tem 15,8 milhões de internautas (fonte PCWorld) 

comScore publishes first review of Latin American Internet usage (fonte comScore)


Page views é coisa do passado?

27 Julho, 2007

A Nielsen/NetRatings, responsável pela mensuração da audiência das páginas da internet, resolveu alterar a forma como avalia e compara os sites da web. 

Ao invés de page views (quantidade de acessos), a empresa vai se valer do tempo despendido por seus usuários como métrica primária. 

A mudança se deve ao aumento constante no uso da tecnologia Ajax e streaming de áudio e vídeo. A primeira – Ajax – permite que um site reproduza um conteúdo inédito sem ter que ler uma página inteira novamente. No segundo caso, temos a característica de mais tempo dentro destes sites, mas não necessariamente de muitos pageviews. Como exemplo, podemos citar qualquer site de compartilhamento de vídeos que tem uma alta minutagem de permanência de seus usuários, mas não necessariamente um elevado número de acessos. 

Os page views também são importantes, mas, como o usuário passa a ter um comportamento mais sofisticado e, portanto, navega por mais tempo dentro de determinados ambientes, faz-se necessária a complementação de outra métrica. 

A bola da vez – ou seja, o conteúdo – é o ator principal deste enredo e, portanto, as métricas também acompanham a relevância dele para o internauta. 

A mudança da métrica afeta também aqueles que anunciam na web. Os anunciantes podem escolher em que sites ou áreas do site é mais relevante anunciar, baseando-se no tempo em que seu público-alvo passa ali. 

Por se tratar de algo novo, ainda não podemos ter resultados conclusivos sobre a nova forma, mas, vamos acompanhando o desdobramento deste tipo de mensuração.  

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Consultoria muda métrica online de número de páginas para tempo de visita 


Utilizava a internet para arrebanhar seguidores e foi preso

26 Julho, 2007

Notícia de 12/07 da publicação The Economist conta que o mais famoso “propagandista-web” da Al-Qaeda foi preso ainda que a internet tenha se mostrado sua melhor amiga. 

A reportagem conta boa parte das ações gerenciadas pelo terrorista via web. Entre as muitas vantagens do cyber-terrorista, estavam o poder de difusão conseguido via web e a capacidade viral de disseminação de idéias. 

Já falamos antes aqui que a internet pode servir tanto a bons quanto a maus propósitos. Não é de se surpreender que mesmo organizações criminosas se valham das ferramentas disponíveis para articular suas ações e arregimentar membros. 

No entanto, essa capacidade de promover o terrorismo tem assustado as autoridades. Segundo a matéria, a internet é o último e único território sem governo. Isso sem mencionar que o processo de distribuição de conteúdos se tornou mais ágil, mais amplo e mais anônimo na era da internet, o que facilita os ataques-surpresa e torna mais difícil o trabalho de identificação dos envolvidos. 

A facilidade e o baixo custo de se ter comunicação escrita e áudio-visual permitiu não só que os cidadãos se tornassem senhores de seus conteúdos, como também presenteou os terroristas com uma importante ferramenta de exposição e divulgação de seus ideais e atividades.  

Apesar de removidos sempre que identificados, os sites ligados a grupos extremistas reaparecem insistentemente. Ainda que um importante cyber-terrorista tenha sido preso, o trabalho não pára por aí. 

Há algumas soluções para o problema. Sempre que qualquer usuário entender que existe um conteúdo prejudicial, deve realizar uma denúncia às autoridades competentes ou ao provedor. Dessa maneira, o provedor pode encaminhar às entidades responsáveis que podem julgá-lo e optar pela manutenção ou remoção daquela página no ar. 

Outra necessidade é a capacitação das autoridades em termos de tecnologia e conhecimento no combate ao terrorismo virtual. A maioria dos países ainda se encontra incipiente neste campo. 

Além disso, é preciso desenvolver uma inteligência contra a espionagem de forma a monitorar e agir com propriedade sobre esse problema.  

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Al-Qaeda’s most famous web propagandist is jailed, but the internet remains its best friend


Que conteúdo gerado pelo consumidor, que nada…

25 Julho, 2007

É pensando assim que 88% dos participantes de uma pesquisa feita pela revista PR Week vêem as mídias geradas pelos usuários. 

A pesquisa foi feita pela publicação norte-americana com 279 graduados executivos de marketing americanos. 

