100% Online, 100% Estresse?

30 Novembro, 2006

Conectados por blackberries, laptops, celulares ou outros equipamentos com acesso à internet, os executivos, podem estar sofrendo, segundo matéria do Jornal Valor Econômico (só para cadastrados), de ‘tecnoestresse’. 

Os tecnófilos, ou viciados em tecnologia, atingem um alto grau de estresse por não conseguirem se desligar dos aparelhos que os conectam com o mundo digital. 

Apesar de longas jornadas de trabalho, chegam em casa e ainda checam e-mails, não desligam o celular e ainda correm o risco de continuar a rotina do escritório. 

Um estudo feito com 1,2 mil pessoas (de 25 a 55 anos), pela International Stress Management Association (Isma-BR),
em São Paulo e Porto Alegre, revelou que 60% dos entrevistados confessam ser viciados
em tecnologia. Eles fazem parte de uma geração de profissionais compulsivos, que desenvolve, em sua maioria de forma inconsciente, problemas de saúde ou psicológicos.
 

O grande mito de que com a tecnologia ficaríamos mais livres do trabalho e poderíamos nos dedicar mais à vida pessoal caiu por terra. Cabe a cada um de nós dosar trabalho e vida pessoal. Os vilões não são os aparelhos digitais, mas sim, quem deles faz uso…


A hora e a vez das redes sociais

29 Novembro, 2006

Já que estamos conectados boa parte do nosso tempo, nada mais cômodo do que nos relacionarmos pelos aparatos digitais. 

Seja pelo celular, comunicador instantâneo, e-mail ou pelos sites e comunidades on-line, estamos trocando, muitas vezes, o contato físico, pelo mundo digital. 

A aldeia global, como preconizou Marshall McLuhan (nos idos da década de 60), consolida-se hoje com a internet e os instrumentos dela derivados. Porém, apesar de ter características de universalização (todos com todos), consegue aglutinar usuários quase que como em um gueto (poucos para poucos; um para poucos; etc). As pessoas tendem a relacionar-se desde que tenham interesses comuns e afinidades muito claras na rede. 

Um dos grandes paradoxos da internet, a meu ver, é ser um meio no qual todos podem se expressar, ao mesmo tempo em que, é altamente segmentada, específica, de nichos bem definidos. Quem faz a seleção daquilo que quer ver, participar, colaborar é o usuário. O comportamento é seletivo. 

As redes sociais de relacionamento agrupam pessoas com interesses afins e mostram as ‘n’ facetas que a rede pode assumir. De gastronomia a biologia, de negócios a animais, de relatos pessoais a blogs corporativos, a internet comporta uma variedade imensa de temas e, as redes sociais em particular, concentram essa diferença. 

O território virtual nos permite assumir diversos papéis ao mesmo tempo. Podemos estar em várias comunidades simultaneamente, o que não é possível no mundo físico. 

Porém, é difícil prever como as pessoas utilizarão a tecnologia daqui para frente, dada a infinidade de possibilidades que estamos assistindo na rede. Cenas dos próximos capítulos nos orientarão melhor sobre esta questão. 

Veja mais 

Vá procurar a sua turma (Folha Online – Mariana Barros) – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2911200601.htm. 

Redes Sociais: qual é o verdadeiro propósito?http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/10/05/redes-sociais-qual-e-o-verdadeiro-proposito/. 

As cinco tendências para o Futuro Digital, por Greg Johnsonhttp://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/09/29/as-cinco-tendencias-para-o-futuro-digital-por-greg-johnson/.


Sites brasileiros ganham destaque em iniciativa da Escola de Direito de Harvard

28 Novembro, 2006

O site Global Voices Online, organização não governamental patrocinada e lançada pelo Berkman Center for Internet and Society, serve como um centro de informações internacional sobre iniciativas derivadas da web 2.0 e, conseqüentemente, de interatividade, participação, colaboração e conteúdo gerado pelo usuário. É composto por um blog, uma ferramenta wiki e um agregador de blogs internacionais.

