A web 2.0 vem sendo alvo de muitos posts deste blog, muitas notícias de veículos de comunicação em todo o mundo, mas, essa semana, fui surpreendido com um vídeo no YouTube (de 4 minutos) que conta a história da escrita (do papel ao computador) e também aborda a questão a participação, interação e colaboração conseguidas com o advento da segunda geração da rede.
O texto digital, segundo o vídeo de responsabilidade do professor assistente de antropologia cultural da Universidade do estado de Arkansas, Michael Wesch, é diferente do texto no papel, pois pode ser remetido a outros textos (links), pode ser alterado, editado, não define a forma em si, mas seu conteúdo. Portanto, este texto digital pode ser exportado e utilizado em diferentes embalagens diferentes (sites, blogs, páginas pessoais, e-mails, comunicadores instantâneos).
Wesch afirma que em tempos de ‘you and me-dia’ (eu e você como mídia), todos somos a web, todos ensinamos as máquinas e com isso, todos estamos relacionados por informações e por pessoas, compartilhando, trocando ou colaborando com conteúdos.
O “ensinar as máquinas” nos leva a um outro tema já abordado neste blog e que será assunto definitivo a partir de então - a web 3.0. A terceira geração da web levará em conta os desejos de cada usuário ao realizar buscas e apresentar resultados.
Esse novo cenário de tecnologia que ‘linca’ pessoas e informações altera os padrões e paradigmas existentes, nos obrigando a repensar: as leis de direitos autorais, as leis em geral, família, a identidade, a ética, a estética, a retórica, a governança, a privacidade, o comércio, as relações amorosas e pessoais, entre outros aspectos cotidianos.
Vale a pena a reflexão do vídeo: Machine is us/ing us.