O que me chama a atenção nesta pesquisa divulgada na coluna do Luiz Marinho, no site BlueBus, é que o desafio proposto pela internet ainda não foi assimilado pela maioria dos profissionais de marketing. Como o Marinho diz, a maioria é conservadora e a internet impõe a necessidade de aprender conceitos novos. 

A pesquisa ainda apontou que a principal estratégia dos marqueteiros americanos em relação às novas mídias estão restritas à construção de um site, item básico na websfera. 

O comportamento americano, no entanto, pode ser explicado pela cultura rígida de controle que as empresas do Tio Sam têm. Muitos desses executivos pesquisados acreditam que a opinião do consumidor muitas vezes atrapalha na definição das estratégias de comunicação das corporações. 

Mesmo assim, e ainda bem, várias empresas têm apostado no YouTube, na colaboração de seus clientes, dão ouvidos a que dizem sobre elas nos blogs, nas comunidades de relacionamento e afins. 

Tudo isso porque a internet é segmentada e fragmentada. Há inúmeras possibilidades de ações que podem ser feitas só na web. 

A segmentação pode ser entendida como a diversidade de blogs, sites e ferramentas com temas e audiências dirigidas. 

Já a fragmentação pode ser explicada como a variedade e a quantidade de opções disponíveis em cada meio de comunicação. Um post no blog Coxa Creme bem resume isso: “a TV tem mais canais, o rádio mais estações, temos mais revistas e mais jornais. E aí entra a Internet e eleva essa história de fragmentação a décima potência”. 

Os que realmente apostam na web, não se resumem aos grandes portais ou aos gigantes da busca. Um outro exemplo do CoxaCreme vem da agência interativa Avenue A/Razorfish que chega a comprar mídia em mais de 860 sites diferentes em um período de um ano, o que representa algo bem mais significativo que o comum. 

E o investimento mais dirigido pode ser mais oneroso em termos de CPM (custo por mil impressões), mas também é mais relevante, gera mais impacto. Exemplo: uma vendedora de bolsas artesanais pode investir em mídia contemplando blogs e comunidades de mulheres com o perfil do produto. 

Em suma tiram-se duas conclusões: não há como ignorar o conteúdo gerado pelo consumidor e, a partir do momento em que ele começa a influenciar uma rede de outros internautas com perfil semelhante, pode até interessar aos anunciantes que pretendem atingir aquele target. 

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Consumidor em 1o lugar é conversa mole pra boi dormir… 

Mídia fragmentada


Número de sites cresce vertiginosamente

24 Julho, 2007

Se tirássemos uma fotografia da web atual, teríamos 125 milhões de sites, segundo pesquisa feita pela Netcraft. 

No ano de 2006, a web teve uma adição de 30,9 milhões de novos sites. Só no primeiro semestre de 2007, já foram 20,4 milhões. 

Muito desse crescimento se explica pelos conteúdos gerados pelos usuários. A cada dia fica mais fácil ter um blog, uma página pessoal, cadastrar-se em um site de relacionamentos, compartilhar fotos e vídeos. Esse universo, representa mais de 4% de toda a web, segundo notícia do site AdNews. E esse percentual tende a crescer.

Sem ser futurólogo, é possível prever que teremos ainda pela frente um número considerável de novas iniciativas web. Isso porque ainda temos um grande contingente de indivíduos sem acesso à rede. Só aqui no Brasil, temos mais de 150 milhões de pessoas. Imagine se cada uma dessas pessoas, atualmente excluídas da rede, tiverem cada uma seu blog? Só nessa contagem já mais que dobraríamos a quantidade existente.

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Internet ganha mais de 20 milhões de novos sites


Ainda há espaço no segmento das buscas pela web

23 Julho, 2007

Recente pesquisa da ComScore apontou um dado interessante no mercado das buscas em junho: cerca de 13% das buscas na internet originadas nos Estados Unidos, durante o mês, foram efetuadas pelo site da Microsoft (aumento de 2,9 pontos percentuais em relação a maio), o que acarretou na conquista de share de mercado que antes era pertencente ao Google e ao Yahoo!.

Embora o Google continue na liderança com 49,5% do segmento de buscas, seguido por Yahoo com 25,1% e Microsoft com 12,8%, ainda há um espaço a ser explorado neste segmento.

