Como a proposta do Creative Commons ajuda a manter os direitos reservados sem tolher usos na web.
Em uma tradução literal, Creative Commons significa “comunidade de criativos” ou “criativos comuns”. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos fundada no princípio da não-propriedade sobre bens intelectuais. O projeto Creative Commons, que teve origem com a Free Software Foundation’s GNU General Public License (GNU GPL), define um espectro de possibilidades entre o direito autoral total - todos os direitos reservados - e o domínio público - nenhum direito reservado. As licenças do CC ajudam os criadores a manterem o direito autoral ao mesmo tempo em que permitem certos usos da obra - um direito autoral com “alguns direitos reservados”. Veja o vídeo (em inglês) que explica o projeto. Hoje, se alguém quiser deixar uma criação sua no site do Creative Commons (http://www.creativecommons.org), pode escolher o que quer compartilhar, isto é, tem o direito de dizer que tipo de licença pretende dar à sua obra: • Atribuição: deixar que os outros copiem, distribuam, mostrem o trabalho – e os dele derivados, desde que citem a fonte. • Não-comercial: outros podem copiar, distribuir e mostrar seu trabalho e outros baseados nele, apenas para fins não-comerciais. • Trabalhos não-derivados: permite-se que outros copiem, distribuam, mostrem o trabalho em sua integridade, sem modificá-lo; alterações não são consentidas.
• Compartilhamento semelhante: aplica-se somente a trabalhos derivados, que devem ter licença especial para distribuição, igual àquela que regula a produção principal. A partir do tipo da escolha que se fizer, o sistema gera um código digital que identifica a obra e o uso legal é permitido.
A idéia do Creative Commons é permitir que as criações sejam como os espaços freqüentados por todos, isto é, sejam de domínio público. Uma interessante iniciativa neste sentido é a do site Common Content, um catálogo aberto com os mais variados temas, que se vale da idéia de criação e compartilhamento coletivos. A partir dessas criações coletivas, a web vai se configurando como uma mídia democrática, acessível e de rápida difusão. Crie conteúdos, compartilhe, acrescente partes de outros usuários e monte seu ‘frankstein’ online. A máxima “várias cabeças pensam melhor que uma” vale literalmente neste cenário.
Veja mais na web
A Era do Creative Commons: http://www.serpro.gov.br/publicacoes/tema_174/materias/sof_174_01; Minha primeira obra para o Creative Commons: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2004/07/11/minha-primeira-obra-para-o-creative-commons/;
6 Outubro, 2006 às 9:06 am
[...] O político Fernando Gabeira aderiu à rede também. Em seu site – http://www.gabeira.com.br, oferece o blog e um download de seu livro “Navegação na Neblina”. Ah! E diga-se de passagem o livro pode ser baixado no sistema Creative Commons, tema já tratado aqui anteriormente. [...]
8 Agosto, 2007 às 9:34 am
[...] também se posiciona contra iniciativas como o Creative Commons (que já comentamos anteriormente aqui) por entender que desbancam a credibilidade da propriedade intelectual, uma vez que pessoas comuns [...]