O Global Voices Online está sediado na Universidade de Direito de Harvard e tem como objetivos pesquisar iniciativas focadas no futuro da internet e seus impactos em todos os aspectos da sociedade.A iniciativa das vozes globais on-line, em uma tradução literal do nome, é reunir no espaço blogs que estejam falando de fatos locais ou regionais para uma audiência global. Entram nessa blogs, podcasts, sites de compartilhamento de fotos e videoblogs.

O site conta com um time de editores-blogueiros que trabalham no sentido de encontrar, rastrear e agregar essas conversações. Todos os dias, relacionam de cinco a dez blogs interessantes e comentam no blog. O MLOG foi rastreado com um post sobre uma revista feita totalmente por usuários: http://www.globalvoicesonline.org/2006/11/25/web-20-in-brazil-displays-the-powers-of-participation/.

A blogosfera se ocupa de estimular as conversações online. O site Global Voices Online visa concentrar o melhor destas conversações em âmbito global. Trata-se a meu ver de uma espécie de busca social, assunto o qual já tratamos aqui no passado.  O bordão do site: “O mundo todo está falando. Você está ouvindo?” demonstra as possibilidades de democratização, participação, colaboração e interação permitidas e promovidas pela web 2.0. Você e sua empresa estão fazendo parte deste diálogo? Estão ouvindo o que seus consumidores estão pedindo?


Site de música com proposta colaborativa promete alterar a criação das composições

27 Novembro, 2006

A Net Music Makers.com (NMM) pretende unir redes sociais, conteúdo colaborativo, desintermediação e participação dos usuários em um único site. Com lançamento previsto para março de 2007 e abertura aos músicos-internautas em janeiro, a Net Music Makers.com vai revolucionar o conceito de criação de letras e melodias…pelo menos para músicos e bandas amadoras que precisam da web para divulgar seus trabalhos e conseguir adeptos aos seus sons. 

Uma das novidades que derruba a famosa lei dos direitos autorais é o recurso que permite o download de letras fornecidas por artistas famosos em pagamento de royalties. Nas palavras do presidente do site, Jeff Tarnelier: “Os nossos usuários poderão Frankenstein esses em suas melodias originais”. Ou seja, quem quiser pode “chupinhar” letras ou melodias e compor o seu próprio “combinado”. É a colaboração e a construção coletivas, há pouco restritas aos programas e softwares da web 2.0, entrando também no mundo da música. 

O diretor criativo do site, Zap Whitnack, afirma que a Net Music Makers.com será a próxima geração em composição de música, pois vai permitir que músicos de qualquer lugar do planeta tenham contato com uma comunidade igualmente internacional e possa “aperfeiçoar” ou receber “influências” de outros artistas, inclusive com contribuições de gente que nunca se viu ou sabe onde está. 

A NMM ainda possui um estúdio virtual conectado a uma rádio pela internet. O site vai representar um veículo de rede social que se valerá de criações coletivas, contribuições mútuas e um canal de distribuição/transmissão para as composições. 

Uma forma de expressão artística inovadora pode até incomodar os grandes estúdios e gravadoras. O fato é que a música digital veio para ficar. O consumidor diz quais músicas de quais álbuns quer consumir. Resta à indústria fonográfica adaptar-se ao gosto do público e se valer da net como mais uma opção de venda de seus produtos. 

Além disso, o NMM é uma excelente alternativa para bandas iniciantes e amadoras que podem dispor de criações, produções e um canal de divulgação para suas músicas “Frankenstein”. 

Conheça outra iniciativa de venda de música pela rede – http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/08/29/promova-sua-banda-ganhe-dinheiro-e-talvez-nem-saia-de-casa/. 


Internet já é a segunda mídia de massa do Brasil

24 Novembro, 2006

À frente da TV por assinatura (13 milhões de pessoas), jornais (3,1 milhões) e revistas (13 milhões), a internet ainda não é dona da maior fatia do bolo publicitário. A rede, apesar de seus mais de 32 milhões de usuários detêm apenas 1,9% da receita publicitária brasileira (versus 5,5% nos EUA e 10,5% na Inglaterra), de acordo com dados do primeiro semestre do Projeto Intermeios e da notícia de Ralphe Malzoni Jr. do IDGNow. 

