Conteúdo gerado pelo usuário na TV. Em breve, no Brasil.

O site de vídeos publicados pelos usuários, Sumo.TV, que está na programação da Sky do Reino Unido faz planos para desembarcar no Brasil. 

O canal britânico transmite os vídeos mais populares produzidos pelos próprios internautas e os remunera, à medida em que são exibidos. 

A partir de abril, um programa diário de 45 minutos, será exibido pela TV Cultura. O Sumo.TV tem 40 mil vídeos e, com a entrada no mercado brasileiro, a expectativa é de que esse número salte para 100 mil. A receita do Sumo.TV na Inglaterra é obtida por publicidade na TV e interatividade via celular (SMS e MMS).  

Sob os aspectos de mídia gerada pelo consumidor e convergência de mídias (internet, celular e televisão), a iniciativa é louvável, uma vez que o site em si existe porque os colaboradores produzem e postam conteúdo. Em relação à complementaridade de mídias, outro gol dos idealizadores. Os vídeos são postados na internet, os mais votados e populares, ganham a TV e podem também acabar como download nos celulares. 

No entanto, convido para refletirmos sobre a questão da qualidade do conteúdo. O critério para que o vídeo seja exibido na TV é a popularidade e não necessariamente um atestado de qualidade para o material. A qualidade duvidosa de certos programas de TV vai permanecer, portanto, mesmo com a mudança dos produtores de tais conteúdos? 

Os conteúdos colaborativos embora sejam uma evolução em termos de concentração de poder, não necessariamente, são um selo de qualidade…

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