As cinco tendências para o Futuro Digital, por Greg Johnson

29 Setembro, 2006

Há um ano atrás, ninguém conhecia o YouTube (lançado em dezembro de 2005), ríamos da FOX que gastava US$ 500 milhões com o MySpace; iTunes e iPod detinham apenas 80% de market share (hoje tem 90%!); não conhecíamos pessoas que assistissem vídeos pelo celular; e as buscas pela web eram o destaque do momento (ainda são hoje)…  Foi com esse cenário que Greg Johnson, Vice-Presidente Executivo e Diretor Global
em Inovação Digital da MRM Worldwide e responsável pelo Interpublic Emerging Media Lab, em Los Angeles, começou sua palestra sobre as cinco tendências do futuro digital no
Seminário “Comunicação, Entretenimento e o Marketing no Mundo Digital”, promovido pela Trama, no dia 13/09. 

Para montar a base do futuro, Greg Johnson se apóia nas cinco tendências de 2006, a ver:

  1. Evolução do vídeo pela web;
  2. Marketing móvel (mobile marketing);
  3. Redes sociais;
  4. Web 2.0;
  5. Integração do entretenimento aos conteúdos.

Mera coincidência ou estamos exatamente nos cinco pontos acima citados? 

Para o Futuro Digital de 2007, Johnson aponta:

1.       Software Social determinando a comunicação (busca social, wi-max, inteligência colaborativa, integração do VOIP, uso de voz);

2.       Colisão do Mundo Físico e Digital (mobilidade como padrão, aceleração digital, busca móvel, pagamentos móveis);

3.       Novas redes de mídia digital (maturidade dos vídeos que consomem banda larga, modelo para download de vídeo, busca de vídeo, myTV, conteúdos em tamanho reduzidos, usuário/produtor);

4.       Casa Digital em construção (home media center, telemática, gaming network);

5.       Conteúdos de próxima geração (assim que a banda larga se transformar em lugar comum, conteúdos interativos e imersos permitirão novas formas de criar); O pensamento de Johnson, do qual partilho também, afirma que poder digital não está apenas na conexão com consumidores, mas também na conexão do mundo, e em progredir na solução dos maiores problemas do planeta. Além disso, Johnson explorou o cliente dos nossos tempos como sendo um gerador de conteúdo, não apenas consumidor; que preza pelo auto-atendimento (self-service); se utiliza de aparatos móveis e ubíquos; joga mais games do que vê TV; e tem outra concepção de tempo e espaço. 

Johnson também chama a atenção para o contexto no qual vivemos: uma ‘democracia de conteúdos’. O poder de escolha permite controle ao usuário; as redes sociais ditam os padrões para a cultura e para a mídia; a propaganda é apenas um outro tipo de conteúdo, que mescla criatividade com o contexto crítico; e, o mais importante: as vozes individuais formam uma inteligência coletiva, que se configuram no novo ‘espelho’ da sociedade. 

O futuro é digital!


Fãs e ouvintes no poder

28 Setembro, 2006

Foi-se o tempo em que tínhamos que depender da programação das rádios para consumirmos as músicas que queríamos. 

Com a internet, as rádios online e os MP3 players, a seleção fica por conta de cada um. O gosto pessoal é o “drive” de todo o processo. 

Ao ler uma matéria do Jornal A Folha de S.Paulo (apenas para cadastrados) sobre música na internet, resolvi falar sobre o assunto sob o prisma do usuário comum e das bandas que nunca seriam conhecidas se não tivessem a oportunidade de se expor na rede. 

Duas rádios online destacam-se neste sentido de oferecer a possibilidade do usuário configurar seu gosto e ouvir as músicas baseadas em suas preferências pessoais. São elas: Pandora e Last.Fm.  

As rádios de internet estão conquistando cada vez mais espaço e mercado ao oferecerem um sistema de recomendações musicais. Primeiro, o ouvinte se cadastra e dá informações sobre artistas e estilos musicais de sua preferência. Por um sistema de interação, vai ouvindo músicas baseadas em suas indicações, dando ou não a sua aprovação. As informações vão direto para uma base de dados e as pessoas que lá trabalham classificam as canções, fazendo uma análise prévia e estabelecendo relações entre elas. Como diria o fundador da Last.fm, Martin Stiksel, “é a comunidade de ouvintes que constrói o conhecimento”. É o ouvinte que alimenta e transforma o sistema. 