Talvez a explicação para tão pouca atenção dos anunciantes em relação à web esteja vinculada às agências de publicidade. Tais agências lucram muito mais ao colocar um anunciante no horário nobre da TV ou nas páginas consagradas de uma revista ou jornal de grande circulação do que na internet. Em minha opinião, esta postura está com os dias contados.  

Como segunda mídia de massa no país e com expectativas de dobrar o acesso dos municípios à grande rede (segundo informações do Ministro das Comunicações Hélio Costa), o cenário dos investimentos publicitários dos grandes anunciantes tende a meu ver, ao menos, equilibrar-se com outros meios. 

Alguns aspectos que valem ser comentados sobre a internet é que, muito embora ela possa ter a penetração de uma mídia de massa (e isso significa atingir milhões de usuários), a rede conserva também características de mídia dirigida. Isto é, capacidade de direcionamento de mensagens a públicos específicos, segmentação da audiência, mensuração e retorno concentrados em nichos de público e linguagem adaptável a cada segmento a que se dirige. 

Com mais pessoas sendo incluídas na rede, mais acesso à banda larga, melhoria das métricas de medição das audiências online e criação de formas diferenciadas de exposição, os portais da web (e com o MercadoLivre, que é o sétimo endereço mais visitado da internet, segundo dados da comScore Media Metrix, não será diferente) tenderão a atrair mais verba de publicidade. 

Um projeto interessante liderado pelo Ministério das Comunicações será trabalhado, por sua vez, para minimizar a exclusão digital e trazer à rede cada vez mais brasileiros. Municípios de todo o país terão acesso à web por meio de telecentros ou serviços de atendimento ao cidadão. 

Evolução da rede, das métricas de mensuração, mais internautas, maior acesso à banda larga…quem sabe em menos de uma década a internet não supere a principal mídia de massa do país? 

 

Veja mais na web

Internet: a maior mídia de massa do país?http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/10/04/internet-a-maior-midia-de-massa-do-pais/. 

Costa prevê conexão à web para todos os municípios nacionais até 2008 (site IDG Now, 21/11/2006) – http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/11/21/idgnoticia.2006-11-21.0685644983/IDGNoticia_view. 

Grandes portais se unem para fazer publicidade crescer (Site IDG Now – 21/11/2006) – http://idgnow.uol.com.br/internet/blog_dos_blogs/archive/2006/11/21/grandes-portais-se-unem-para-fazer-publicidade-online-crescer/?searchterm=publicidade.


Língua oficial da internet em 2008: mandarim?

23 Novembro, 2006

Com mais de 123 milhões de chineses plugados na net e com crescimento expressivo da banda larga no país, a China tende a ser o maior mercado online nos próximos dois anos, segundo notícia de Itamar Medeiros, no WebInsider. 

A questão particular da língua é, ainda, mais curiosa e expressiva que estes números. Os sites em mandarim têm a preferência dos usuários chineses. Segundo os dados de Medeiros, são 85% dos chineses navegando em mandarim contra 3% que se arriscam em sites de línguas estrangeiras. 

Assim como os meios de comunicação impressos e áudio-visuais, a língua é item fundamental. Qualquer veículo atrelado a conteúdo, terá que se preocupar com a língua. Seria muito antipático se o cardápio do McDonalds chinês estivesse apenas em inglês, não? Mesmo assim, não seria tão problemático quanto se o principal jornal da China tivesse sua matéria de capa em outra língua ou se o Google de lá não se preocupasse com essa questão cultural. 

A máxima “pense global e aja localmente” vale como nunca, principalmente quando falamos de mais de 123 milhões de chino-consumidores…


MercadoLíderes: negócios que geram renda e empregos neste final de ano.

22 Novembro, 2006

Os melhores vendedores do MercadoLivre são os usuários mais ativos do site. Em recente pesquisa que fizemos com eles, detectamos que aproximadamente 60% deles têm, no site, fonte de mais de 40% de sua receita.  

Além de terem parte da receita atrelada ao site, estes vendedores ainda empregam mais pessoas: mais de 21% dos MercadoLíderes empregam entre 3 e 5 pessoas em seus negócios, 15% têm mais 2 funcionários e 35% empregam uma pessoa.  

