A milionésima palavra do dicionário inglês

6 Julho, 2009

Web 2.0 foi a milionésima palavra cunhada por um grupo de monitoramento da língua inglesa que fica no estado do Texas, EUA. Por aparecer com extrema freqüência nos meios impressos e eletrônicos, a palavra ganhou seu próprio verbete no dicionário.

O grupo Global Language Monitor (GLM)  é responsável pelo rastreamento quantitativo de termos que aparecem na mídia. Segundo dados da Veja.com, “quando uma palavra é usada 25.000 vezes, ela é reconhecida como tal”. Foi o que aconteceu com web 2.0 que designa a segunda geração da internet por ferramentas online colaborativas, participativas e de fácil distribuição do conteúdo.

Obviamente, a palavra não é unânime e não agradou a todos.

Os puristas sempre irão reclamar e acho que com razão, pois sem eles rapidamente podemos perder a norma culta e creio que isso enfraquece qualquer idioma. O outro lado da moeda é a linguagem popular (forma coloquial) que não deve ser ignorada. Ao facilitar a comunicação, a internet potencializou essa forma de falar e escrever. E a freqüência com a qual um novo termo aparece na mídia pode ser um requisito para eventualmente fazer parte da norma culta. Nada mais apropriado que a internet receba esse “reconhecimento” através da sua versão 2.0 como milionésima palavra do inglês. Congratulations!

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Web 2.0, a milionésima palavra em inglês (Fonte Veja.com)


Censura ineficaz

3 Julho, 2009

Mais uma vez, o governo da China faz uso da censura para direcionar o que os internautas chineses podem ver. O site bloqueado desta vez foi o Twitter.

Muitos atribuem o bloqueio às comemorações dos 20 anos do massacre da Praça Celestial, ocorrido em 4 de junho 1989.

Pelo fato do Twitter ser uma ferramenta de fácil utilização, disseminação e distribuição do conteúdo, deve incomodar as autoridades chinesas que gostam do controle de conteúdos.

Dentre os sites já bloqueados, estão: Flickr, Hotmail, Bing, Youtube, Blogspot, Tumblr, Livejournal, Xanga, WordPress, Friendfeed e Live. Outra medida anunciada, segundo matéria do M&M Online/Advertising Age, é o fechamento por quatro meses de cafés de internet não aprovados.

Outro caso evidente de censura é o Irã. Ainda assim, os internautas driblam o governo com sites de redes sociais como Twitter e Facebook, além de Youtube, Flickr e MySpace. E embora haja uma censura explícita, não há controle. Antes, era possível fechar veículos da mídia tradicional como jornais, rádios e revistas. Com a internet, esse processo é praticamente impossível.

Apesar da arbitrariedade da medida, acredito que os internautas consigam meios alternativos para se fazer ouvir e replicar conteúdos que julguem importantes. Já sabemos que a proibição, e censura são ações para lá de ineficazes.

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Governo da China bloqueia Twitter (Fonte M&M Online, só para cadastrados)

Iranianos usam a internet para tentar driblar a censura (Fonte IG/BBC)


Redes sociais a favor da imagem

1 Julho, 2009

Há quem contrate pelas redes sociais, verificando um usuário com perfil adequado para a vaga. Há quem investigue pelas redes sociais a quantas anda a vida de determinado candidato. Há, por fim, quem utilize as redes sociais para trabalhar a sua imagem, seja ela corporativa ou pessoal.

Empresas de recrutamento online como Catho, MonsterBrasil.com e Curriculum.com tem utilizado as redes sociais como forma de divulgação: disseminação de novidades, notícias, dicas, entre outros.

Perfis nas principais redes como Twitter, Facebook, Orkut, canais no Youtube e até blogs são instrumentos de conteúdo para essas empresas. É onde elas tem chance de se posicionar como fontes de referência nos setores em que atuam.

A questão da presença (ou podemos dizer onipresença?) nas redes sociais deixou de ser um complemento para ser uma necessidade.

Por outro lado, há sites especializados nas questões curriculares: o LinkedIn e o próprio Monster são exemplos. Manter perfis atualizados, com recomendações de colegas ou ex-companheiros de trabalho pode ser uma boa oportunidade para quem busca um emprego.

Para as empresas que buscam candidatos, consultar o LinkedIn pode ser mais útil que Orkut para o propósito de obter referências, por exemplo.

Vale a pena reler o post que discutimos a questão da busca de emprego pelas redes sociais: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2008/12/19/emprego-pelas-redes-sociais/.