O sistema de recomendação tanto nas rádios como em outros sistemas on-line mudaram o modo como as informações chegam às pessoas. Os vídeos mais votados no YouTube ficam nas primeiras colocações, os guias de compra do MercadoLivre mais lidos e recomendados, idem e até notícias, com o site Digg que elege os textos mais votados e elenca para seus usuários.  

Na outra ponta do processo, estão as bandas de garagem ou grupos que jamais sairiam do anonimato, não fosse o poder de disseminação da internet e a ausência de controle das gravadoras nessa seara. Em outra oportunidade, falei sobre um site que ajudava a promover bandas, permitindo que ganhassem até a gravação e a distribuição de sua música se conseguissem reunir adeptos em torno de suas causas. 

Essa é a grande sacada da internet: a desintermediação. Os grandes produtores de conteúdo (incluam-se aí as gravadoras e a indústria fonográfica tradicional), que antes detinham o poder de filtrar aquilo que as audiências deveriam ver, perderam a exclusividade.  

Os famosos ‘gatekeepers’ assistem a essa evolução apenas como espectadores do processo. Ou entram no esquema de conferir poder ao receptor ou estarão fadados à perda cada vez maior de audiência.


Novidades em alta velocidade

27 Setembro, 2006

Será mesmo que dá tempo de absorvê-las? 

Ontem, ao ler a coluna (O mundo mudou mesmo, vc notou?) de Luiz Alberto Marinho no site Blue Bus, tive a mesma sensação que ele: estar absolutamente envolvido e conectado 24 horas por dia. Como Marinho mesmo nomeia: mobilidade é o nosso mantra. Já tratamos deste assunto em outra oportunidade. 

Telefone celular, internet, caixas eletrônicos, laptops, supermercados e lojas de conveniências 24h, até academias 24h ocasionaram uma perda da tradicional referência tempo-espaço. A rapidez e a agilidade são atributos altamente requisitados no mundo corporativo.  

Temos o padrão instantâneo da internet para tudo: se a pessoa que recebeu um e-mail nosso não responder quase que imediatamente, o desconforto gerado pela ausência nos obriga a telefonarmos para perguntar se ela já viu a mensagem. 

Em função da mobilidade e da rapidez, dois conceitos acima discutidos, o futuro fatalmente nos leva a um outro padrão: consumo de mídia em aparelhos wireless – celulares, MPe/MP4 players, rádios automotivos ligados à internet, laptops, palms e afins. Como bem diria Marinho, novidades em alta velocidade, ‘embaladas para viagem para degustação em nossos penosos deslocamentos urbanos’.  

Será mesmo que absorvemos essa violenta quantidade de informação? A corrida contra o tempo é uma questão de sobrevivência? Não estamos exagerando na velocidade das coisas? 

Como diria minha avó: “prudência e canja de galinha não fazem mal à ninguém”. 


Autores da Internet: tranqüilizai-vos!

26 Setembro, 2006

Como a proposta do Creative Commons ajuda a manter os direitos reservados sem tolher usos na web. 

Em uma tradução literal, Creative Commons significa “comunidade de criativos” ou “criativos comuns”. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos fundada no princípio da não-propriedade sobre bens intelectuais. O projeto Creative Commons, que teve origem com a Free Software Foundation’s GNU General Public License (GNU GPL), define um espectro de possibilidades entre o direito autoral total - todos os direitos reservados - e o domínio público - nenhum direito reservado. As licenças do CC ajudam os criadores a manterem o direito autoral ao mesmo tempo em que permitem certos usos da obra - um direito autoral com “alguns direitos reservados”. Veja o vídeo (em inglês) que explica o projeto. Hoje, se alguém quiser deixar uma criação sua no site do Creative Commons (http://www.creativecommons.org), pode escolher o que quer compartilhar, isto é, tem o direito de dizer que tipo de licença pretende dar à sua obra:   • Atribuição: deixar que os outros copiem, distribuam, mostrem o trabalho – e os dele derivados, desde que citem a fonte. • Não-comercial: outros podem copiar, distribuir e mostrar seu trabalho e outros baseados nele, apenas para fins não-comerciais. • Trabalhos não-derivados: permite-se que outros copiem, distribuam, mostrem o trabalho em sua integridade, sem modificá-lo; alterações não são consentidas. 

