A moda é: programação produzida por internautas

15 Junho, 2007

Projeto apelidado de “YouTube brasileiro” promete revolucionar a mídia televisiva e incluir a preferência e a produção dos internautas.

Mais uma iniciativa que mescla web 2.0 e televisão vai ao ar no próximo mês. O canal Fiz TV - www.fiztv.com.br – vai se abastecer com vídeos produzidos por pessoas comuns. A seleção do conteúdo será feita pelos internautas. A apresentação será de responsabilidade de um único VJ semanal. É claro que o modelo vai remunerar os vídeos selecionados.

O Fiz TV tem a Abril por trás. Segundo André Mantovani, diretor do canal, “nosso objetivo é usar a TV para dar visibilidade a essa produção da internet e organizá-la de modo a ficar interessante para o telespectador.

Para não sofrer sanções ou perder qualidade, o canal conta com um colegiado que irá ajudar na seleção de conteúdos e também com restrições, como apologia às drogas e conteúdos das redes de TV. Além disso, terá parcerias de alunos da USP, da Associação Brasileira de Documentaristas e do Instituto Criar (dirigido por Luciano Huck).

O Fiz TV, além de ser mais um produto dos nossos tempos, estimula a criação e produção audiovisual, permite a participação do telespectador na grade de programação e cumpre com os princípios de interatividade tão alardeados pela internet. 
 

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“YouTube nacional” levará os melhores vídeos à televisão  

TV fora da TV 

Conteúdo gerado pelo usuário na TV. Em breve no Brasil 


Ainda há muito espaço para crescer na web

14 Junho, 2007

Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br) com 2,7 mil empresas de todos os segmentos do País, entre julho e novembro de 2006, evidenciou que menos da metade das companhias tem site na internet e que apenas 50,2% das companhias utilizam a internet para a venda de seus produtos e serviços. Ainda de acordo com o estudo, 52,1% das empresas utilizam a internet em suas compras. 

Estes números só nos mostram o potencial que ainda temos na web. Existem grupos de pessoas que passam 8 ou 9 horas em frente ao computador e, quanto mais facilidades, serviços e acessibilidade tiverem às organizações, melhor. 

A web é algo irreversível e quem ainda não mergulhou nesta rede, deve fazê-lo nos próximos anos. 

Uma população superior aos 186 milhões, o uso crescente da banda larga, a democratização cada vez maior da internet e o potencial deste mercado farão com que resistentes ao mundo virtual tenham de rever seus conceitos.  

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Menos de metade das empresas dispõe de site na internet, diz pesquisa 

As cinco tendências para o futuro digital, por Greg Johnson


No mundo virtual desde pequenos

13 Junho, 2007

Ter uma segunda vida, a virtual, passa a ser normal para as crianças de hoje em dia. Um site chamado Club Penguin é um exemplo disso: nesse ambiente, além de fazerem amizades, têm acesso a games, se divertem e interagem entre si.  

As crianças interagem neste site usando avatares (personagens) de pingüim. O site não tem download e na inscrição, o usuário é orientado a não utilizar seu nome verdadeiro nome, bastando que escolha um login, uma senha e a cor de seu pingüim. A todo momento, o site aposta em mensagens sobre o não uso de nomes.   

O curioso desta iniciativa é que as crianças são estimuladas às práticas de boa conduta: os pequenos internautas podem avisar se alguém não está se comportando direito e são incentivados a dar bons exemplos. Quem ajuda os outros ganha moedas. É possível comprar acessórios para personalizar o avatar e objetos de decoração para incrementar o iglu.   

Quem sabe um estímulo desde a infância não forme internautas adultos mais conscientes e mais éticos?

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Crianças ganham ‘Second Life’ educativo


Da internet para a TV

12 Junho, 2007

Depois da influência evidente da mídia digital nos meios impressos, os padrões web de ser chegam à TV. Sobretudo quando falamos do público jovem e, portanto, mais ligado aos aparatos digitais, a influência da internet nos programas de TV fica clara.  