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Sites de recrutamento utilizam mídias sociais para divulgar imagem (Fonte O Globo Online)

Busca de emprego pelas redes sociais (Fonte MLOG)


Um sistema de busca com a grife Microsoft

29 Junho, 2009

A proposta da Microsoft com o Bing é oferecer uma nova experiência com o sistema de busca.

A empresa se baseia em dados impressionantes da rede para justificar a necessidade de sistemas de busca com mais acuidade: até agora, em 2009, foram criados 4,5 sites a cada segundo e os resultados de busca não alcançam a satisfação das pessoas.

Outra razão para que o Bing se torne o motor de busca de preferência das pessoas, na visão dos criadores, é que o comportamento dos internautas ao buscar, mudou: as pessoas não querem apenas informação, querem conhecimento que as leve a alguma ação.

O Bing, segundo a Microsoft, é um motor de busca de decisão, que possui ferramentas intuitivas que permitem acelerar decisões de quem o usa, apresentando funcionalidades que entregam melhores resultados e de forma mais organizada.

Como exemplo, a ferramenta oferece uma funcionalidade chamada Price Predictor, que indica quando comprar uma passagem aérea, por exemplo, para se conseguir o melhor preço.

Para fazermos aqui qualquer juízo de valor, é preciso que a gente teste, utilize e compare. Você testou? Comente aqui a sua experiência.

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Decision Engine (Fonte Microsoft)


Mulheres americanas preferem blogs a redes sociais

26 Junho, 2009

Um estudo chamado The 2009 Women in Social Media Study, realizada pelo iVillage, Compass Partners e BlogHer detectou que 64% das mulheres americanas tendem a usar mais os blogs do que as redes sociais como fonte de informação.

A pesquisa ainda foi mais a fundo e quantificou as finalidades de uso dos blogs por essas mulheres: 43% usam blogs para recomendações e orientações e 55% para troca de opiniões.

Dados do estudo ainda apontaram que das 42 milhões de mulheres envolvidas semanalmente com mídia social, 55% participam de atividades em blogs, 75% usam redes sociais como Facebook e MySpace e 20% usam o Twitter.

Para o comércio eletrônico e seu sistema de recomendação e influência (por meio de resenhas, opiniões, expressão de experiências), ainda há mais dados interessantes: 45% das usuárias que participaram do estudo indicaram ter comprado um produto depois de ler sobre ele num blog.

Essa pesquisa nos evidencia que é preciso cada vez mais estudos verticais sobre os públicos aos quais queremos ter acesso. As mulheres preferem os blogs, mas e os adolescentes? E os homens de determinada faixa etária? Apenas entendendo a fundo o comportamento, é que conseguiremos oferecer formas de contato e comunicação customizadas e conectadas com as necessidades de cada um.

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E as mulheres online usam blogs para informação e troca de opinião (Fonte BlueBus)


Uma rede social para marcas e produtos

24 Junho, 2009

No dia 20 de maio último, uma rede social exclusiva para marcas, produtos e serviços foi lançada: a Drimio.

A proposta é que usuários se conectem com marcas e entre si, a partir de afinidades que tenham em relação a elas. Cada usuário que se cadastra pode registrar marcas ou se juntar a comunidades de marcas já existentes. Pode classificar o que “sente” pela marca, incluir vídeos, imagens, percepções, indicar sites, comunidades, etc.

Quanto mais nutrem seus perfis a partir de marcas de preferência, mais descobrem outras pessoas com gostos afins e que podem se tornar parte da rede de relacionamentos deste usuário.

A intenção, um tanto pretensiosa, mas válida, é que o site se torne “uma verdadeira central dos pontos de presença das marcas na internet”.

Apesar da iniciativa ser interessante, tem alguns poréns:

1)      Será que as redes sociais tradicionais, por meio de suas comunidades, já não conseguem esse feito de reunir pessoas em torno das marcas? É só ver qualquer comunidade no Orkut.

2)      Será que as marcas conseguirão dar conta de mais essa rede para se relacionarem com seus públicos-alvo?

3)      Será que a rede não pode se tornar uma central de reclamações, de usuários insatisfeitos com as experiências que tiveram com algumas marcas?

Fora esses pontos, pode ser um ambiente interessante para as marcas monitorarem o que usuários pensam sobre elas.

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Um brinde a todos e ao lançamento oficial do Drimio (Fonte Blog Drimio)


Música e composição pela rede

22 Junho, 2009

O compositor francês Alex Beaupain recebeu, via MySpace, um pedido de autorização da cantora Zélia Duncan para gravar versões de duas músicas francesas. O MySpace é uma rede social conhecida por seu viés musical e artístico.

