WEB livre e responsável

26 Novembro, 2009

A liberdade de expressão é um direito do indivíduo nos regimes democráticos. Na internet, a orientação deve ser a mesma. No entanto, a discussão é se a web oferece condições tais que necessitem de tutela e/ou regulamentação.

Por exemplo, de repente você descobre que existe outra pessoa se passando por você, respondendo por você, conversando por você. Você se torna o personagem principal de uma história criada por outro, sem sua permissão ou participação.

Não é novidade que identidades falsas podem ser criadas no mundo off line. No ambiente virtual também há o risco de usuários agirem de má fé, sem considerar valores e princípios. Todos conhecem histórias de celebridades e mesmo de pessoas comuns vítimas de perfis falsos e ações indevidas. Recentemente, Rubens Barrichello venceu em 1ª instância o direito de serem removidos da rede social perfis falsos e comunidades ofensivas ao piloto.

A orientação sobre o que fazer, tanto para usuários quanto para empresas atuantes na web, está em discussão no Marco Civil da Internet.  É importante a elaboração de uma lei transparente e eficaz. A discussão deve envolver questões como apropriação indevida de identidade, de marcas, de direitos autorais e quais as responsabilidades de cada um, internauta, empresas e autoridades.

A seriedade da discussão vai além do “tirar ou não” o conteúdo do ar. Compreende a pertinência, ou não, de exercer um controle preventivo ou monitoramento sobre o conteúdo das páginas.  Isso pode ser uma afronta à democracia e trazer à tona discussões sobre censura prévia.

Lembremos que os ambientes web não são responsáveis pelo conteúdo produzido pelos seus usuários, respeitando assim a liberdade de expressão, o direito à comunicação e o direito à informação. Mas devem ser observados princípios de ética e integridade para que a internet seja um ambiente saudável para todos.

Leia mais na web:

Marco Civil da Internet – Liberdade de Expressão na Internet


Operações seguras na Internet

19 Novembro, 2009

Olá!

Boa noite a todos.

Em razão de algumas notícias que saíram na imprensa ontem e hoje, acho bacana ceder um espaco do blog para a nossa equipe de Comunicação escrever o que vem sendo respondido desde a primeira hora da última quarta-feira, dia 18.

Abraços,

Stelleo Tolda


O MercadoLivre está acompanhando a Operação Matrix, ação de Ministérios Públicos e Receita com o objetivo de investigar o pagamento de tributos por empresas. Consideramos a ação importante e estamos contribuindo com as autoridades, especificamente no que se refere à comercialização de produtos e serviços pela internet.

A web é um ambiente relativamente novo e a legislação pertinente ainda está sendo discutida em audiência pública. É de interesse da sociedade e do MercadoLivre a construção de um ambiente saudável, seguro, acessível a todos e com regras claras.

O MercadoLivre é uma companhia de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar e anunciar na Internet produtos novos e usados, além de serviços. É sempre importante ressaltar que a plataforma não comercializa, mas hospeda as ofertas e dispõe de uma série de ferramentas e processos, inclusive equipes de monitoramento em tempo integral, para oferecer um ambiente seguro para as operações de seus usuários.

Para comercializar, tanto compradores quanto vendedores precisam se cadastrar e seguir os Termos e Condições Gerais do MercadoLivre, sob risco de serem inabilitados para realizar suas transações. É solicitado aos vendedores a documentação necessária para realização de operação mercantil, o que inclui a exigência de CNPJ quando as transações deixam de ser ocasionais e assumem regularidade e/ou atingem volumes mais expressivos.

Todos recebem a orientação para incluir os impostos nos preços, além de enviarem Nota Fiscal dos itens novos e serviços prestados. As regras têm como objetivo assegurar um ambiente de compra seguro, dentro das normas estabelecidas pela Legislação brasileira.

Estes Termos e Condições determinam que cada usuário assuma as obrigações imputadas pela lei à sua atividade, inclusive pontuando que, aqueles usuários que exerçam uma atividade empresarial, devem arcar com suas obrigações tributárias.

O MercadoLivre busca suprimir, também, anúncios que manifestem alguma prática em desacordo fiscal, uma vez que a empresa não compactua com tais práticas.

O MercadoLivre tem como prática colaborar permanentemente com as autoridades, fornecendo as informações necessárias de acordo com as  solicitações oficiais. Desta forma, contribui ativamente para o desenvolvimento do comércio eletrônico no Brasil.

Comunicação MercadoLivre.com


Internet para todos

19 Novembro, 2009

Muito se fala sobre inclusão digital e Web 2.0, termo utilizado para o famoso “faça você mesmo” na rede, ou seja, todas as pessoas podem ser colaboradoras no ambiente web. A idéia é tornar o mundo on-line mais dinâmico e com o conteúdo construído a partir da colaboração dos internautas.

Porém, ainda existem no Brasil 94,2% de indivíduos que não conseguem assistir vídeos no YouTube, nem conectar ao MSN. Quanto mais usá-los simultaneamente.

Muitos são insistentes. Mesmo sem contar com a banda larga, são usuários das ferramentas das redes e, provavelmente passam horas e horas na frente do computador – com os dedos cruzados para que não haja queda na conexão – esperando a conclusão do download de um aplicativo ou  de um programa relativamente simples.