Na emissora MixTV, há programas em que os internautas participam como se estivessem em uma sala de bate-papo enquanto conferem seus clipes favoritos. As mensagens vão aparecendo na tela da TV assim como acontece no computador. Segundo a própria descrição da emissora sobre o programa, no MixTV Onlineé possível fazer as duas coisas que mais gosta: mandar mensagens e ver clipes. E o melhor: tudo isso ao mesmo tempo! No programa Mix TV On Line, você manda recados e fotos para a galera enquanto assiste a seus clipes preferidos. E tudo numa linguagem visual para lá de especial, simulando um programa de troca de mensagens pela internet”.   

A fim de atrair ainda mais a audiência jovem, o canal de TV fechado Multishow vai lançar no segundo semestre um programa gravado só com câmeras de celular. O “Retrato Celular” terá direção de Andrucha Waddington, diretor, produtor de cinema e sócio da Conspiração Filmes.  Ambas as iniciativas demonstram a integração entre as linguagens das mídias. Ou seja, assistimos a um intercâmbio rico entre o que se tem de melhor em cada um dos meios de comunicação.   

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TEMPOS MODERNOS   

MixTV Online


ConTeÚDO gerado pelo consumidor

11 Junho, 2007

Sugestão de campanhas publicitárias, reclamações, boca-a-boca online, indicações e referências, citações…todas essas possibilidades decorrentes das mídias geradas pelo consumidor são mais do que modismos. São tendências no mundo pós-internet, sobretudo após o advento da web 2.0. 

E a popularização de itens ligados à informática, da internet e da banda larga tendem a criar uma cultura ainda maior em torno desses conteúdos gerados pelos usuários. 

A tendência se justifica também no tempo médio de navegação residencial, em torno das 22 horas mensais, número esse que supera norte-americanos e franceses. Dados do Ibope/Netratings atestam que a internet brasileira cresceu 200% desde 2000, “indício de que a influência desses usuários deve se fazer valer cada vez mais, moldando novas formas de uso da rede”.  

Vale lembrar, no entanto, que nem todo conteúdo gerado pelos internautas é de qualidade ou vai servir para a empresa substituir conteúdos institucionais. O bom senso entre o oficial e o produzido pela comunidade externa é o que deve prevalecer quando tratamos de conteúdo gerado pelo consumidor.  

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Influência de internautas deve crescer (só para cadastrados)  

PROPAGANDA: CONSUMIDORES PRODUZEM CONTEÚDO PARA CAMPANHAS DE GRANDES EMPRESAS (só para cadastrados)


Você sabe quanto emite de carbono por ano? E como reverter isso?

8 Junho, 2007

Indo ao encontro do meio ambiente sustentável e de como cada um de nós pode colaborar para minimizar a poluição mundial, o site ZeroFootPrint criou uma calculadora que quantifica as emissões de carbono individuais. A iniciativa, além de curiosa, ajuda a conscientizar as pessoas sobre a importância de se fazer algo em relação à poluição, à camada de ozônio e às nossas ações diárias e cotidianas. Por enquanto restrita ao Canadá e aos Estados Unidos, a calculadora permite checar as emissões de carbono geradas por nossos veículos, vôos e por nossa casa. Após fazer o teste, o internauta ainda pode aprender mais sobre as suas emissões: http://www.zerofootprintoffsets.com/results.aspx?n=CA&c=2.64&v=1.87&f=0&h=0.77 ou http://www.zerofootprint.net/offsets. A web, neste caso, funciona como um veículo multiplicador que trabalha em prol do bem público. Com o efeito viral conseguido pela rede, a iniciativa pode conscientizar mais pessoas do que se simplesmente utilizasse um folder impresso ou um programa de rádio, que estariam restritos a uma parcela reduzida da população.


Layout da web influencia na mídia tradicional

6 Junho, 2007

O 14º Fórum Mundial de Editores, que acontece na primeira semana de junho na cidade do Cabo, na África do Sul, traz como tema “como os sites de jornais e as novas mídias estão influenciando o layout das primeiras páginas dos jornais impressos”. 

Uma teoria do diretor de arte de projetos do The Times e designer do periódico gratuito London Paper, Al Trivino, afirma que cada vez mais fotos e vídeos na internet obrigam os jornais a exibir imagens maiores, o que o aproximaria, de certa forma, do layout dos jornais on-line.
Se quiserem atingir uma audiência mais jovem, conectada e acostumada ao layout da web, os impressos terão que ser atrativos o suficiente para conquistarem esse público e ainda criarem uma cultura de leitura da mídia impressa neles.
 