Nos meses de setembro e outubro, as vendas de final de ano já começam a se aquecer e os pedidos dos produtos mais visados tendem a subir, porém, na pesquisa que fizemos com vendedores top do site, apuramos que, surpreendentemente, quase metade dos participantes da pesquisa (45%) não tem limite de data para aceitar encomendas de Natal. Isso nos mostra um comportamento bem diferente do varejista tradicional. Quem deixa para ir às compras às vésperas do Natal, encontra estacionamentos engarrafados, lojas cheias, itens da moda em falta e uma multidão que disputa espaço e produtos. No varejo on-line, esses problemas não existem. 

Para atender às demandas dos e-consumidores, 92% dos top vendedores vão utilizar os correios como principal forma de entrega das mercadorias. Os envios expressos também serão utilizados para atrair compradores. 

Quando questionados sobre como vão se preparar para o Natal 2007, os vendedores responderam, principalmente, que estão reforçando os estoques.  

Para ajudar a se diferenciar neste período de acirrada concorrência, os vendedores afirmaram que vão utilizar estratégias como envio expresso, preço reduzido, frete gratuito, descontos promocionais, parcelamentos, contratação de pessoal, automatização das vendas, e-mail marketing, atendimento rápido, aumento da carga horária do pessoal, embalagem apropriada e publicidade. 

Como promessas deste natal, os vendedores apontaram os seguintes produtos: notebooks, câmeras digitais, celulares, monitores cardíacos para ginástica, mp3/mp4 automotivos, cabo de dados, acessórios para celulares e câmeras, itens wireless (sem fio) em geral, vídeo games, cartões de memória, acessórios para veículos, informática, jóias, eletrônicos em geral, itens para decoração das festas, impressoras multifuncionais, DVDs e roupas esportivas. 

Agora, é com você: basta escolher entre empurra-empurras e cliques…


Papel é coisa do passado para geração supostamente digital

21 Novembro, 2006

Pedro Doria, do blog No Mínimo, traduziu um trecho da fala de John Naughton na Conferência Britânica dos Editores de Jornais:“Os jovens de 21 anos hoje nasceram em 1985. A Internet fez dois anos em janeiro daquele ano e a Nintendo lançou o Super Mario Brothers, primeiro game blockbuster. Quando estavam na escola primária, em 1990, Tim Berners-Lee estava inventando a world wide web. A primeira mensagem SMS foi enviada em 1992, quando esta turma tinha 7 anos. Amazon e eBay nasceram em 1995. Hotmail saiu em 1998, quando eles estavam caminhando para o secundário. 

Neste período, celulares pré-pagos surgiram, permitindo que adolescentes tivessem os seus – e os primeiros serviços de mensagens instantâneas nasceram. Google veio ao ar em 1998, quando eles chegavam à adolescência. Napster e Blogger.com são de 1999, Wikipedia e o iPod são de 2001. Os primeiros sistemas de redes sociais apareceram em 2002 quando eles estavam se formando no colégio, Skype em 2003 são eles indo para a universidade e o YouTube, de 2005, marca o momento no qual estão ganhando o diploma. 

Estes garotos foram criados num universo que caminha paralelo àquele habitado pela maior parte de nós no negócio da mídia. Eles jogam games de complexidade absurda durante horas seguidas. São espertos, cultos e computadores e tecnologia de comunicação lhes são naturais.”  A afirmação de Naughton escancara um cenário no qual os jovens já cresceram em meio à tecnologia digital e em meio aos veículos on-line, estampados na tela do computador, 24 horas por dia. 

Frente a esse panorama, o papel e seus meios tornam-se obsoletos. Isso porque da mesma forma que nos habituamos a ler o nosso jornal de cada dia, ou nossa revista de cada manhã de domingo, a geração digital cresceu com os dedos no teclado e as mãos no mouse. Seus olhos deslizam pela tela do computador como os nossos o fazem nas bem diagramadas páginas das revistas e jornais. 

Que futuro terão os veículos impressos se a geração digital, que hoje tem na faixa dos 21, 22 anos, não os utiliza? Os meios impressos poderão ter a função de abarcar a uma análise mais apurada temas e também notícias conhecidas como “frias”, isto é, que não dependam da periodicidade e do imediatismo para venderem. 