• Compartilhamento semelhante: aplica-se somente a trabalhos derivados, que devem ter licença especial para distribuição, igual àquela que regula a produção principal. A partir do tipo da escolha que se fizer, o sistema gera um código digital que identifica a obra e o uso legal é permitido.  

A idéia do Creative Commons é permitir que as criações sejam como os espaços freqüentados por todos, isto é, sejam de domínio público. Uma interessante iniciativa neste sentido é a do site Common Content, um catálogo aberto com os mais variados temas, que se vale da idéia de criação e compartilhamento coletivos. A partir dessas criações coletivas, a web vai se configurando como uma mídia democrática, acessível e de rápida difusão. Crie conteúdos, compartilhe, acrescente partes de outros usuários e monte seu ‘frankstein’ online. A máxima “várias cabeças pensam melhor que uma” vale literalmente neste cenário. 

Veja mais na web

A Era do Creative Commons: http://www.serpro.gov.br/publicacoes/tema_174/materias/sof_174_01;  Minha primeira obra para o Creative Commons: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2004/07/11/minha-primeira-obra-para-o-creative-commons/;


Vídeo on demand: realidade ou futurismo?

25 Setembro, 2006

Dois pesos pesados do mundo corporativo uniram forças para venda online de filmes. A notícia seria mais uma do mundo digital, não fosse estarmos falando da Disney e da Apple. 

Apesar de no Brasil, a mania de assistir vídeos online esteja muito restrita ao YouTube, mundo afora a novidade começa a dar frutos maiores.  

Notícia do jornal O Estado de S.Paulo afirma que a Disney já começa a lucrar com a parceria com a loja iTunes. Apenas uma semana após o lançamento na loja, a Walt Disney já vendeu 125 mil cópias, o que representou aos cofres da empresa, US$ 1 milhão. A expectativa é ter uma receita de US$ 50 milhões só no primeiro ano.  

Porém, a iniciativa de se vender vídeos na internet não é nova. A Amazon e os sites Movielink e CinemaNow, sem falar nas empresas de telecom que estão travando batalha acirrada com as empresas de TV paga para dominar o triple play, já estão nessa “onda” há mais tempo.  As empresas de telecom estão investindo quantias substanciais para competir com as companhias de TV por assinatura, oferecendo vídeo sob demanda por conexões banda larga. 

Como nos downloads de música, onde a Apple é líder incondicional com o iTunes, os estúdios de Hollywood enxergaram a oportunidade de fazer dinheiro e estão apressados em fazer com que a Maçã Gigante não domine também esse território.  No entanto, a banda larga, que ainda representa 1/6 da população com acesso à internet ainda é uma pedra no sapato das empresas que pretendem lucrar com vídeos para download. Não vamos esquecer também o tamanho dos arquivos para download.

Escolha seu filme, inicie o download e esqueça! Até com banda larga, o processo vai demorar… 

Com a democratização da banda larga e a popularização dos MP4 players, celulares e talvez até uma tecnologia que permita maior compactação dos arquivos (ou uma redução na qualidade dos vídeos comprador por internet), a tendência é que em um futuro próximo o consumo de vídeo sob demanda venha a crescer vertiginosamente. 

“No seu trabalho, em sua sala de estar, em seu carro e no seu bolso: eu espero que isso dê uma pequena idéia para onde estamos indo”, afirmou Steve Jobs, CEO da Apple em um pronunciamento no dia 12 de setembro. Deu para entender o realismo da tendência? 

Veja mais

- Apple for couch potatoes 

- Disney e Apple juntas para vender filmes a US$9,90

- Disney já lucra com vídeos na loja iTunes


Musa politicamente incorreta em ação viral para gigantes da comunicação

22 Setembro, 2006

Maria Alice Vergueiro, a atriz do tão disseminado vídeo “Tapa na Pantera” do site YouTube, que gerou mais de 2,5 milhões de acessos, diversas paródias e até versão legendada, foi contratada pela Buena Vista (subsidiária da Disney) para divulgar o novo filme de Daniel Filho, parceria de Globo e Disney. 

A atriz e os dois cineastas gravaram na semana passada vídeos em que fazem propaganda quase subliminar de “Muito Gelo e Dois Dedos de Água“, filme de Daniel Filho, no qual Laura Cardoso faz uma avó repressora que acaba seqüestrada por duas netas que fumam maconha na sua presença.  A versão do vídeo escolhida pela Disney tinha como objetivo cativar os espectadores em uma acão de marketing viral no mesmo YouTube. A ‘sacada’ dos produtores do filme não é apenas a contratação de uma personagem consagrada pelo site de vídeos, mas sim, o uso do ferramental de comunicação viral. Mais uma vez, ponto para o Buzz Marketing e para as redes sociais, que se apresentam cada vez mais, como instrumentos necessários para a disseminação de idéias na web. 

