Segurança para internautas

28 Dezembro, 2006

O Movimento Internet Segura – MIS - lançou um serviço de atendimento que esclarece dúvidas sobre compras online, transações bancárias, e-mails suspeitos e todos os assuntos relacionados à segurança na Web. 

Dentro do site www.internetsegura.org, a Central de Apoio ao Internauta tomou essa medida educativa e preventiva em função dos golpes e fraudes virtuais.  

A Central, por sua vez, não visa dar tratamento a denúncias de supostos crimes online, mas orientar os internautas sobre dúvidas de segurança quando navegam pela Web.  

Com o crescimento cada vez maior dos consumidores virtuais, é muito importante que os internautas saibam diferenciar e-mails falsos, promoções mirabolantes, vale-compras enganosos, entre outros. 

Os “spoof mails” chegam aos usuários sem serem solicitados e pedem informações pessoais, como o número de cartão de crédito, ou documentos e senhas de seguranças, ou ainda, são usados para passar informações errôneas aos destinatários. Estas mensagens aparentam ser enviadas por conhecidas empresas e, para inspirar confiança nos usuários, utilizam os mesmos tipos de gráficos e desenhos. Usualmente, contém links que levam a web sites falsos, que imitam o aspecto dos verdadeiros, e solicitam informações pessoais. 

Vale ressaltar que mensagens falsas como essas são enviadas em nome de instituições públicas e privadas e têm layout semelhante à mensagens verdadeiras. No entanto, para certificar-se da veracidade, é preciso atentar-se ao link, ao teor. 

Vale a leitura: http://www.internetsegura.org/alerta/faq.asp.


Depois do YouTube, o que vem por aí?

27 Dezembro, 2006

Segundo o Estudo da Strategy Analytics sobre o mercado de venda de vídeos online, as perspectivas de crescimento do setor são promissoras. O estudo ‘The video store goes virtual: The global outlook for online video sales’ ainda aponta que “O ano de 2007 vai ser lembrado como aquele em que as vendas online de vídeos pré-gravados tornaram-se um negócio real”, afirma Martin Olausson, pesquisador do instituto responsável pelo estudo. 

A loja de venda iTunes é, por enquanto, o maior vendedor de vídeos por download. No entanto, a pesquisa aponta que outras gigantes pretendem diminuir o seu poderio. Players como Wal-mart, a Time Warner e NetFlix têm intenção de somar-se ao mercado. Além da venda dos vídeos, o relatório indica que o aluguel de vídeos online e a assinatura baseada em serviços de vídeo vão ser responsáveis, em 2010, por um quarto do segmento. 

Em minha opinião, a febre dos vídeos online começou com duas razões principais: a maior penetração da banda larga (uma vez que sem ela o download fica absolutamente comprometido) e a popularização do vídeo pela web conseguida com o YouTube. 

A promessa de fazer downloads de filmes inteiros já é uma realidade, ainda que não difundida em larga escala. O tão profetizado “video on demand” virá em escala comercial em pouco tempo. O modo como consumimos os filmes mudou e a tendência é termos controle sobre a programação que queremos. Veja mais

As cinco tendências para o futuro digital, por Greg Johnson


Jornais recorrem à web para garantir sobrevivência

26 Dezembro, 2006

Acordo do portal Yahoo! com diversos jornais dos EUA aponta a necessidade do meio impresso em reinventar-se e recorrer às mídias emergentes como alternativa para o problema da publicidade e dos classificados. 

O acordo entre o portal e os jornais inclui compartilhamento de conteúdo, publicidade e tecnologia. 

Uma parceria ganha-ganha a meu ver. De um lado, o portal agrega conteúdo de suposta qualidade em suas páginas e de outro, os jornais ganham um espaço a mais para mostrarem-se e diversificam seus serviços.  

Em uma segunda fase, o acordo vai incluir a indexação dos conteúdos dos jornais na busca do site, o que beneficiará novamente a mídia impressa. 

O Yahoo!, de acordo com a nota da Folha, vai oferecer bancos de dados de eventos locais, mapas e outros conteúdos para uso nos sites dos jornais, além de dispor de sua tecnologia para ajudar os jornais a venderem anúncios on-line. 

Veja a notícia completa do jornal A Folha de S.Paulo.Yahoo! faz acordo com 176 jornais dos Estados Unidos (Site Folha Online – 21/11/2006) - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2111200619.htm (só para assinantes UOL ou FOLHA)


Viagem para a Lua? Você já pode ir pela web…

22 Dezembro, 2006

Ir à Marte e sobrevoar a superfície lunar já se torna possível graças a um acordo entre o Google e um centro de pesquisas da Nasa. 

Semelhante à tecnologia Google Earth, que reúne imagens de satélite e permite a visualização de vários lugares, a tecnologia, a meu ver, pode ajudar, sobretudo, na área escolar. Além disso, o projeto indica que nossa necessidade de conhecimento extrapola os limites físicos da Terra. Também é interessante ver que o Google destina recursos para pesquisa e desenvolvimento e que existe colaboração com uma entidade como a NASA.  