Zélia que havia tentado contato pelas vias tradicionais, não tinha obtido sucesso. Foi então que resolveu usar o MySpace.

De fato o MySpace tem essa característica de ser usado por músicos. Mas, mais do que isso, o caso nos mostra que as ferramentas colaborativas nos põem em contato direto e desintermediado com quem quer que queiramos.

Vale lembrar que a Mallu “Tchubaruba” Magalhães estourou, conquistando primeiro os fãs para depois ganhar visibilidade no mundo da música tradicional.

Outro caso interessante envolvendo as redes sociais e a música foi da Banda Capital Inicial que contou com a co-criação de seus fãs para finalizar um videoclipe: http://mlonlinegeneration.wordpress.com/2009/02/02/criacao-musical-coletiva/.

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Zélia Duncan usa a rede para conseguir gravar músicas francesas e dedica ‘Ambição’, de seu novo disco, a Rita Lee (Fonte O GloboOnline)


O ‘bafafá’ do blog da Petrobrás

19 Junho, 2009

A polêmica toda em torno do blog Petrobras Fatos e Dados começou pela finalidade da publicação: a estatal criou o site para responder textos da imprensa e críticas.

Portanto, e-mails enviados por jornalistas que procuraram a assessoria de comunicação da empresa para obter informações e esclarecimentos para reportagens foram ao ar no blog.

Qual seria o grande problema, então? O fato de que solicitações de informações da imprensa para a empresa são algo exclusivo entre as partes e podem comprometer a redação da matéria, reportagem ou artigo. Sem falar na questão do furo de notícia que passa a inexistir a partir do momento em que a Petrobrás expõe os jornalistas.

Para a empresa, a ação é fruto de transparência. Veja aqui a entrevista do pessoal do blog para  a revista Bites. Para a imprensa, é motivo de discussão, debate e olhar torto. Tudo porque um pedido da Folha de S.Paulo foi publicado no blog sob a forma de perguntas e respostas. Fato que fez com que O Estado de S.Paulo e O Globo questionassem se houve pedido de autorização da empresa ao jornal.

Outra utilização do blog da Petrobras tem sido comentar e criticar reportagens já publicadas pela imprensa.

Há dois lados de uma mesma moeda: o primeiro é a relação imprensa-empresa que fica prejudicada e o segundo é a questão de mostrar ao grande público como as perguntas jornalísticas são respondidas pela empresa, sem edições ou filtros.

Realmente, há polêmica. No entanto, há algo de diferente na iniciativa: o usuário comum é o privilegiado da vez. E não a imprensa, como de costume.

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Petrobras usa blog para vazar reportagens (Fonte Folha de S.Paulo)

O blog fala (Revista Bites)


Combate a extremismos

17 Junho, 2009

Segundo notícia do IDGNow e da Organização dos Direitos Humanos, Facebook e Youtube  colaboram para o crescimento de crimes de ódio e extremismo na web,uma vez que registram a maior quantidade deste tipo de conteúdo.

O Facebook que conta com mais de 200 milhões de usuários no mundo já se reuniu com membros de uma associação judaica, a Simon Wiesenthal Center, e comprometeu-se a remover os sites que violarem seus termos de uso.

Porém, o volume é imenso e a tarefa deve ser compartilhada. Acredito que a grande lição aqui seja: a comunidade deve e pode contribuir neste combate aos extremismos e intolerâncias por meio de mecanismos de denúncia oferecidos por estes sites. Por outro lado, as redes sociais também devem fazer as suas partes monitorando conteúdos por amostragem.

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Facebook se compromete a limpar rede de conteúdos de extremistas (Fonte IDGNow)


Venda de apartamento pelo Twitter

15 Junho, 2009

A construtora Tecnisa anunciou no Twitter que havia vendido o seu primeiro imóvel pelo microblog: http://twitter.com/Tecnisa/status/1950370775.

E a iniciativa não parava por aí: além da venda concretizada, a construtora ainda oferecia uma promoção exclusiva aos usuários de redes sociais.

Mais do que a questão simbólica da venda ter sido “feita pelo twitter”, o que importa é marcar presença nas redes sociais.

Muitas pessoas demonstraram extrema surpresa com a ação, mas o que devemos entender é que passamos cada vez mais tempo online e usando essas ferramentas – é natural que sirvam como ponte para todo tipo de atividade inclusive as comerciais.

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As empresas tem obrigação de estar nas redes sociais? (Fonte MLOG)