Isso sem mencionar o episódio Cicarelli, que espontaneamente, ganhou as redes sociais da forma mais viral possível, isto é, com efeito extremamente rápido e potente.


Privacidade, funcionamento da internet e outras coisas mais

21 Setembro, 2006

O episódio Cicarelli parece não ter fim…falta de assunto na mídia, invasão de privacidade ou mais uma vez estamos diante do fabuloso mundo da internet no qual as coisas correm a velocidades comparadas à da luz e geram escândalos dignos das grandes guerras? 

Pergunta de difícil resposta. A grande questão é que precisamos entender como funciona o mundo da web de uma vez por todas. Se quisermos ter a participação e a colaboração do internauta, vamos correr o risco de ter conteúdos impróprios para todo o sempre. Assim como a sociedade, a internet reflete o comportamento das pessoas. E isso pode ser bom ou ruim, o que siginifica que podemos ter conteúdos de qualidade e valiosos para o nosso dia-a-dia, assim como conteúdos ruins, que não agregam nada a ninguém. 

O fato do vídeo de Daniela Cicarelli ter ido ao ar para todo o mundo e após algumas horas ter sido removido pelo próprio provedor, nos transporta para a questão da legislação no meio digital.  Uma vez notificado sobre a irregularidade do conteúdo, cabe ao provedor fazer uma rápida análise da denúncia e removê-lo. No caso do YouTube, horas após ter percorrido o mundo, o vídeo foi devidamente retirado do ar. Essa postura tem um nome pouco conhecido no cenário brasileiro, mas amplamente difundida nas legislações digitais européia e americana: trata-se do “notice and take down”, isto é, ao ser notificado, o provedor deve remover o conteúdo do site hospedeiro.  

A responsabilidade, no entanto, é inteiramente do usuário que publicou a informação.  Se Daniela Cicarelli e seu namorado quiserem processar alguém, que seja o paparazzo que fez o flagra. Veja mais na webO Globo:

Vídeo Cicarelli: leitores não consideram invasão de privacidade - http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/09/20/285743208.asp.  Folha Online: Cicarelli vai processar quem divulgou vídeo e paparazzo - http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u64540.shtml.


Pesquisa implacável revela: brasileiros gastam mais tempo com sites pessoais no trabalho

21 Setembro, 2006

Pesquisa Web@Work América Latina realizada pela consultoria internacional Websense apontou que 80% dos brasileiros navegam por sites pessoais durante o expediente (cerca de 4,7 horas), o que nos coloca à frente de colombianos (3,9), chilenos (3,7) e muito acima da média (2,1 horas por semana). 

O dado, no entanto, apenas destaca a realidade que obriga às empresas a tomar medidas restritivas e limitantes. Por isso, sites de relacionamento, de vídeo, comunicadores instantâneos, entre muitos outros são imediatamente barrados e a mensagem de “ERROR: the requested URL could not be retrieved” (Erro: o endereço não pode ser estabelecido) fica mais comum do que o desejado.  Em termos de etiqueta e postura no ambiente de trabalho, nada mais providencial do que o velho bom senso, que nem on-line precisa ser e que é condição indispensável em qualquer situação!  ;-)  Veja na web

Brasileiro gasta mais tempo em site pessoal no trabalho, diz pesquisa - http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2006/09/19/285729829.asp


Blogs: influência que chega ao mundo corporativo

20 Setembro, 2006

Que os blogs exercem influência nas audiências da internet, já sabemos. O que, de uns tempos para cá, é novidade é o fato de os blogs tornarem-se instrumentos de comunicação corporativa. De diários de expressão pessoal a ferramentas de relações públicas das organizações, os blogs ganharam a preferência dos internautas e já se apresentam como alternativa na comunicação empresa-clientes. Febre na América do Norte (veja: Fastlane, Sun Microsystems, Boeing, entre outros), os blogs de CEOS começam a aterrissar no Brasil: Tecnisa, Microsoft, HSBC, Catho e o meu, MLOG. 

