Empresas: confiança acima da mídia

28 Fevereiro, 2007

O Estudo Anual de Confiança 2007 (Edelman Annual Trust Barometer) produzido pela agência de Relações Públicas Edelman trouxe um resultado intrigante: os líderes globais de opinião dos países em desenvolvimento confiam mais nas empresas, com 60%, do que em países desenvolvidos, 47%. 

O Brasil, segundo o estudo que entrevistou 3100 formadores de opinião em 18 países, está em quarto lugar como o país com maior índice de credibilidade nos negócios, com 65% (62% foi o índice da mídia e 28% o do governo), perdendo apenas para China, Índia e México. 

O descrédito da mídia em relação às empresas se deve, segundo o vice-presidente da Edelman no Brasil, Alexandre Alfredo, ao poder de polícia que tem: sempre que se sabe de algum fato positivo ou negativo é pela mídia, ou seja, ela solta e também manda prender. 

O advento da mídia gerada pelo consumidor ou das comunicações pessoais também permitiu às pessoas gerarem uma criticidade grande em relação à mídia e uma melhor relação com as empresas, que têm dado mais espaço de expressão ao consumidor. 

Outro ponto que vale comentar é que na pesquisa, a fonte de informações com mais credibilidade é “a pessoa como eu”, isto é, 88% dos brasileiros acreditam mais em “gente como a gente”, no indivíduo comum da rede de relacionamentos. Estamos falando de amigos, familiares, pessoas em quem confiamos. 

Mais um conceito veio à tona: o boca-a-boca ganha, cada vez mais, peso na tomada de decisão das pessoas. 

O estudo, portanto, destaca dois elementos que promovem confiança nos líderes de opinião: a mídia ou o conteúdo produzido pelo usuário comum e o boca-a-boca como referência nas tomadas de decisão. 

E você, está preparado para o eu s.a?


Web 2.0…de novo?

27 Fevereiro, 2007

A web 2.0 vem sendo alvo de muitos posts deste blog, muitas notícias de veículos de comunicação em todo o mundo, mas, essa semana, fui surpreendido com um vídeo no YouTube (de 4 minutos) que conta a história da escrita (do papel ao computador) e também aborda a questão a participação, interação e colaboração conseguidas com o advento da segunda geração da rede. 

O texto digital, segundo o vídeo de responsabilidade do professor assistente de antropologia cultural da Universidade do estado de Arkansas, Michael Wesch, é diferente do texto no papel, pois pode ser remetido a outros textos (links), pode ser alterado, editado, não define a forma em si, mas seu conteúdo. Portanto, este texto digital pode ser exportado e utilizado em diferentes embalagens diferentes (sites, blogs, páginas pessoais, e-mails, comunicadores instantâneos). 

Wesch afirma que em tempos de ‘you and me-dia’ (eu e você como mídia), todos somos a web, todos ensinamos as máquinas e com isso, todos estamos relacionados por informações e por pessoas, compartilhando, trocando ou colaborando com conteúdos. 

O “ensinar as máquinas” nos leva a um outro tema já abordado neste blog e que será assunto definitivo a partir de então – a web 3.0. A terceira geração da web levará em conta os desejos de cada usuário ao realizar buscas e apresentar resultados. 

Esse novo cenário de tecnologia que ‘linca’ pessoas e informações altera os padrões e paradigmas existentes, nos obrigando a repensar: as leis de direitos autorais, as leis em geral, família, a identidade, a ética, a estética, a retórica, a governança, a privacidade, o comércio, as relações amorosas e pessoais, entre outros aspectos cotidianos. 

Vale a pena a reflexão do vídeo: Machine is us/ing us.


Os meios de comunicação refletem a sociedade

26 Fevereiro, 2007

Vinton Cerf, vice-presidente de internet do Google e criador do protocolo TCP/IP, em uma palestra sobre fraudes, abusos sociais e crimes online proferida na última terça-feira, 20/02, afirmou que a internet é o espelho da população que a utiliza. Cerf ainda afirma que o fato de não gostarmos do que vemos no espelho, não ajuda a modificar a imagem que lá está. O mesmo vale para os conteúdos da web. 