Por isso, há muita expectativa em torno do Plano Nacional de Banda Larga. O objetivo é tornar a rede mais acessível e rápida a quase 80% dos municípios no País. É papel do Governo facilitar o acesso por meio das conexões coletivas, mas é difícil imaginar a implementação de um plano desta proporção sem a participação da iniciativa privada.

Segundo fontes federais, será necessário incentivar a concorrência entre as empresas fornecedoras do serviço. Afinal,  a intenção do governo é ampliar o volume de acessos à Internet rápida de 15 milhões para 165 milhões até 2018.

Leia mais na web:  Caderno LINK – Jornal O Estado de São Paulo ; Portal G1 ; Convergência Digital


Mais do que números, são pessoas

11 Novembro, 2009

Não poderia deixar de comentar aqui os ótimos resultados registrados pelo MercadoLivre no terceiro trimestre deste ano, finalizado em 30 de setembro. Os usuários negociaram cerca de 8 milhões de produtos, um número 43,4% superior em comparação ao mesmo trimestre de 2008. Atingimos 40,2 milhões de usuários cadastrados, considerando os 12 países onde a plataforma está presente.

Mais do que números, são pessoas. Milhões de indivíduos negociando, comprando e vendendo pela internet . Um universo que tende a expandir na medida em que se amplia o serviço de banda larga, aumenta a venda de computadores e cresce o poder de compra da população, especialmente da baixa renda. Temos ainda como pontos favoráveis a redução dos juros e o aumento dos prazos de pagamento, o que estimula o consumo.

Nosso papel é investir continuamente na plataforma. Não apenas para acompanhar o crescimento, mas para ir além e garantir a boa navegabilidade e condições para que cada vez mais pessoas encontrem no comércio eletrônico um caminho eficiente para fazer suas compras, anunciar, vender.

A atuação no e-commerce pode ser por prazer, por comodidade, segurança ou ainda como fonte de renda, como já ocorre para mais de 40 mil pessoas cuja renda principal provém de sua atuação no ambiente do MercadoLivre, como mostra estudo da Nielsen. Para nós é uma grande responsabilidade e uma grande satisfação.


Um marco para a internet brasileira

4 Novembro, 2009

4 Novembro, 2009

O Brasil demonstra maturidade ao lançar a consulta pública pela internet, com o objetivo de elaborar uma legislação que dará início ao marco civil referente aos direitos e deveres na web. São três eixos de discussão: os direitos individuais e coletivos, a responsabilidade dos atores e as diretrizes governamentais.

Abrir para o debate é certamente uma forma democrática, bem ao estilo do mundo web, de permitir a participação da sociedade na construção do projeto de lei. Uma questão crucial é criar um regime de responsabilidade compatível com a dinâmica do mundo digital, onde predomina um ambiente de colaboração.

Precisa ser estabelecido, por exemplo, qual o regime a ser aplicado sobre as empresas que prestam serviços de acesso ou atuam na rede. A falta de normas que regulamentem o setor gera dúvidas e controvérsias sobre quais são os direitos e deveres das empresas e dos internautas. Além de deixar as autoridades sem diretrizes para atuação.

A definição de regras claras é essencial para o desenvolvimento consistente da internet brasileira e a discussão é muito bem-vinda. Vale aqui ressaltar que os Estados Unidos e países da Europa já discutiram o tema e há um consenso sobre alguns aspectos, como os relativos à privacidade, guarda de logs de acesso e limite de responsabilidade.

O texto-base no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas/RJ. Está disponível site www.culturadigital.br/marcocivil e a sociedade poderá acompanhar as discussões também pelo Twitter no www.twitter.com/marcocivil

O que se espera, ao final, é que as discussões levem a um projeto de lei coerente com as características do ambiente web, com bom senso e oportunidades para todos.


Quanto mais, melhor

30 Outubro, 2009

Li um artigo no M&M Online que só reforça o que eu penso do mix de comunicação que as organizações deveriam se valer. Uma pesquisa – The Influenced: Social Media, Search and the Interplay of Consideration and Consumption – conduzida pela comScore, GroupM e M80 apontou que o internauta lembra mais das marcas se vir uma combinação de anúncios pagos em buscas com os meios de comunicação tradicionais.

O estudo revelou que quase metade (45%) dos internautas são influenciados pela marca quando são atingidos somente por anúncios pagos em busca. Outro dado considerável é que 64% dos participantes afirmaram que a marca fica realmente na “mente” quando existe a combinação dos anúncios pagos em busca com informações nas mídias sociais. E o dado que confirma o que pensamos sobre o uso do mix de comunicação: 77% dos respondentes se consideram mais impactados quando se mesclam os anúncios pagos com informações diretas da marca na mídia social.

A conclusão parece bastante lógica. O efeito combinado de anunciar em várias formatos de mídia dá melhores resultados. É o que pregam as “bíblias” do marketing, não?

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Estudo confirma que combinação é a melhor opção (Fonte M&M Online)


Empresas: despreparadas para as redes sociais?