Vejam só: se fôssemos esperar o resultado entre o jogo ocorrido no Japão pelos jornais, entre Brasil e Rússia, no vôlei feminino, teríamos a notícia um dia após o acontecimento. Até o telefone de Graham Bell seria mais rápido! Com as mídias digitais e mesmo com o rádio e com a TV, o tempo real é possível.  

Portanto, amigos, o seu jornal e a sua revista – de papel, tal e qual os conhecemos hoje, podem estar com os dias contados em menos de uma década. A cobertura diária dos fatos, a meu ver, passará para os meios digitais e, fatos que demandem mais análise, poderão vir nos formatos impressos. Ah, quase ia me esquecendo…isso se a geração digital quiser…pois, para eles, o papel é quase como uma antigüidade… 


Banda larga: artigo comparado à água e à luz elétrica

17 Novembro, 2006

A United Nations Conference on Trade Development – UNCTAD – prenuncia: a banda larga se torna tão importante e fundamental aos negócios quanto a água e a eletricidade. Do texto original em inglês: “Broadband is becoming so vital for businesses and offers such competitive advantages that it is being compared to utilities such as water and electricity, the Information Economy Report 2006 (1) contends — and that is disturbing news for developing countries, where broadband access is scarce and the basics needed to provide it at reasonable cost are often lacking”. 

A afirmação da UNCTAD tem, a meu ver, uma verdade relativa e um lapso oculto. 

A verdade relativa é que cada vez mais o desenvolvimento da web, de suas ferramentas e serviços dependerá em maior ou menor grau do acesso das pessoas à banda larga, pela velocidade e agilidade que permite. 

O lapso oculto, por sua vez, me faz lembrar a pirâmide de necessidades de Maslow . 

Em países ou localidades onde as primeiras necessidades não foram satisfeitas, será mesmo a banda larga, ou ainda, a internet, uma superação ou um item comparável à água e à eletricidade? Será que as etapas da pirâmide preconizada por Maslow vão seguir necessariamente a mesma ordem?  

Outra idéia que me ocorreu ao ler o relatório é sobre a palavra “utility”, usada para definir os serviços como água e eletricidade. O termo carrega um sentido de necessidade. Num passado distante, ambos serviços não existiam, e quando passaram a existir, demoraram a ser oferecidos em larga escala. Assim será com a banda larga, ou seja, uma questão de tempo para ser oferecida e acessível em larga escala. 


Comércio eletrônico pode oferecer preços mais baixos nas compras de Natal

14 Novembro, 2006

Pesquisa feita pelo Programa de Administração do Varejo (PROVAR, da Fundação Instituto de Administração) em parceria com a consultoria Canal Varejo atestou que em novembro, o preço dos produtos vendidos pela internet caiu 1,97%, de acordo com o índice E-flation. O histórico dos últimos 12 meses revela que o comércio eletrônico já soma 14,53% de deflação.

A notícia em nada me espanta, uma vez que na internet, o nível de concorrência é mais amplo, mas também acaba por baixar os preços para o consumidor. Ao alcance de um clique, é possível pesquisar preços, vendedores, produtos similares e, com isso, conseguir preços menores. Além disso, pequenos, médios e grandes empreendimentos são igualmente fortes na internet. Quem tiver a melhor oferta, ganha o consumidor.

No mundo físico, essa deflação não funciona e varejo e consumidores, comportam-se de forma diferente. A concorrência se porta de forma diferente e os custos de manutenção das lojas tradicionais são maiores.

Além de toda a questão da amplitude da concorrência que traz ganhos para o consumidor, há ainda a desintermediação. Sem passar por inúmeros mediadores, a mercadoria fica mais barata ao bolso do consumidor.Neste natal, aposta-se em um expressivo crescimento das vendas on-line justamente por questões como a comentada acima: menor preço, além de aumento da base de internautas, popularização da banda larga e confiança do consumidor na internet.

Veja mais na web.

Comércio eletrônico registra deflação de 1,97% em novembro – site Consumidor Online – 09/11/2006.