Sou do partido de que não devemos nos espantar com o conteúdo indevido que é inserido por usuários em sites que permitem isso (por meio da colaborativa, participativa e interativa web 2.0).  Esse conteúdo é apenas o reflexo da sociedade que tem muita coisa boa a oferecer, mas também muito lixo. A web está cheia de conteúdos impróprios, assim como a sociedade também os têm. Não significa que vamos nos pautar apenas por eles ou condenar a web à escória da humanidade. O que dizer de um programa de televisão “espreme-que-sai-sangue” e da imprensa marrom?  

Trata-se da mesma lógica e que é válida para a web: os críticos e filtros de tais conteúdos somos nós mesmos e, no caso de menores de idade, seus pais e responsáveis. E mais: cabe apenas a nós o depósito de conteúdos que engrandeçam e agreguem valor para as pessoas… 

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A internet é um reflexo da sociedade, afirma Vinton Cerf – site IDGNow, 21/02/2007. 


E o cartão de débito/crédito vai ganhar um concorrente à altura…

23 Fevereiro, 2007

Com um leque enorme de funcionalidades, o celular vem sendo apontado como um aparelho multifuncional. Chamado de Chave Mestra pela jornalista Mariana Barros, a versatilidade, a portabilidade e a quantidade de serviços que passa a oferecer foram tema do último 3GSM World Congress, feira da indústria de telefonia celular realizada em Barcelona, Espanha, na semana de 12 a 15/02 deste ano. 

Um dos atributos que me chamou a atenção foi o pagamento via celular. Já em funcionamento em muitos locais, principalmente Japão e Coréia, os mobile payments poderão ser o meio de pagamento com maior presença no mundo, uma vez que a quantidade de celulares é imensa. 

Simplesmente aproximando os aparelhos de um leitor eletrônico no caixa, sem a necessidade de uma máquina e sem que seja necessária uma assinatura, os pagamentos pelo celular tendem a conquistar os avessos aos cartões de crédito ou a cheques. O chamado ‘pagamento sem contato’ eliminará o dinheiro em excesso na carteira, a espera pelo troco, a senha digitada nas maquininhas ou mesmo a assinatura de um boleto. 

Soluções para problemas com fraudes e roubos de celulares terão que ser repensadas, mas a evolução e a gama de novas funcionalidades que os telefones pessoais adquiriram nos últimos anos é inegável.

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Chave Mestra – Folha Informática – 21/02/2007.

O dinheiro vai acabar – No Mínimo Weblog – 17/02/2007.


O que você está buscando de fato?

22 Fevereiro, 2007

Com a web 3.0, os mecanismos de busca ficarão mais inteligentes, mais específicos e mais adaptados ao gosto do consumidor. Entrevista da Folha de S.Paulo, de 21/02/2007, sobre a web 3.0 na opinião de um executivo da área de tecnologia – Nova Spivack, afirma que dentro de cinco a dez anos, a web funcionará como um código chamado metadata. Ou seja, o mecanismo de busca de cada internauta saberá que quando digitamos “casa para alugar”, nos referimos a uma com x quartos, em tal cidade, com tais características, e os sites em que ele vai buscar, já percebem tudo isso. A web semântica será uma web “inteligente”, capaz de conceder significado real (daí o termo semântica) a um arquivo que será disponibilizado para outros usuários, ou seja, que será uma fonte de pesquisa. 

A World Wide Web passa a ser a World Wide Database. Da rede mundial para a base de dados mundial. No entanto, toda essa mudança não será percebida em termos de interface pelo usuário: banda larga, acesso móvel à internet e a tecnologia da semântica, utilizados de forma conjunta, inteligente atingirão o ápice de suas utilizações. Segundo Spivack, tudo isso é a Web 3.0. Uma web capaz de “adivinhar”, ou melhor, de “acertar em cheio” o que cada internauta procura, pois teria o conhecimento armazenado organizado de forma mais inteligente. Hoje, a web é, segundo Daniel Gruhl, como uma lista telefônica com bilhões de páginas. A web 3.0 organizará a diversidade de informações por agrupamentos de temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo usuário. 