28 Outubro, 2009

As redes sociais online são a grande vedete da rede para a maioria dos internautas. Trata-se de relacionamento, contato, diálogo, aproximação.

Por essa exposição toda e pela facilidade de se entender o que se pensa sobre a organização, seus produtos, serviços e atendimento, as empresas vêem nas redes sociais uma oportunidade. Sites de relacionamento, de publicação de mensagens como o Twitter e os blogs são alguns exemplos.

Um artigo no site Computer World acredita que embora tais sistemas permitam o contato entre organizações e suas audiências, o problema está na tecnologia que impede que ações mais ousadas e estratégicas sejam feitas pelas marcas. Por outro lado, há a barreira do medo do contato com o consumidor final a ser vencida pelas próprias organizações.

Há quem acredite que as ferramentas interativas gratuitas possam ser usadas pelas organizações em um primeiro momento, mas que conforme evoluírem o conceito, a tendência é que migrem para redes sociais proprietárias ou para soluções mais avançadas e maduras, como o Yammer, aplicativo similar ao Twitter, mas direcionado para as organizações e seus públicos internos.

Não sei se partilho neste momento desta opinião de que as organizações mais maduras devam necessariamente oferecer iniciativas próprias de mídias sociais. Acredito que as organizações devam estar onde estão seus clientes. E se eles estão nas ferramentas gratuitas por que não tecer uma estratégia de mídias sociais?

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Redes sociais: um longo caminho até as empresas (Fonte Computer World)


Experimentando e errando!

26 Outubro, 2009

A Pepsi tem uma verba “gorda” destinada à comunicação, porém, pouco deste montante era destinado à comunicação digital, principalmente à mídia social até meados de 2008.

Em outubro de 2008, a companhia criou o cargo de diretor de mídias sociais, ocupado por Borin Bough. Após esse novo papel dentro da empresa, um terço da sua verba total de comunicação passou para o mundo digital.

Ainda assim, embora os valores sejam consideráveis, só colocar dinheiro não quer dizer que o trabalho é bem feito. A Pepsi acaba de meter os pés pelas mãos com o caso de um aplicativo para o iPhone com idéias para cantadas machistas que foi considerado discriminatório e ofensivo: http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&source=hp&q=pepsi+iphone+app&btnG=Pesquisa+Google&meta=&aq=f&oq=. A empresa categorizava as mulheres em 24 tipos e depois cruzava informações dos smartphones da Apple com dados pessoais e “decidia” qual seria o modelo ideal.

As grandes marcas assim como as menores estão vivendo um período de experimentação em relação à comunicação, sobretudo àquela que envolve a comunicação digital. Mas, estereótipos, reducionismos ou tentativas de enquadrar as pessoas em perfis rígidos definitivamente não são a saída.

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Pepsi e o comércio digital (Fonte O Barriga Verde)


Mais transparência e isenção?

21 Outubro, 2009

A organização que regula as relações de comércio dos Estados Unidos, a Federal Trade Comission, estabeleceu para os blogueiros que estes precisam declarar qualquer conexão (pagamento de dinheiro ou doação de produtos) com qualquer anunciante.

A proposição do FTC interfere diretamente na relação entre marcas e os endosers, os influenciadores da web que fazem críticas e recomendações a produtos e serviços de determinado anunciante.

O blogueiro ou influenciador da rede deve afirmar que tem o apoio da marca, sob pena de ser acusado de prestar falso testemunho e pagar multa de US$ 11 mil.

Como se trata de uma decisão polêmica e de difícil controle, o FTC apresentou cenários, como por exemplo o de um estudante que mantém um blog sobre suas experiências com jogos: se receber um console, deve evidenciar que o recebeu sem custo…

Acredito que a decisão ainda vá gerar “pano para manga”, mas vai na direção certa de mais transparência e isenção. Ponto para a audiência.

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Blogueiros precisam declarar apoio de anunciantes (Fonte M&M Online)


Espaço para a manifestação da sociedade

19 Outubro, 2009

Embora hajam críticas em torno da iniciativa, o governo pretende criar um marco regulatório civil para a internet que contemplará questões como a responsabilidade civil de provedores e usuários, a privacidade dos dados, a neutralidade da rede (vedação de discriminação ou filtragem de conteúdo, seja política, seja econômica, seja jurídica) e os direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão.

A idéia é lançar um blog com esses temas no final do mês de outubro que ficará aberto a comentários por 45 dias sobre o que deverá ou não ser regulado e como.

O objetivo é manter o dinamismo da rede e regular questões delicadas e polêmicas que ainda não dispõe de regras.

O marco prevê a regulamentação de armazenagem das informações por parte dos servidores, venda de dados, repasse às autoridades, critérios, responsabilidade sob o conteúdo de terceiros etc.

Para ler sobre o marco, acesse: http://www.puccamp.br/servicos/detalhe.asp?id=47793.

É importante para empresas e usuários de internet que o Governo esteja abrindo um espaço para que a sociedade se manifeste. É a chance de criticar, opinar e não ficar apenas no mundo das idéias.

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Governo prepara estatuto para internet (Fonte Folha de SP)