Em posts anteriores, tratamos da questão da mídia gerada pelo consumidor, dos embaixadores da marca e dos boatos virtuais (como vilões da imagem organizacional). Todos estes elementos contribuem para a formação da imagem de uma empresa e de seus produtos e serviços.
Na contramão do post imediatamente anterior a este, vamos defender o reverso do que tratamos. A rede também trabalha a favor das empresas à medida que conta com o poder de propagação viral de conteúdos “positivos”.
No site Media Contacts, há o caso da Nike, que se valeu de um vídeo do jogador Ronaldinho, patrocinado pela marca, que o gravou fazendo “malabarismos” com a bola no travessão por quatro vezes consecutivas.
O vídeo e a divulgação não tiveram custo algum para a Nike. Acabou por reforçar a campanha publicitária “Joga Bonito” em vigor na época. Contando apenas com o poder viral da rede e a visibilidade do craque, os objetivos de atrair internautas para o site www.nikefootball.com foi atingido. Por meio da estratégia de distribuição de conteúdo e repercussão espontânea e viral, o vídeo ainda ganhou as páginas de jornais e revistas, além de sites, blogs, podcasts, vlogs, entre outros.
Segundo dados da Media Contacts, em um mês, sem investimentos, foi possível conseguir: 9,5 milhões de visualizações do vídeo; 11,1 milhões de audiência na TV; 1,6 milhão de Euros em mídia espontânea e prêmios. Isso sem contar os inúmeros efeitos virais em e-mails, listas e fóruns de discussão, links em vários sites, paródias, além de figurar na relação de palavras mais buscadas do Google. Recentemente, assistimos uma estratégia que também contou com o boca-a-boca e acabou por gerar resultados nas mídias on e off-line. O “namoro” entre a atriz Karina Bacchi e o “baixinho” da Kaiser também acarretaram em inúmeros comentários em sites, veículos de comunicação, blogs e afins.
Acredito que a comunicação viral vá se saturar com o tempo, vai se tornar lugar-comum. Ou pelo menos vai se modificar, reiventar-se, pois, em pouco tempo, pode ser uma espécie de spam ou de corrente indesejada.
19 Dezembro, 2006 às 8:54 pm
Muito interessante. Concordo quanto a sua crença do viral acabar se tornando um tipo de spam. Já estão começando a aparecer alguns casos isolados de reclamações por parte de usuários. Parece que permeina uma paranóia e já não se sabe mais o que é o que não é viral, ou propaganda camuflada.