Desde que surgiu, a internet foi considerada o meio de expressão dos usuários por excelência. Os blogs, mais do que os sites – em que há investimento de layout, programação, hospedagem e manutenção, consumam a expressão dos usuários por meio de dois princípios da web: interatividade e formação de comunidades.  De novo, a web 2.0 como pano de fundo para as ferramentas mais comentadas da rede. Espaços de discussão, rede de comunidades similares ou com assuntos relacionados ligadas por uma ‘webring’ e democratização de vozes, fazem do meio um poderoso instrumento de comunicação de mão dupla, quebrando paradigmas da comunicação unidirecional de tempos atrás.   Comparativamente, pode-se dizer que a internet é muito mais democrática do que o jornal, a TV e o próprio rádio, uma vez que torna menos técnica e onerosa a presença e a expressão do indivíduo na mídia.  O fato, no entanto, gira em torno, entre outros pontos, o caráter corporativo: como ferramenta de comunicação interna ou externa, o blog provoca uma mudança de paradigma no relacionamento corporativo. Clientes e parceiros de negócios têm, nos blogs, possibilidade de interação com a empresa. Enquanto o marketing e as relações públicas se encarregam de transmitir a mensagem unificada da companhia em diferentes plataformas, os blogs são mais parecidos com uma conversa casual com consumidores e parceiros, não perdendo, todavia, o caráter de canal de relacionamento corporativo. Trata-se de uma abertura e uma exposição institucionais inimagináveis nos tempos da “velha mídia”. Os públicos querem e exigem das organizações a abertura de canais de relacionamento ágeis e sem barreiras geográficas. O desafio dos blogs de negócios, por exemplo, é a conquista desses públicos da empresa de forma amigável e na linguagem da rede, com interatividade, franqueza e igualdade de forças e posições.   

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Eu S.A. e o advento da mídia gerada pelo consumidor - http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/09/19/eu-sa-e-o-advento-da-midia-gerada-pelo-consumidor/. 


Eu S.A. e o advento da mídia gerada pelo consumidor

19 Setembro, 2006

Pesquisa da Accenture que ouviu 10 mil pessoas em 9 países confirma o que a web 2.0. já vem propagando há algum tempo: os usuários querem criar e compartilhar seu próprio conteúdo, querem ser empreendedores do próprio conteúdo – Eu S.A. O estudo também apontou que 40% dos internautas fazem downloads e assistem a vídeos on-line. O fato de produzirem, participarem, contribuírem e colaborarem com conteúdos na rede nos remete a um outro fenômeno: a mídia gerada pelo consumidor

A mídia produzida pelo consumidor ou consumer-generated media (em inglês) é uma manifestação criada e compartilhada entre os consumidores/internautas. Tem credibilidade, uma vez que foge à voz oficial das comunicações institucionais, e influencia grandes grupos ligados pelas redes sociais de relacionamento. Se bem trabalhada pelas companhias, pode ser um importante recurso de branding e também uma vantagem competitiva. 

A mídia gerada pelo consumidor, segundo a Nielsen Buzzmetrics, tem a ver com os milhões de comentários provenientes de consumidores, opiniões e experiências pessoais publicadas em locais públicos on-line sobre diversos assuntos, produtos e marcas. A mídia gerada pelo consumidor também é conhecido como boca-a-boca on-line ou buzz on-line.  A mídia gerada pelo consumidor se origina de:

  • Blogs;
  • Quadros de mensagens e fóruns;
  • Listas de discussão;
  • Discussões e fóruns em e-mails de portais (Yahoo!,AOL, MSN);
  • Opinião on-line/Serviços e sites que analisam produtos e serviços;
  • No MercadoLivre, por meio dos fóruns e guias, para não falar dos anúncios, de autoria e responsabilidade da comunidade de 16 milhões de usuários.

A internet, mais do que qualquer outro meio, dá voz aos consumidores por meio de uma plataforma em que é possível publicar ou discutir sobre empresas, marcas, produtos, serviços, assuntos. A internet oferece, por meio de um fórum, que as vozes coletivas sejam escutadas, compartilhadas e pesquisadas. 

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Geração totalmente digital - ttp://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/08/31/geracao-totalmente-digital-2/.   

O paradoxo da web 2.0 - http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/08/31/o-paradoxo-da-web-20/

O poder dos embaixadores da marca em tempo de internet - http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2006/08/28/o-poder-dos-embaixadoresevangelistas-da-marca-em-tempos-de-internet/

Veja mais na web

The Pocket Guide to Consumer-Generated Media