Há algum tempo atrás, comentei sobre a estratégia multicanal dos veículos tradicionais para sobreviverem à onda digital. Além disso, muitos têm feito parcerias com veículos web para somarem forças e não perderem espaço. 

 

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O layout da web está influenciando o design das 1as paginas de jornais 

Countdown to Cape Town: Front Page vs. Home page design


O futuro será digital

5 Junho, 2007

Uma pesquisa realizada pela agência de comunicação OgilvyOne, dos Estados Unidos, apontou que até 2020, 80% das mídias serão digitais. Será o fim do jornal, da revista, dos folhetos? Creio que haverá uma migração destes suportes impressos para a tela dos dispositivos, sejam eles celulares, computadores, notebooks, PDAs ou outros. Apenas um pequeno percentual ficará no papel. Além disso, o papel digital também colaborará para que o papel como o conhecemos hoje seja mais coadjuvante no rol de mídias. 

A afirmação da Ogilvy apenas reforça o que temos assistido nos últimos anos, isto é, uma crescente importância da web como mídia e como meio de referência nas campanhas publicitárias da empresa. Isso porque o ponto-chave para a decisão de que ferramentas escolher é o consumidor, que se rende cada vez mais à rede. Segundo o estudo, o consumidor obriga as agências a seguirem as suas preferências. 

Essa dominância que as mídias digitais terão no futuro representa um aumento nos investimentos em publicidade online. Ou seja, veremos uma transferência da verba prioritariamente destinada às mídias tradicionais para a realidade digital. 

No entanto, embora a publicidade on-line não chegue aos quase 6% dos Estados Unidos, a fatia correspondente à publicidade on-line nacional tem perspectivas de crescimento muito maiores que a dos norte-americanos. 

 

 

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Revolução digital muda a propaganda 

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Cada vez mais tempo na web

4 Junho, 2007

Conteúdos atrativos, popularização da banda larga, melhores e mais rápidas conexões, alteração no perfil das tarefas (no computador 100% do tempo) contribuíram, a meu ver, para o aumento do tempo médio de navegação do internauta brasileiro. 

Em abril, a internet residencial, segundo números do Ibope, bateu recorde no tempo médio por internauta com 21 horas e 44 minutos mensais. 

Outro dado interessante são os conteúdos mais acessados: “Casa e Moda” (com crescimento de 37,8% no número de usuários residenciais, somando 4,6 milhões de internautas na categoria em abril) e “Família e Estilo de Vida”, além de Comunidades (4h08min, 29 minutos mais do que em março). Em ocasiões anteriores, comentei que as categorias ligadas à mulher têm crescido e contribuído para o aumento do tempo médio despendido na web - http://www.mercadolibre.com/org-img/press/new/prensa/MLB/PRENSA_O4.pdf. 

Em relação ao comércio eletrônico, os números apontaram que o internauta gasta, em média, 33 minutos nas compras. 

O maior tempo despendido na rede é um índice de sofisticação do comportamento do internauta na web. Significa que as pessoas passam a realizar transações diferentes pela rede, acessar categorias e assuntos que antes não faziam. Tudo isso em função do aumento das conexões em banda larga e da maior presença feminina na internet. 

 

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Tempo de acesso de internuta brasileiro em abril é o maior dos últimos sete anos


Cidades digitais

1 Junho, 2007

Não basta informatizar e equipar escolas e empresas…a idéia deve se estender a todo um município. Essa é a intenção do projeto de cidade digital. No Estado do Rio de Janeiro, o plano visa atingir 92 cidades. A quinta cidade, Conservatória, foi inaugurada em 23/05. 

O projeto acaba por ampliar o desenvolvimento das cidades, uma vez que cria em seu entorno empregos, negócios novos e evolução. Isso sem mencionar o acesso à internet para a população que não tinha contato com a rede e também a virtualização dos serviços do município.  Vamos esperar que o projeto de cidades digitais seja amplamente aprovado e adotado pelo Ministério das Comunicações e, de uma vez por todas, tenhamos grande parte da população nacional conectada à rede. 

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