Conforme já havíamos comentado anteriormente, a busca pura e simples passa a ceder espaço para a busca social, aquela na qual a intervenção humana tem valor e faz a diferença.

Outro ponto que vale ser comentado é que ainda assistiremos a muita disputa pela preferência dos internautas neste segmento. Audiência para esses sites significa mais publicidade e, portanto, mais investimentos para os acionistas. 

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Microsoft ‘rouba’ mercado do Google no segmento de buscas 

Busca social ou social search 

Obrigado


Uma segunda fase para as comunidades virtuais?

20 Julho, 2007

Próximas de lançarem no Brasil suas versões em português, os populares sites de relacionamento MySpace e Facebook pretendem abocanhar os mais de 34 milhões de usuários do Orkut no Brasil. 

Outro objetivo destas comunidades é provar aos usuários que entraram em uma segunda fase: passaram do simples enviar mensagens e fazer amigos para serem um ambiente onde o usuário possui a identidade na web. Ou seja, onde concentra os serviços que utiliza (blog, áudio, foto e vídeo, mensagens instantâneas, chat, entre outros) e traça um perfil de comportamento do usuário na rede. 

Dois pontos me chamam a atenção sobre a chegada da versão tupiniquim desses dois sites.  

O primeiro é justamente essa segunda etapa das comunidades funcionando como verdadeiros agregadores de serviços. Como esse emaranhado de informações e de serviços, talvez seja mesmo útil termos um local que concentre tudo aquilo que usamos. Por outro lado, será um prato cheio para aqueles que souberem coletar essa riqueza de informações e oferecer produtos e serviços adequados a cada perfil. 

O segundo ponto que destacaria é que o Brasil é um grande mercado de internet que não pode ser ignorado. Prova disso são versões nacionais dos principais serviços que temos na web. 

De sites de relacionamento para sites de serviços. Será? Vamos acompanhando. 

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MySpace e Facebook virão para o Brasil


Colaboração e mídia gerada pelo consumidor chegam ao celular

19 Julho, 2007

A recém-lançada comunidade BIPIE pega carona na onda das iniciativas 2.0 e se vale de conteúdo produzido pelo usuário. Só que desta vez, direcionado ao celular. 

A comunidade permite que qualquer pessoa crie, divulgue, compre e venda ringtones, crazytones, wallpapers e vídeos para celular. Segundo o próprio site, além de ser a plataforma que vai distribuir os conteúdos nos celulares, vai permitir que os usuários troquem experiências, avaliem e comprem músicas, imagens e vídeos via site.  

Um ponto interessante é que os conteúdos serão exclusivos e quem conseguir emplacar as suas criações ainda consegue um dinheiro com isso. 

Uma iniciativa semelhante foi lançada pela operadora Claro tempos atrás. A idéia é compartilhar vídeos pelo celular e pagar os autores dos mais baixados. 

A idéia da comunidade é da Ei Movil, uma empresa de marketing e entretenimento interativo. 

O interessante é que já conseguimos ver o efeito das características marcantes da web 2.0 atingindo outras esferas: o celular, a mídia impressa, o rádio, a TV. Será que a colaboração e a criação coletivas vão se tornar o padrão dos meios de comunicação?  

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“Lujinha” virtual (só para cadastrados – Valor Online) 

Complemente sua renda com vídeos pelo celular 


Posts sempre atualizados

18 Julho, 2007

A dica foi dada no blog do Márcio Gessoni. O aplicativo Feevy traz atualizações dos links que cada site cadastrado tem para a página deste último. 

Ou seja, por meio do site Feevy, o usuário cadastra todos os links de blogs e sites que quiser, escolhe um tag (marcador) e inclui no template do blog. Toda vez que sua lista de preferências postar algo novo, a ferramenta atualiza automaticamente os links diretamente em seu blog, site ou página web. 

O site ainda conta com um blog, que funciona como um tutorial da ferramenta e também avisa sobre bugs, dá dicas e ainda permite interação dos cadastrados. 

A vantagem de usar a ferramenta, a meu ver, é que se pode ter uma lista de posts de blogs afins logo na home de sua página. Funciona como um RSS, só que na página principal de seu blog. Facilita a vida dos usuários que encontram temas correlatos e ainda credencia você como centro e fonte desses assuntos.