O internauta pode ver detalhes da superfície de Marte e da Lua e de acordo com a notícia do site AdNews, no futuro, as partes pretendem oferecer informações em tempo real sobre clima e previsão do tempo, mapas 3D em alta resolução da Lua e de Marte e acompanhamento ao vivo da Estação Espacial Internacional e do ônibus espacial.  

Internautas poderão fazer viagem espacial pela web – site Adnews


A maior entidade de mídia interativa do mundo faz um balanço da internet em 2006

21 Dezembro, 2006

Em setembro deste ano, ocorreu em Nova York, o IAB Global Summit com a presença de 13 países que fazem parte da entidade. O encontro que teve como objetivo comparar desafios enfrentados pela mídia online nos diferentes países e dados de mercado. Marcelo Sant´Iago, presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil, fez algumas constatações (que coincidentemente já tratamos* no blog anteriormente) sobre a internet no Brasil: - Banda larga cresce no mundo inteiro;

- Na maioria dos países, a internet ainda representa menos de 5% do bolo total;

- Campanhas (publicitárias) de busca e de rich media tornam-se cada vez mais importantes para as empresas anunciantes;

- Mídia gerada pelo consumidor (blogs, redes sociais, comunicadores instantâneos) e web 2.0 são tendências fortíssimas em todos os países. 

Sobre a primeira conclusão de Sant´Iago, selecionei dois posts que falam sobre a importância do desenvolvimento e da penetração: Banda larga: artigo comparado à luz elétrica; E o mundo analógico vai ficando para trás.

A respeito da participação da internet no bolo publicitário, separei dois posts que versam sobre o paradoxo da internet como fonte de renda para as empresas: O paradoxo da web 2.0; Internet e os veículos de mídia: desafios e oportunidades.  Sobre a questão da importância crescente das buscas, aproveito para destacar uma tendência no mundo “searching”: a busca social. Esse tema já foi assunto de um post: Busca social ou social search. 

Por fim, a temática mídia gerada pelo consumidor já foi alvo de ‘n’ posts deste blog. Trata-se de uma tendência a qual acredito veemente. Seguem alguns posts sobre o tema: Mídia impressa reconhece a importância da mídia digital; Princípio da web 2.0 ganha espaço na mídia impressa; (Des)Intermediação, recomendação e fator humano no processo; Blogs: influência que chega ao mundo corporativo. 

Mais do que novas ferramentas, estamos tratando de novos ambientes, os quais passam a acontecer os encontros da empresa com seus públicos de interesse. As formas como as mensagens são construídas devem levar em conta questões como interatividade, colaboração, construção coletiva, segmentação, novas possibilidades de mensuração de resultados e, sobretudo, desenvolvimento do relacionamento da organização com seus públicos.


Internet começa a influenciar a mídia eletrônica

20 Dezembro, 2006

Uma notícia do site Blue Bus chamou a minha atenção pela mudança de padrão por parte da emissora MTV. 

Por entender que o jovem passou a consumir mídia e música de forma diferente nos últimos tempos, a MTV resolveu alterar a programação na TV. A emissora vai mudar os conteúdos que usualmente distribui: os videoclipes perderão espaço para séries de ficção, reality shows, documentários, talk shows e jornalismo musical. 

A justificativa da MTV para a mudança foi que o clipe está agora ligado ao mundo digital e, citou o YouTube como um dos responsáveis por essa transição. A emissora ainda argumenta que não vê mais o clipe no formato “televisivo”. 

Em minha opinião, acredito que não há canibalização de uma mídia pela outra. A sacada é entender como as duas mídias podem cooperar e se potencializarem entre si.  

Por outro lado, segundo notícia da Folha de S.Paulo (só para cadastrados), uma semana após a MTV decretar a “morte” do videoclipe, o canal pago VH1 anunciou que vai dar mais espaço aos clipes. Na mesma toada, estão canais jovens como Play TV, TV Mix e Multishow.  

O fato talvez nos mostre que a eliminação dos videoclipes da grade de programação televisiva pode não ser uma tendência. Mas, sem dúvida, a alteração feita pela emissora é um sinal forte de como a internet já afeta a grade de programação das TVs.


Mídia impressa reconhece a importância da mídia digital

19 Dezembro, 2006

A revista Time elegeu como personalidade do ano para a capa o indivíduo comum. A escolha é um reforço da relevância e destaque do conteúdo colaborativo.  

“Por tomar as rédeas da mídia global, por fundar e estabelecer a nova democracia digital, por trabalhar por nada e superar os profissionais em seu próprio jogo, a personalidade do ano de 2006 da revista Time é você” - justificou a revista, que traz uma espécie de espelho para que cada leitor se enxergue na capa. 

A revista ainda justifica que todo esse movimento é decorrente da experiência social massiva da web 2.0 e que também é uma oportunidade de se construir uma nova forma de conhecimento internacional baseada na comunicação um-a-um, cidadão-cidadão. 

A exemplo dos blogs, sites de compartilhamento de fotos e vídeos, comunidades baseadas em redes sociais e até mesmo a mídia tradicional, o indivíduo passa de simples espectador a agente do processo.  Criação de conteúdo, comentários, opiniões e afins atestam o crescimento desta tendência – jornalismo colaborativo, comunicação one-to-one, redes sociais, conteúdos gerados pelo consumidor, etc. 