E o que chama atenção nesta nova forma de dispor os dados “por trás” da web é que as empresas poderão se valer desse código, mas terão de atentar para os usuários, que com mais poder (de escolha e habilitado para rede) estará mais direcionado, mais focado em suas necessidades e anseios.  Em posts anteriores, tratamos da web 3.0 no blog (vide 2007: o ano da web 3.0). A partir de agora, vamos acompanhando as mudanças da tão comentada web 2.0 para a terceira geração da internet. Spivack aposta em: eficiência, precisão, mais ajuda e mais entendimento em relação ao que o usuário está realmente procurando. Grave este nome – Web Ontology Language. Ainda vamos discutir muito sobre isso.


Entidades, associações, marcas e pessoas físicas no mesmo ‘barco’

21 Fevereiro, 2007

Depois das grandes marcas, do carnaval baiano, dos internautas ávidos por uma vida paralela, agora é a vez das entidades e associações setoriais fincarem pé no Second Life, um site que simula realidade virtual com site de relacionamentos e que foi criado em 2003 pela Linden Lab. 

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) é a primeira entidade de classe a participar do Second Life. Segundo a entidade, a entrada no site, tem por objetivo ampliar sua imagem institucional junto ao público em geral, bem como a divulgação de suas ações, produtos e análises.  

Será que os relacionamentos do futuro vão acontecer primordialmente pela internet? Será que estamos condicionados a participar desses tipos de iniciativas para não estarmos alijados do mundo corporativo? 

Vamos acompanhando…


Crescimento, democracia e nichos de mercado a explorar

16 Fevereiro, 2007

Negócios de hospedagem de sites devem crescer 30% em 2007. 

De acordo com a empresa de webhosting Plugin, a hospedagem de sites em 2007 deve movimentar cerca de R$ 360 milhões ao longo do ano com a manutenção de sites no ar, estratégias de vendas online, ações de marketing, etc. 

A Plugin também divulgou um balanço do setor de hospedagem de sites: quase 400 empresas iniciaram seus negócios no país, o que representa um aumento de 40% em relação a 2005. 

Sobre o impressionante crescimento, constato que o aumento do número de sites ainda é estrondoso e nos sinaliza apenas o quanto a internet ainda tem por crescer. São praticamente infinitas as possibilidades que as corporações e as pessoas físicas têm na rede. 

Outro fato possível de explicar o crescimento do número de websites é que a internet é a uma mídia democrática de fato. Comporta grandes, médios e pequenos e permite que ambos tenham visibilidade e conquistem seus espaços, desde que bem trabalhados em termos de usabilidade, navegação, layout, divulgação. Em que outra mídia o pequeno e o médio conseguem ter tanta visibilidade? 

O negócio de webhosting está em ascensão e muitas pequenas e médias empresas estão oferecendo o serviço, porém, será que a demanda por um serviço de escala não vai culminar na consolidação deste segmento? Apesar da internet ser uma mídia que abrange pequenos, médios e grandes, os negócios que permeiam o funcionamento dela podem tomar a direção contrária… 

 

Veja mais na webHospedagem de sites crescerá 30% em 2007


Os aposentados britânicos começam a trocar passatempos tradicionais pela internet

15 Fevereiro, 2007

Os aposentados britânicos começam a trocar passatempos tradicionais pela internet.  

De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria AXA, os integrantes da Terceira Idade ficam, em média, 6 horas online por semana. Entre as atividades, estão compras, pesquisas e trocas de e-mails com amigos e parentes. 

A conveniência é um dos atributos que atraem os idosos para a rede. 

Para se adaptar à comunicação dos novos tempos, a consultoria ainda apurou que dois terços dos aposentados já usam a internet com freqüência para manter contato com seus filhos e quatro em dez usam para falar com os netos. 

E quem disse que os mais velhos têm resistência à tecnologia? 

 

Veja mais na webAposentados britânicos preferem mais internet que jardinagem (Fonte Reuters – 02/02/2007)


Comércio social: já ouviu falar?

