O jornalista Luiz Carlos Azenha, veterano do jornalismo televisivo, anunciou que vai abandonar a Globo para dedicar-se ao seu projeto pessoal na web “Vi o Mundo”.
A justificativa de Azenha, em entrevista dada à Folha de S.Paulo, é que ele quer experimentar novos formatos de jornalismo que não o feito
em TV. Por enquanto, declarou que vai se dedicar ao site “notícias que os outros não dão”. “Em breve, o site vai estrear em nova versão. Quem acessá-lo poderá postar vídeo, áudio e foto. Quem tem uma câmera e um computador como eu pode fazer uma TV na internet. Vou comandar investigações jornalísticas com internautas”, diz.
A questão aqui é, novamente, o jornalismo cidadão. O jornalista não poderia praticar um modelo participativo, interativo e colaborativo nos noticiários televisivos convencionais.
Será que estamos fadados ao jornalismo colaborativo? Em minha opinião, haverá um equilíbrio entre o jornalismo tradicional, produzido pelos grandes grupos de mídia, o jornalismo “faça-você-mesmo” e o jornalismo participativo.
Porém, é inegável que a participação, a colaboração e a interação com cidadãos comuns é irreversível e impossível de não ser notada e adicionada ao “fazer jornalístico”.
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