Veja mais.- Person of the year: You – revista Time (em inglês). 

- Site de música com proposta colaborativa promete alterar a criação das composições (MLOG). 

- Princípio da web 2.0 ganha espaço na mídia impressa (MLOG). 

- Busca social ou social search (MLOG).


Web 3.0?

18 Dezembro, 2006

Quando Tim Berners-Lee concebeu a world wide web queria que a rede fosse utilizada por todos independente de localização. Para que isso acontecesse, criou um programa de recuperação de dados – o Enquire que permitia acesso de dados a partir de um computador.

No primeiro estágio da rede (1.0), a web possuía a capacidade de ler informações disponíveis em portais e outros ambientes da internet.

No segundo estágio (web 2.0), participação, colaboração e interação são os termos da vez e as atitudes esperadas por usuários e instituições presentes na rede. O terceiro estágio (web 3.0) está ligado à web semântica.

A web semântica não significa tão-somente inteligência artificial. Consideremos aqui que as “máquinas são burras” ou que funcionam apenas se o elemento humano intervir. A web semântica está calcada na habilidade de uma máquina resolver um problema bem definido, realizando operações específicas com dados pré-existentes. A intervenção humana no processo é que faz toda a diferença. Não quer dizer que as máquinas vão dominar o mundo ou subjugar humanos.  Para que a web semântica funcione, é preciso que os humanos se dêem ao trabalho de inserir e tratar dados a fim de que as máquinas passem a correlacioná-los, processá-los, armazená-los e usá-los de forma mais inteligente que nos dias atuais.  

O poder das máquinas só supera a inteligência humana em um quesito: capacidade pura de processamento. Um exemplo disso é a vitória do computador Deep Fritz no desafio de xadrez contra o campeão mundial Vladimir Kramnik por 4 a 2. O que a máquina faz é analisar todas as alternativas de movimentos uma-a-uma usando a pura “força bruta” de processamento de dados. Os humanos se utilizam de padrões conhecidos, de alguma análise e um pouco de intuição. A capacidade de processamento pode ser uma das chaves para entender e desenvolver toda a informação disponível na web 3.0.


Publicidade até no Second Life?

15 Dezembro, 2006

Um misto de game em realidade virtual com site de relacionamentos, criado em 2003 pela Linden Lab, o Second Life tem sido alvo dos marketeiros de plantão. Além da Dell, empresas como IBM, Adidas, Warner Music, entre outras, já realizaram as mais variadas ações para marcar presença nesse universo digital, que evolui em velocidade impressionante.  

Esse mundo virtual, que já faz sucesso com mais de 1,8 milhão de pessoas, pode ser um nicho a ser explorado pela comunicação, porém, ainda não está totalmente com o seu potencial aproveitado. O outro lado da moeda é a rejeição das pessoas em relação à publicidade neste mundinho. 

O inegável, contudo, é que por meio dessa realidade virtual em três dimensões, é possível incrementar a demonstração, utilização e aplicação de produtos. Com os vídeos e as realidades virtuais em 3D, a apresentação de um produto só tem a ganhar. O único atributo que ainda não está nesta realidade é o toque
em si. Ainda…
 

O norte-americano Ray Kurzweil acredita que as experiências virtuais se tornarão cada vez mais reais. Quem sabe você não poderá provar um sapato ou uma roupa na China sem ter que sair de casa? O futuro se encarregará de responder. 

Kurzweil deu uma palestra no início de novembro por meio de um simulador de presença – o Teleportec. O equipamento permite que a pessoa apareça em tamanho real, em 3D, de uma locação remota e ainda com a possibilidade de ter contato visual com os participantes. 

Sendo parte do Second Life ou de uma outra experiência virtual, o fato é que nossa relação com as máquinas tende a aumentar. 

A tecnologia, que apenas esboça a idéia de experiência virtual e homem-máquina, pode ser uma ferramenta decisiva e importante na demonstração de produtos, esteja você
em Serra Leoa, Nova York ou Japão.


Redes sociais vão ajudar a distribuir e vender música

14 Dezembro, 2006

Novo serviço chamado de eListeningPost pretende unir vendas, divulgação e rede social para fazer a distribuição on-line de músicas. 

O serviço, protegido pelo sistema Digital Rights Management (DRM), permite que o usuário ouça a música gratuitamente cinco vezes e, se quiserem reproduzí-la depois disso, terão que comprá-la. 

O e-mail com a música vai contar com o “boca-a-boca” on-line e pode ajudar bandas e artistas independentes a distribuírem suas músicas, mediante o pagamento de algumas taxas. 

A indústria fonográfica, que já começa a esboçar ações de comunicação digital para vender, tem mais um canal diferenciado de distribuição e divulgação dos seus produtos. 

Veja outros posts relacionados à indústria fonográfica. Site de música com proposta colaborativa promete alterar a criação das composições.

Fãs e ouvintes no poder. 

Promova sua banda, ganhe dinheiro e talvez nem saia de casa.