14 Fevereiro, 2007

As decisões de compra em tempos de internet são influenciadas não só pelas redes primárias das pessoas (família, amigos, formadores de opinião) como também pelos blogs, sites de comunidade (redes sociais) páginas pessoais e afins. 

O Boo-box, um serviço decorrente da web 2.0 tupiniquim, pode ajudar os donos de sites e blogs a fazer dinheiro com suas páginas diferentemente dos programas tradicionais de afiliados, uma vez que não cobra comissão e nem divide a receita. 

Os criadores do Boo-box, dois brasilienses – Raphael Vasconcellos e Marco Gomes – tiveram a idéia ao olharem para uma foto da modelo Gisele Bündchen com o tênis All Star se questionaram: “Por que não comprar o tênis apenas clicando na imagem?” 

A partir daí, desenvolveram um script para que os blogueiros coloquem em suas páginas e, na hora de publicar o texto, acrescentam uma tag na imagem e no texto. 

Segundo os criadores, o potencial criado pelo comércio social, ou o comércio gerado por indicações e referências na web, existente hoje nos blogs já é capaz de gerar receita significativa. Ou seja, é o poder de influenciar gerando dinheiro para quem o detém. 

Os criadores também afirmam que não vão ganhar cobrando comissões dos blogueiros que aderirem à ferramenta: são as lojas, ao perceberem o valor do serviço, é que vão pagar para estar no Boo-box. 

Atualmente, cerca de 100 blogs usam as tags e estão começando a ganhar dinheiro, de acordo com Raphael Vasconcellos. 

Vamos acompanhar para ver a repercussão deste serviço brasileiro que está fazendo sucesso no exterior. Cadastros de mais de 50 países já foram realizados pelos sócios, além da repercussão do serviço junto a empresas como Apple e Amazon.com. 

 

Veja mais na web 

Boo-box quer ajudar blogueiros a ganhar dinheiro (Fonte IDGNow – 06/02/2007)


A internet vai se tornar a mídia de referência no país?

13 Fevereiro, 2007

Notícia do jornal A Folha de S.Paulo de 03/02/2007 comenta o avanço nas vendas de computadores no Brasil, que começa a “encostar” nas vendas de televisores. 

De acordo com o jornal, a internet pode se tornar o meio de comunicação de massa mais consumido no país até o final desta década. 

A previsão de venda de televisores até o fim de 2007 é de 11,7 milhões (11% de crescimento em relação à 2006). Já o total de computadores pode chegar a 11 milhões também em 2007, porém, com um incremento de 46% sobre o ano anterior. Para 2010, a estimativa (segundo a consultoria IDC) é de que os brasileiros comprem 15,2 milhões de computadores. 

No entanto, embora as quantidades se equiparem, dados do IBGE revelam que apenas 18,6% dos lares possuem computadores, enquanto mais de 91% têm TVs. 

A consultoria IT Data acredita que 2,2 milhões de brasileiros compraram seu primeiro computador no ano de 2006. Porém, a taxa de residências que possuem computador ainda é muito baixa no país. Ainda há muito a crescer. 

Além disso, o tempo de troca dos computadores é mais rápido em relação à compra de novas TVs. Contudo, espera-se que com a TV Digital brasileira, a venda de televisores ganhe novo fôlego, pois estas necessitarão de componentes não presentes nos aparelhos atuais. 

Embora conheçamos as diferenças entre o consumidor de um aparelho televisor e de um computador, os expressivos números apontam que a internet já se faz presente no dia-a-dia dos brasileiros e que a tendência é que a penetração seja cada vez maior. A internet pode se tornar a mídia de referência dos internautas brasileiros e ocupar o espaço que foi, esses anos todos, da televisão. 

Outra constatação que podemos fazer a partir destes números é que os brasileiros de todas as classes sociais passam, cada vez mais, a entender como funciona o computador e, conseqüentemente, a internet. 

 

Veja mais na web 

Venda de computador no país deve encostar na de TV (Fonte: Folha de S.Paulo, 03/02/2007 – só para assinantes)